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Eugénio Onéguin

de Aleksandr Púchkin
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2016 ‧
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«Eugénio Onéguin é uma sátira, nunca violenta ou gratuita, mesclada de tristezas. A ironia (e a auto¬-ironia) da sua linguagem apelam à inteligência e ao espírito crítico do leitor.» Do Preâmbulo

Eugénio Onéguin

de Aleksandr Púchkin

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896416294
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 231 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896416294

Rússia do século XIX

Sofia Micalli

Romance em verso, que representa um pouco da Rússia rural e da Rússia cosmopolita do século XIX. Puchkin, enquanto narrador, conta-nos a história de Eugénio Onéguin com ironia e um sentido crítico apurado. Ainda que esteja em verso e não seja muito habitual esta forma de romance, lê-se fluentemente, sem se perder o mínimo interesse. Eugénio Onéguin é um aristocrata russo, que se considera superior às pessoas que vivem no campo, desprezando-as. Onéguin é vaidoso, egoísta e insensível ao sentir dos outros. A sua moral é tratada de forma subtil, o que nos permite criarmos a nossa própria opinião acerca do protagonista. Para além de Eugénio Onéguin, é necessário destacar a personagem Tatiana, uma jovem inocente que vive no meio rural e que acaba por ir viver para São Petersburgo, integrando-se no meio sofisticado. É curioso acompanhar o desenvolvimento do caracter da jovem Tatiana. Ingénua e sincera e apresentando sempre nobreza de caracter e inteligência. Este romance/poema retrata a vida, com tanto que se pode incluir nela, amor, ódio, aborrecimento, deslumbramento, morte, perda. Eugénio Onéguin deu origem a uma ópera de Tchaikovsky, com áreas belíssimas e um filme de Martha Fiennes com Ralph Fiennes como Eugénio Onéguin.

SOBRE O AUTOR

Aleksandr Púchkin

"Aleksandr Serguéevitch Púchkin nasceu em Moscovo a 26 de maio de 1799 (6 de junho de acordo com o novo calendário), na família do major-guarda na reserva Serguei Púchkin. Púchkin nasceu nobre, oriundo de uma velha linhagem russa. (...) Nobre mas sem título nem fortuna, alheio a alguma nobreza adventícia e oportunista que ele zurze desde muito cedo nos seus epigramas, Púchkin identifica-se e faz identificar a sua obra com a nobreza acima de toda a conjuntura social, política ou outra, com a independência e liberdade adquiridas por mérito ancestral. A obra de Púchkin vai cavar às origens, direta ou indiretamente, e sempre em profundidade, esse sentido estético de nobreza que confere liberdade, numa espécie de 'transfert' poético, em que o sangue é antigo mas vivo, puro mas livre (a liberdade da miscigenação, recorrência da sua ascendência africana). (...) Até aos 12 anos, permaneceu em casa, educado por precetores franceses. Aos nove anos lia Plutarco e Homero, clássicos e filósofos franceses, inclusive Voltaire. (...) Entra para o recém-fundado liceu de Tsárskoe Seló, destinado a preparar os filhos dos nobres para altos funcionários do Estado. (...) Liberto do regime rigoroso do liceu, o poeta compensa os anos de reclusão escandalizando toda a gente com as suas aventuras amorosas e provocando a irritação das autoridades com as suas poesias satíricas e epigramas atrevidos, em que não poupa até o czar Alexandre I. Seria injusto dizer que o jovem poeta apenas se diverte: também escreve, e muito. Além das numerosas poesias, trabalha, de 1817 a 1820, no seu primeiro poema - um conto de fadas em verso - 'Russlan e Liudmila', que irá impressionar os contemporâneos pelas imagens vivas e brilhantes e pela maturidade da linguagem poética. (...) Grave para o poeta (que se mostrou incorrigível perante as autoridades), foi o ser exilado em 1824 para a província de Pskov, aldeia de Mikháilovskoe, sem o direito de abandonar o local. (...) O novo czar, Nicolau I, manda-o logo regressar a Petersburgo e a vida do poeta muda radicalmente. Nicolau recebe Púchkin. (...) O poeta ficou livre, mas não tanto. Podia deslocar-se livremente, mas tinha de informar as autoridades. Continuava vigiado, quer nas suas deslocações, quer na apreciação da lealdade política dos seus escritos. (...) Entretanto, em 1830, casara com a bela Natália Gontcharova. (...) Foi neste transe da sua vida que surgiu um jovem francês ao serviço da Rússia, Georges d'Anthès, que se pôs a cortejar a bela Gontcharova. (...) Púchkin, louco de raiva, desafiou d'Anthès. O duelo não chegou a realizar-se. Seguidamente, uma cilada, com a cumplicidade de uma dama da corte, proporcionou um falso encontro entre Natália e d'Anthès. Natália, escandalizada, abriu-se com o marido. O duelo era inevitável. (...) A 27 de janeiro de 1837, nos arredores de Petersburgo, Púchkin, um ótimo atirador, falhou (propositadamente?) o seu adversário. Foi atingido na barriga e levou dois dias em atroz agonia até morrer. (...) Nos dez últimos anos da sua vida, Púchkin escreve, além de inúmeras poesias, cinco poemas, entre os quais 'Poltava' e 'O Cavaleiro de Bronze', acaba em 1831 o seu romance em verso 'Evguéni Onéguin' (que lhe custou oito anos de trabalho), cinco contos clóricos e populares em verso, publica a tragédia 'Boris Godunov' escrita no exílio de Mikháilovskoe e escreve mais seis obras dramáticas; escreve os contos que deram início ao desenvolvimento dos géneros prosaicos na Rússia; trabalha como crítico literário (...), escreve ensaios sobre temas históricos."
Nina Guerra e Filipe Guerra, na introdução a "O Cavaleiro de Bronze e Outros Poemas"

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