10% de desconto

Fugas

de Alice Munro
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2007 ‧
16,50€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
As oito histórias reunidas em Fugas falam sobre pessoas - mulheres de todas as idades e de origens diferentes, os seus amigos, amantes, pais e filhos -, cujas vidas, nas mãos de Alice Munro, se tornam tão reais e inesquecíveis quanto as nossas.

Ninguém consegue escrever de forma tão convincente sobre “o progresso do amor” como Alice Munro (…). Surge como um dos colossos vivos do conto moderno, e o seu realismo tchékhoviano, o seu profundo conhecimento psicológico e o seu sentimento instintivo da aritmética emocional da vida quotidiana têm deixado uma marca indelével na escrita contemporânea.»
The New York Times

«Munro é habitualmente considerada uma das melhores escritoras vivas. Pode ler-se qualquer uma das oito histórias em Fugas e ver porquê.»
Time

«Fugas é um livro tão bom que não quero falar sobre ele aqui. Uma citação não lhe faz justiça, nem sequer uma sinopse. A melhor maneira de o fazer é lê-lo (…). O que me leva à simples instrução com a qual comecei: Leiam Munro! Leiam Munro!»
Jonathan Franzen, The New York Times Book Review

«[Munro é] uma das mais notáveis escritoras do século XX.»
Newsday

«Mistérios humanos observados de forma imperturbada. Consegue sentir-se o suspense (…). O carácter inesperado e emocionante da vida real, sobre o qual Munro insiste, deixará, nas mãos da autora, o leitor colado às páginas.»
The Atlantic Monthly

«Alice Munro tem vindo a ser reconhecida como a melhor escritora de ficção a trabalhar na América do Norte. Fugas é um encanto.»
The New York Times Book Review

«Fugas condensa em si a obra de uma das mais apaixonadas investigadoras da alma humana.»
USA Today

«Alice Munro demonstra novamente a razão pela qual os escritores de contos lhe prestam homenagem.»
Vanity Fair

«Fugas é um grande prato de caviar, a navegar sobre uma brilhante cama de gelo, com uma colher de madrepérola. Lembre-se: é por esta razão que come, lê, faz amor, o que quer que seja – para se entregar à [para se deixar levar pela] tola sensação de admiração e prazer.»
The Washington Post

Alice Munro_640.png

Alice Munro, uma vida a contar as nossas histórias

Alice Munro, laureada com o Prémio Nobel em 2013 e considerada uma das maiores escritoras de contos em língua inglesa, morreu esta semana aos 92 anos, deixando um legado literário ímpar.
Ao longo de mais de 40 anos, Munro retratou tanto o desejo como o lado obscuro da vida quotidiana no Canadá rural, em particular a das mulheres – temas que estavam há muito fora de foco para a corrente dominante, e que acabram por lhe granjear o reconhecimento unânime mais tarde na vida da autora – entre os muitos prémios que distinguem a sua obra, destaca-se o Man Booker International Prize em 2009, além do Nobel.
Nascida em Ontario, no Canadá, antes de se tornar escritora Munro tinha já trabalhado como bibliotecária e aberto, com o primeiro marido, uma livraria, em Victoria. Escrevia desde a adolescência, mas tinha receio de divulgar o que criava. Disse que começou a escrever contos porque «não tinha tempo para escrever mais nada – tinha três filhos». Munro escrevia entre as sestas e as tarefas domésticas, tendo publicado a sua primeira coleção de contos, Dance of the Happy Shades, em 1968, aos 37 anos.
Habituou-se a escrever histórias curtas e achava que nunca iria escrever um romance. Mas escreveu, um único, em 1971: Vidas de Raparigas e Mulheres, uma obra perspicaz e sincera, em parte autobiográfica, que retrata a vida de uma jovem na zona rural do Ontario nos anos 40, no que a autora considerou «uma coleção de histórias interligadas».

Ter nascido numa pequena cidade canadiana deu a Munro a inspiração para usar o ambiente que, lhe era tão familiar, como cenário para tantas das suas histórias. Nos seus contos, género a que se dedicou-se quase exclusivamente, acomodando, «em poucas páginas», e de forma magistral, a «complexidade épica do romance», como referiu o comité Nobel.
Os problemas de relacionamentos e os conflitos morais atravessam as suas narrativas, em que explora como mesmo acontecimentos triviais podem ter grandes impactos na vidade de alguém, e a maneira imprevisível como homens e mulheres os transcendem. Delicadamente intrincadas, as suas histórias movem-se para trás e para a frente no tempo, e também entre a realidade e a memória. As vidas que retrata são, como todas as vidas, cheias de começos, paragens e reviravoltas.
Com o seu subtil entendimento das vidas normais, Alice Munro tornou-se uma contadora de histórias extraordinárias sobre pessoas comuns, adentrando os recantos mais íntimos das suas vidas. Porque estas escrevem, por nós, os nossos próprios romances.

