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Estocolmo

de Sérgio Godinho
Editor: Quetzal Editores, fevereiro de 2019 ‧
16,60€
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Quando Vicente responde ao anúncio de um quarto para alugar, descobre que a senhoria é Diana Albuquerque, a célebre pivô do telejornal das oito. A estupefação inicial do estudante - assim que ela lhe abre a porta - rapidamente se transforma numa forte atração mútua. Diana tem o dobro da idade de Vicente, mas é bela, sensual e respira aquela serena autoridade que conquista o espectador mais renitente. Vicente muda-se para casa de Diana, ocupando o quarto no sótão; e Diana ocupa-lhe a cama. Mas não é apenas a mulher complexa e carente que depressa mostra ser; fazendo jus ao nome, Diana é também uma predadora.
E, uma manhã, Vicente acorda para a estranha realidade de estar trancado no seu novo quarto. É vítima de sequestro, mas está apaixonado pela sua sequestradora. Finalmente, a entrada em cena da mãe de Diana - tão bela quanto a filha - vai mudar tudo.
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Ainda há histórias de amor

A literatura é como a televisão ao domingo à tarde: histórias de amor é o que não falta. É natural que o tema seja clichê: sendo a obsessão de todos, não podia ser de outra maneira. Seguem algumas sugestões de personagens apanhadas umas pelas outras. Tudo isto é Sarah Se é para histórias de amor, vamos a França: há lá coisa mais romântica do que a imagem de Paris? Esta é a estreia de Pauline Delabroy-Allard, que nos conta uma história que começa na capital francesa, onde duas mulheres se conhecem: uma é professora e mãe solteira; outra é Sarah. Sarah é violinista e tem todos os elementos para ser a estrela de um romance: um quê de excêntrico, um quê de sedutor. À medida que a professora se apaixona por ela, o leitor apaixona-se também, embora vá sentindo o desconcerto de se ver perante alguém tão imprevisível, ou talvez por isso. A relação desenrola-se e o clichê romântico acompanha a leitura, sempre no epicentro da cultura francesa: as duas metem-se em concertos, no teatro, no cinema, na gastronomia, e a paixão suspende o tempo à volta. A voragem romântica aguenta-se até à última página, com a obsessão a alimentar o texto e a varrer a vida toda. COMPRO NA WOOK! » Mirafiori Este também dá a volta à cabeça. A fórmula é fácil: a história parece banal, e eis o que basta para agarrar o leitor. Após o fim de um grande amor, um homem conta o vazio que o assola. Ao longo de dezenas de páginas, eis o resumo da verdadeira tragédia: a história dava certo e depois deu errado. Através de um narrador que não é santo nenhum, contam-se os momentos de viragem, as canalhices imperdoáveis, os momentos que criaram um sofrimento atroz que perdura. Sendo coetâneo, mostra-se ainda o que acontece a uma história que parece morrer a meio, com perseguições online que alimentam obsessões, perpetuando-as ao invés de as deixar morrer com o tempo e a distância. Estando a história escrita na primeira pessoa, o sofrimento está ali sem pó de arroz, e é difícil – impossível? – para quem lê não ficar atordoado. COMPRO NA WOOK! » Amor Agora, outro estilo: através de banda desenhada, género com cada vez mais adeptos, Filipa Beleza conta-nos e mostra-nos seis histórias de amor. Ali, cabe tudo: o amor romântico, tal como nos exemplos anteriores, mas também o amor dentro da família ou por um animal que um familiar nos deixou, e que é também memória. O amor aparece, assim, como coisa múltipla, de formatos vários, que nos ata uns aos outros – e que, volta e meia, nos desata por dentro, deixando partido o órgão que bombeia o sangue. É que o que aparece como fim de qualquer maleita é também o propulsor dos maiores desgostos que existem. Com desenhos expressivos, Filipa Beleza conta esta história – e fá-lo tão bem através da parte gráfica que nem precisa de texto. COMPRO NA WOOK! » Estocolmo Já se viu que tenho tendência para a tragédia. E aqui temos uma tragédia que vem das mãos de um autor cuja voz costuma amansar-nos os ouvidos. Em Estocolmo, Sérgio Godinho conta uma daquelas histórias que não são fáceis de esquecer. A partir daqui, cuidado com os anúncios de aluguer de quartos. Lá vai Vicente responder a um, e assim conhece Diana Albuquerque, dona da casa, pivô de telejornal. Primeiro, há o pasmo; depois, atração entre ambos. A conversa corre bem e Vicente põe-se a morar no sótão da casa dela, recebendo-a na cama várias vezes, ela que tem vinte anos a mais. Depressa se vê que o clichê ao contrário não deixa de ser clichê, e Diana não só é uma predadora como tem tendência para o crime. Prende o rapaz no quarto, mas nem era preciso: encantado por ela, Vicente não queria ir a lado nenhum. Mesmo enquanto vítima, continua apaixonado, tão certo de como a vê – inteira e bela – que nem pensa que tem síndrome de Estocolmo. Num romance carregado de discurso direto, os leitores não só leem como veem a ação a acontecer, as personagens a mexerem-se uma para a outra, num registo quase cinematográfico. A ação é rápida, os parágrafos são curtos e a prosa cinge-se ao essencial. COMPRO NA WOOK! »

Estocolmo

de Sérgio Godinho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897224393
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: fevereiro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 237 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Língua Comum
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 9789897224393
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Viciante!!

Pedro Quintas

Completamente viciante, devorei num ápice,recomendo e gostei imenso!parabéns

Fantástico

Délio Danin

Muito bem escrito... Prendeu-me no início e não deu descanso até estar totalmente consumido. Mais uma fantástica obra de um grande artista...

Estocolmo

Rui Pinto

Com base no Síndroma de Estocolmo, Sérgio Godinho consegue um romance muito bom. Surpreendeu-me pela positiva,e, conhecendo bem o trabalho do autor na música, particularmente, a prosa que usou. Parabéns. Recomendo.

SOBRE O AUTOR

Sérgio Godinho

Sérgio Godinho nasceu no Porto (1945) e aí viveu até aos vinte anos, altura em que saiu de Portugal. Foi ator de teatro e começou a exercitar a escrita de canções nos finais dos anos 1960. É de 1971 o seu primeiro álbum, Os Sobreviventes, seguido de mais trinta até aos dias de hoje. Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos 50 anos. Estreou-se na ficção com Vidadupla, um conjunto de contos publicado em 2014, a que se seguiu o seu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito e, depois, Estocolmo e, em 2024, Vida e Morte nas Cidades Geminadas. Em 2025 será o autor-tema da Feira do Livro do Porto.

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