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Ficções

de Jorge Luis Borges
Editor: Quetzal Editores, agosto de 2020 ‧
15,50€
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Ficções é uma obra fundamental de Borges; é lá que se encontram os grandes mitos e elementos centrais da sua criação. A arte da narrativa mudou completamente depois deste livro publicado em 1944.

Ficções é talvez o livro mais reconhecido de Jorge Luis Borges, e que inclui contos fundamentais para entender o seu universo, como «O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam», «As Ruínas Circulares» ou «A Biblioteca de Babel». Há narrativas de natureza policial, como «A Morte e a Bússola», a história de um detetive que investiga o assassinato de um rabino; outras, que recriam livros imaginários como «Tlön, Uqbar, Orbis Tertius», reflexão extraordinária sobre a literatura e sua influência no mundo físico; e outras que podem ser consideradas fundadoras do moderno género fantástico, como «O Sul», que, nas palavras do mesmo autor, é talvez a sua melhor história.

«Com Ficções, Borges inventou a literatura virtual.»
José Saramago

«Talvez me enganem a velhice e o temor, mas tenho a suspeita de que a espécie humana – a única – está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta.»
Jorge Luis Borges

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Wook se escreve na Argentina – Os clássicos

A literatura argentina é uma das mais ricas, complexas e influentes da América Latina. Marcada por uma constante tensão entre o erudito e o popular, entre o cosmopolitismo de Buenos Aires e as vozes do interior do país, as letras argentinas foram moldadas por figuras como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar e Adolfo Bioy Casares, que representam o seu pilar clássico e, mais recentemente, por escritores inovadores como Samanta Schweblin ou Pedro Mairal.
Desde os jogos labirínticos e metafísicos de Borges até às provocações urbanas e sensuais de escritores contemporâneos, a Argentina tornou-se uma potência literária com ecos em todo o mundo, incluindo Portugal, onde muitos dos seus autores têm sido cada vez mais publicados e lidos. Nesta primeira parte, percorremos os clássicos.
Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontede de maio de 2025. Jorge Luis Borges (1899-1986) – a fundação de um universo literário Poeta, ensaísta e ficcionista, Jorge Luis Borges é o arquiteto de um dos universos mais originais e influentes da literatura do século XX. O escritor fundou uma literatura em que o conto reina como forma suprema de expressão, e onde a imaginação supera a experiência vivida. Bibliotecas infinitas, labirintos, tigres, enciclopédias fictícias, silogismos e bestiários convivem com personagens fascinantes e inesquecíveis.
Obras como Ficções (1944) e O Aleph (1949) são autênticas cartografias do pensamento, explorando temas como o infinito, a memória e o tempo — símbolos recorrentes no seu imaginário. Aí encontramos ficções povoadas pelos elementos que farão de Borges uma figura mítica, como os labirintos, os espelhos, as bibliotecas e os tigres. Nas suas histórias, elementos, pessoas e cenários prosaicos são vistos em contextos incomuns e com significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenómenos misteriosos e metafísicos se revelam em ambientes quotidianos.
A influência de Borges foi ainda determinante para a consolidação do fantástico como género literário moderno, sendo o autor reverenciada por Gabriel García Márquez, Umberto Eco e Italo Calvino. COMPRO NA WOOK! » Julio Cortázar (1914–1984) – O jogo literário Nascido em Bruxelas e criado na Argentina, Julio Cortázar expandiu os horizontes da literatura latino-americana com o seu estilo único, a sua linguagem lúdica e o seu interesse pela cultura urbana e pelos mecanismos do poder, da arte e do desejo – o que o tornou numa das figuras centrais do Boom Latino-Americano da década de 1960.
O seu romance mais famoso, Rayuela (o jogo da amarelinha, 1963), rompe com as convenções narrativas ao propor uma leitura em múltiplas ordens. Este relato de amor entre um intelectual argentino no exílio, Horacio Oliveira, e uma misteriosa uruguaia, a Maga, ao acaso das ruas e das pontes de Paris, é um marco inovador na literatura do século XX. Obra lúdica, filosófica, urbana e existencial, convida o leitor a participar ativamente na construção da história. Ao longo de quase quatro décadas, escreveu 12 famosos volumes de contos, num estilo tão alucinante como o improviso no jazz e tão surpreendente como um combate de boxe.
A escrita de Cortázar, profundamente influenciada pelo surrealismo e pelo existencialismo europeu, reflete também um forte compromisso político. O escritor foi um intelectual engajado, defensor da revolução cubana e crítico das ditaduras sul-americanas. COMPRO NA WOOK! » Adolfo Bioy Casares (1914–1999) – A literatura do insólito Amigo íntimo e colaborador de Borges, Adolfo Bioy Casares destacou-se como autor de narrativas fantásticas, policiais e de ficção científica. A Invenção de Morel (1940) considerado a sua obra-prima, mistura ficção científica e filosofia para contar a história de um fugitivo que descobre uma ilha habitada por figuras enigmáticas que se repetem ciclicamente, levando à revelação de uma máquina capaz de reproduzir a realidade. Outras obras, como Plano de Evasão e Diario da Guerra aos Porcos, aprofundam a reflexão sobre o controlo mental, a memória e a violência geracional. Bioy Casares combinou imaginação com uma narrativa precisa, em que sobressaem as questões filosóficas e éticas. COMPRO NA WOOK! » Silvina Ocampo (1903–1993) – O maravilhoso perverso Rebelde das letras argentinas, esta poeta e artista, e esposa de Bioy Casares, Silvina Ocampo é conhecida pelo seu imaginário inquietante e sofisticado. Silvina construiu uma obra onde a infância, o fantástico e o grotesco se entrelaçam. A coletânea A Fúria (1959) é um dos seus livros mais emblemáticos, com contos onde a crueldade e o insólito emergem de forma subtil e perturbadora. A sua escrita é enigmática, revelando uma sensibilidade aguda para os aspetos sombrios do quotidiano. Colaboradora próxima de Borges e Bioy e durante muito tempo subestimada, Silvina é hoje reconhecida como uma das grandes escritoras argentinas. COMPRO NA WOOK! » Ricardo Piglia (1941–2017) – Narrar para pensar Romancista, crítico e ensaísta, Ricardo Piglia foi uma figura central da literatura argentina contemporânea. A sua obra, que cruza a narrativa policial, o ensaio literário e a reflexão histórica, tem em Alvo Noturno (2010) e Respiración Artificial alguns dos seus pontos altos. Piglia explorou a tensão entre ficção e documento, verdade e representação, com uma prosa cerebral, envolvente e profundamente política. A sua contribuição crítica, nomeadamente com Los Diarios De Emilio Renzi, é também fundamental para compreender a tradição literária argentina. COMPRO NA WOOK! »