Alice Munro, em declarações ao New York Times (1986):


«A auto-ilusão parece quase como algo que é um grande erro, que deveríamos aprender a não fazer. Mas não tenho a certeza se podemos. Toda a gente está a fazer o seu próprio romance da sua vida. O romance muda – no início temos um romance muito satisfatório que tem uma técnica bastante simples, e depois saímos disso e acabamos com um tipo de romance muito descontínuo, discordante e muito contemporâneo. Penso que o que acontece a muitos de nós na meia-idade é que já não conseguimos agarrar-nos à nossa ficção.»

Fugas

de Alice Munro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727089697
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 237 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789727089697

Contos extraordinários

Natalina Safara

As histórias de Alice Munro são geniais e intemporais. Sob a aparente banalidade do quotidiano e das vidas "vulgares", esconde-se uma permanente inquietude. A linha que une estes extraordinários contos é a fuga, ou "fugas", que podemos entender também como procura, quase sempre do amor ou da felicidade.

Bom livro

Assuncao reynolds

Livro muito bem escrito. E de um realismo muito grande. Bom de ler. Assuncao reynolds

Bom Livro

Ana Marrocos

Passagens muito realistas de vidas quotidianas. Livro extremamente bem escrito, que penso não cativará qualquer leitor, mas a mim, sim, cativa-me.

Uma desilusão

anabela moutinho

Adquiri este livro na senda da atribuição do Prémio Nobel. Não conhecia previamente a autora, salvo enquanto nome nalguns livros de edição portuguesa com que me ia cruzando nas livrarias. Sem querer desmerecer o galardão, nem as doutas opiniões de quem assim decidiu, estes contos desiludiram-me, pois, a meu ver,não revelam mais do que uma tentativa de criação de um universo woolfiano sem a delicadeza, a minúcia, a sapiência e o inconfundível ambiente de Virginia, the greatest (e refiro-me só ao cotejamento dos contos de ambas as escritoras).

Fugas e realismo psicológico.

Paulo Joaquim Fernandes Antunes

O livro reúne uma série de contos, todos relacionados, direta ou indiretamente, com fugas banais e/ou incompreensíveis na vida quotidiana das personagens, e que alteram a vida e o sentir dos seus protagonistas. O livro é de um realismo extremo, mesmo a nível da descrição dos sentimentos, particularmente os do universo feminino, que a escritora conhece muito bem!

SOBRE O AUTOR

Alice Munro

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2013

Alice Ann Munro, nascida Alice Ann Laidlaw (Wingham, 10 de julho de 1931 – Port Hope, 13 de maio de 2024). Foi distinguida com alguns dos mais importantes prémios literários, dos quais se destacam o Prémio Nobel da Literatura 2013 e o Man Booker International Prize em 2009. Venceu também por três vezes o Prémio Governador Geral do Canadá para Ficção.
A Academia Sueca designou-a como "mestre do conto contemporâneo".
A editora Relógio D’Água publicou desde 2007 cinco antologias de contos de Alice Munro (Fugas, O Amor de Uma Boa Mulher, Demasiada Felicidade, O Progresso do Amor e Amada Vida) e o romance com aspetos autobiográficos A Vista de Castle Rock.
Alice Munro possui o singular talento de nos expor de modo conciso a essência da vida através dos seus contos e romances.
As suas personagens habitam pequenas povoações dos arredores de Ontário ou do Lago Huron. São adolescentes, mulheres e famílias descritas nos seus trajetos habituais, mas que são transformadas por um encontro casual, uma ação não realizada, que causam um desvio no destino das suas vidas e modos de pensar.
As suas histórias mostram-nos, nas separações, partidas, novos começos, acidentes, regressos e perigos, imaginários ou reais, como o quotidiano das nossas vidas pode ser tão estranho e arriscado quanto belo.
Herdeira de Tchékhov e do realismo lírico do Joyce contista, Alice Munro conseguiu com o seu «sentimento instintivo de aritmética emocional da vida quotidiana» deixar uma marca indelével na escrita contemporânea.
Através do caráter inesperado e emocionante das vidas, Munro mostra-nos como os homens e as mulheres se acomodam e muitas vezes transcendem o que acontece nas suas vidas.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU