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Eupalino ou O Arquitecto

Seguido de A Alma e a Dança e Diálogo da Árvore

de Paul Valéry
Editor: VS. Editor, novembro de 2022 ‧
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«Os diálogos que se seguem, e que nos recordam O Fedro, O Banquete ou O Timeu, são textos de um filósofo sobre arquitectura, dança e poesia, mas não pretendem desenvolver uma estética filosófica, no sentido que a filosofia moderna deu a este termo. […] Valéry não reflecte numa forma arquitectónica específica, num bailado em particular, num poema, mas nos princípios que presidem à criação de qualquer edifício, dança ou poema. […] O diálogo sobre o arquitecto passa-se no reino dos mortos, apresenta o ponto de vista da eternidade à luz do qual se invertem os anseios do filósofo. No diálogo sobre a dança, trata-se, ao invés, de uma perspectiva que se liga com a experiência de estar vivo e ter um corpo. […] Para Eupalino, só na obra de arte se podem juntar e responder mutuamente o corpo e a alma, "esta presença invencivelmente actual e esta ausência criadora que disputam o ser", "este finito e este infinito que nós transportamos". Por sua vez, a bailarina d’A Alma e a Dança mostra "claramente às nossas almas o que os nossos corpos executam de forma obscura" — ensina-nos, diz Fedro, no fim de contas, a conhecermo-nos melhor a nós próprios, cumprindo a mais filosófica das tarefas.»

Eupalino ou O Arquitecto

Seguido de A Alma e a Dança e Diálogo da Árvore

de Paul Valéry

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899105102
Editor: VS. Editor
Data de Lançamento: novembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 211 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 167
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789899105102

SOBRE O AUTOR

Paul Valéry

Paul Valéry (1871-1945) foi um dos mais importantes poetas, ensaístas e críticos franceses do século XX. Herdeiro do Simbolismo, tornou-se amigo íntimo de Stéphane Mallarmé e André Gide. Um desgosto amoroso levou-o a abandonar a poesia, o sentimentalismo e o formalismo literário, dedicando-se então ao estudo da matemática, da filosofia, da linguagem e da música. A sua escrita ensaística é a de um homem cético, mas generoso, atento ao singular, ao fragmentário e ao insignificante, interessado nas descobertas científicas e nos problemas políticos do seu tempo.

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