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Esaú e Jacob

de Machado de Assis
Editor: Editora Guerra & Paz, fevereiro de 2025 ‧
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Em Esaú e Jacob, Machado de Assis recria, com a sua inconfundível mão satírica, a dualidade da conhecida história bíblica, situando a narrativa num período de profundas transformações no Brasil: a passagem do regime monárquico para o republicano.

Esaú e Jacob são, nestas páginas, Pedro e Paulo, dois gémeos nascidos na alta burguesia cujas semelhanças poderiam terminar aí, não fosse o caso de partilharem a paixão pela mesmíssima Flora Batista.

Pedro é monárquico, reservado e cauteloso; Paulo, republicano, audaz e impetuoso. As aventuras e desventuras dos irmãos, em permanente dissensão, chegam-nos pela crónica do conselheiro Aires, amigo e consultor da família - e alter ego do autor, que regressará em Memorial de Aires.

Oitavo e penúltimo livro de Machado de Assis, Esaú e Jacob foi dado à estampa em 1904, apenas quatro anos antes da morte do autor.

Exímio retrato social de um país em plena erupção política, é uma das mais relevantes obras do espólio machadiano.

Esaú e Jacob

de Machado de Assis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895761593
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 232 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895761593

SOBRE O AUTOR

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. A única vez que deixou a cidade, em 1879, para convalescença de crise de epilepsia, foi para Nova Friburgo. Essa estada ficou literariamente famosa por ter aí começado — ditando-o à mulher, Carolina — Memórias Póstumas de Brás Cubas, livro singularmente extravagante que marca toda a sua obra. Descendente de escravos (o pai, pintor de paredes, era filho de escravos forros; a mãe, uma lavadeira açoriana), pobre, órfão muito cedo, não teve educação formal e foi funcionário público, mas, não obstante ter surgido como o mais excêntrico escritor que o Brasil já conhecera, cedo alcançou enorme reputação literária, fundando e presidindo a Academia Brasileira de Letras. Foi o mais completo homem de letras oitocentista no Brasil, escrevendo em vários géneros, mas destacando-se enquanto romancista, contista e cronista. Os seus romances ainda surpreendem pela atualidade, pelo inesperado do humorismo filosófico e pelo cosmopolitismo. Parece nunca ter sido tão estimado pelos seus pares como foi por eles admirado, o que seria injusto atribuir à excecional configuração do seu génio literário.

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