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Festas Galantes | Fêtes Galantes

de Paul Verlaine; Ilustração: George Barbier
idioma: português, francês
Editor: Editora Guerra & Paz, março de 2022 ‧
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Esta é uma edição especial e única da obra Festas Galantes, do poeta Paul Verlaine, que inclui os 22 poe mas originais em francês, uma tradução cuidada para português do poeta João Moita, um texto de Stefan Zweig sobre a obra e uma reprodução das aguarelas concebidas por George Barbier para a edição de bibliófilo de 1928, com uma tiragem de apenas 25 exemplares.
Nesta obra, publicada pela primeira vez em 1869, Paul Verlaine explora temas como a sedução e a frivolidade de pendor erótico, bem como a ambiguidade dos sentimentos amorosos, que oscilam entre a euforia e o desalento.
George Barbier, ilustrador de revistas de moda e desenhador para o teatro e o cinema, reinterpretou o tema das festas galantes - evocativo dos ambientes Setecentistas de Watteau, Boucher ou Fragonard -, actualizando-o segundo a gramática déco, mas tendo sempre presente a expressão poética de Verlaine. Im buído por uma beleza idealizada, o ilustrador não deixa de citar os aspectos mais libertinos e sedutores das personagens, bem como o excesso e o humor característicos da commedia dell’arte.
A presente edição retoma uma edição rara do Museu Calouste Gulbenkian, tendo sido cuidadosamente elaborada a partir das ilustrações do exemplar n.º 1 da edição de 1928, adquirido em Paris por Calouste Gulbenkian, um coleccionador de primeiras edições e edições raras, e tem o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Festas Galantes | Fêtes Galantes

de Paul Verlaine; Ilustração: George Barbier

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897027239
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: março de 2022
Idioma: Português, Francês
Dimensões: 168 x 246 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789897027239

SOBRE O AUTOR

Paul Verlaine

Paul-Marie Verlaine nasce na Lorena a 30 de março de 1844, filho de um militar. Em 1851 a sua família muda-se para Paris, onde Verlaine estudará até obter o bacharelato. No ano de 1862, inscreve-se na Faculdade de Direito, altura em que começa a frequentar os cafés e a beber regularmente. Em 1864 decide abandonar os estudos definitivamente, já depois da publicação do seu primeiro poema (1863), e torna-se funcionário da Câmara Municipal de Paris. O poeta troca correspondência e contacta com vários escritores e artistas da época, como por exemplo Victor Hugo, Charles Cros e Villiers.
Em 1870, casa com Mathilde Mauté de Fleurville, casamento que será perturbado quando, no ano seguinte, Verlaine conhece Rimbaud, com quem mantém estreita amizade com uma dimensão homossexual. Esta relação levará Mathilde a pedir a separação judicial em 1872, ano em que Verlaine embarca com Rimbaud para Londres. Este relacionamento acabará em 1875.
Entre 1875 e 1879 o poeta é alternadamente professor em Inglaterra e França, país para onde regressará definitivamente. Segue-se um período de escrita intensa, atribulado por dificuldades económicas e de saúde, numa sucessão de internamentos em vários hospitais. Morre a 8 de janeiro de 1896 de uma congestão pulmonar.
Fernando Pinto do Amaral, no prefácio a «Poemas Saturnianos e Outros», afirma: «Ao lermos hoje os poemas de Verlaine, resta sobretudo a beleza da sua música soberana e misteriosamente evocadora das vertigens por vezes discretas — mas nem por isso menos cativantes — de um espírito vibrátil e sensível aos mais ínfimos acordes do ser — acordes harmoniosamente dissonantes, como os de qualquer poesia que não hesite em interrogar o doloroso enigma que se abriga nos mil fragmentos do real e lhes dá, a cada um deles, uma alma própria e insubstituível.»

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