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Sagesse ; Jadis Et Naguere

de Paul Verlaine
idioma: francês
Editor: LE LIVRE DE POCHE, junho de 2006 ‧
9,67€
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Sagesse n'est pas séparable de la métamorphose que Verlaine a connue au mois de juin 1874, lorsqu'il s'est converti dans la prison où il avait été conduit pour avoir, à Bruxelles, tiré sur Rimbaud. Un changement radical s'en est suivi, qui n'est pas seulement religieux mais aussi politique puisque le poète, républicain naguère, soutient la cause légitimiste. Et cependant, le recueil qui contient bien des pièces antérieures à la conversion est moins cohérent que ne le donne à penser son architecture rigoureuse et, par sa dimension à la fois personnelle, politique, sociale, religieuse, il présente au lecteur les multiples facettes d'un art qui ne se réduit ni à un contenu ni à une facture uniques. Quand Verlaine fait paraître le volume, en décembre 1880, chez un éditeur catholique, il s'attache néanmoins à souligner la rupture que ces vers nouveaux viennent ouvrir en son oeuvre - et c'est l'incompréhension qui prévaut parmi les lecteurs : néo-romantique par ses thèmes comme par son lyrisme, cette poésie déroute. Quinze ans plus tard, à la mort de Verlaine, Sagesse sera néanmoins devenu son plus grand recueil.

Sagesse ; Jadis Et Naguere

de Paul Verlaine

Propriedade Descrição
ISBN: 9782253161127
Editor: LE LIVRE DE POCHE
Data de Lançamento: junho de 2006
Idioma: Francês
Dimensões: 112 x 179 x 13 mm
Páginas: 350
Tipo de produto: Livro
Coleção: Classiques De Poche
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Poesia
EAN: 9782253161127

SOBRE O AUTOR

Paul Verlaine

Paul-Marie Verlaine nasce na Lorena a 30 de março de 1844, filho de um militar. Em 1851 a sua família muda-se para Paris, onde Verlaine estudará até obter o bacharelato. No ano de 1862, inscreve-se na Faculdade de Direito, altura em que começa a frequentar os cafés e a beber regularmente. Em 1864 decide abandonar os estudos definitivamente, já depois da publicação do seu primeiro poema (1863), e torna-se funcionário da Câmara Municipal de Paris. O poeta troca correspondência e contacta com vários escritores e artistas da época, como por exemplo Victor Hugo, Charles Cros e Villiers.
Em 1870, casa com Mathilde Mauté de Fleurville, casamento que será perturbado quando, no ano seguinte, Verlaine conhece Rimbaud, com quem mantém estreita amizade com uma dimensão homossexual. Esta relação levará Mathilde a pedir a separação judicial em 1872, ano em que Verlaine embarca com Rimbaud para Londres. Este relacionamento acabará em 1875.
Entre 1875 e 1879 o poeta é alternadamente professor em Inglaterra e França, país para onde regressará definitivamente. Segue-se um período de escrita intensa, atribulado por dificuldades económicas e de saúde, numa sucessão de internamentos em vários hospitais. Morre a 8 de janeiro de 1896 de uma congestão pulmonar.
Fernando Pinto do Amaral, no prefácio a «Poemas Saturnianos e Outros», afirma: «Ao lermos hoje os poemas de Verlaine, resta sobretudo a beleza da sua música soberana e misteriosamente evocadora das vertigens por vezes discretas — mas nem por isso menos cativantes — de um espírito vibrátil e sensível aos mais ínfimos acordes do ser — acordes harmoniosamente dissonantes, como os de qualquer poesia que não hesite em interrogar o doloroso enigma que se abriga nos mil fragmentos do real e lhes dá, a cada um deles, uma alma própria e insubstituível.»

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