Ficções

de Jorge Luis Borges

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897226793
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: agosto de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 200 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789897226793
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Ficções de outras ficções

J.S.

Este livro é superior! Prendeu-me desde a primeira página. Adorei o conto "Pierre Menard, autor de Quixote", pois trata da questão da autoria textual. Onde está a verdade, afinal? Recomendo vivamente!

Finalmente

Misael Graça

Finalmente vou poder ler estes contos de que ouvi muita coisa boa

Do brilhante ao maçador

Rui Antunes

Uma colecção de pequenas histórias, entre as quais a brilhante "A Biblioteca de Babel" e as também interessantíssimas "Funes ou a memória", "A forma da espada" e "O jardim dos caminhos que se bifurcam". Por este contos vale a pena ler este livro. No entanto, há também contos que são meras experiências que me parecem pouco conseguidas. Acaba por ser um livro demasiado heterogéneo, que vale pelos momentos de brilhantismo.

Viciante e assombroso

Antóno . Figueira

É absolutamente sublime a forma de como Borges conjuga as mais diversas tramas narrativas (do fantástico ao policial) com aspetos simbólicos riquíssimos e abordando profundamente grandes temáticas filosóficas, com enfoque, por exemplo, no idealismo de Berkeley e na metafísica. Uma obra viciante digna de leitura e, sem dúvida, de releitura!

Indispensável

Hugo Araújo

Contos repletos de mistério, simbolismo, lucidez e um conhecimento cultural acima da média, aliás, como sempre nos habitua Borges. Uma bonita edição da Quetzal, com uma capa que quase justifica por si a compra deste livro.

Ficção Borgiana ao mais alto nível

F. Gomes

JLB é um mestre da narrativa, capaz de condensar como ninguém a estória ao seu âmago. Neste livro, e através dos seus contos, envia-nos a mente por labirintos de espaço-tempo numa prosa literária sem par, repleta de referências culturais e intelectuais que ficarão connosco após a leitura. Fascinante.

O epítome da imaginação

Rui Teixeira

Jorge Luis Borges consubstancia nesta obra toda a sua potência imaginativa e fantasia criadora. Pode-se, mesmo, afirmar que com o presente livro influencia todos aqueles que, a seguir a si, procuraram criar obras pautadas por um certo surrealismo. A não perder.

Um clássico da literatura

Mary

Não é preciso dizer muito sobre este livro: é um clássico obrigatório da lista de melhores livros de sempre que transporta o leitor para imensos mundos e reflexões fantásticas típicas do brilhantismo de Jorge Luis Borges.

SOBRE O AUTOR

Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses».
Em 1914 viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas, e posteriormente em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina.
Em 1923, publicou o seu primeiro livro — Fervor de Buenos Aires — mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido por inúmeros outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção (é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve), crítica e ensaio, géneros que praticou com grande originalidade e lucidez.
A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais: o tempo, «eu e o outro», Deus, o infinito, o sonho, as literaturas perdidas, a eternidade — e os autores que deixam a sua marca.
Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973.
Morreu em Genebra, em junho de 1986.

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