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En Un Mundo Sonoro / Entrevistas Con Debussy

de Victor Segalen
idioma: espanhol
Editor: EDICIONES LA UÑA ROTA, fevereiro de 2018 ‧
12,23€
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Victor Segalen fue médico, etnólogo, arqueólogo, viajero y, sobre todo, poeta. Basta con leer algunos de sus textos para apreciar una mezcla natural de observación, imaginación y sentido del humor, siempre indiferente a lo uniforme y a los tópicos. No es de extrañar que Debussy -para quien el sonido es más importante que la melodía- se entusiasmara con esta novela corta, "En un mundo sonoro", bella partitura de palabras donde su protagonista queda preso del sonido en una habitación de su casa, transformada en una caja de resonancia. Las «entrevistas» con Debussy, que Segalen fue anotando con esmero tras cada uno de sus encuentros, nos permiten hoy «escuchar» las ideas que ambos creadores intercambiaron sobre música, poesía, ritmo, estética o el mito de Orfeo.

En Un Mundo Sonoro / Entrevistas Con Debussy

de Victor Segalen

Propriedade Descrição
ISBN: 9788495291561
Editor: EDICIONES LA UÑA ROTA
Data de Lançamento: fevereiro de 2018
Idioma: Espanhol
Dimensões: 150 x 230 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Arte > Música
EAN: 9788495291561

SOBRE O AUTOR

Victor Segalen

"Literariamente marginalizado em vida, Victor Segalen tem agora uma boa reputação póstuma com direito ao inquérito que apenas consegue dar realce, numa biografia neutra, à mãe autoritária, à miopia forte e à morte singular. Mal damos por ele nas suas viagens de fim de mundo, vinte e cinco anos depois de nascido em Brest, 1878, quando seis planetas em signos de terra lhe concertam no céu astrológico um 'horror ao mar' que passa a ironia maior na sua carreira da Marinha. E sendo ironia, por certo vai também ser privilégio do médico de bordo todo literato e entregue aos seus livros do Deferente (lembremos aqui 'Os Imemoriais' sobre os Maoris; os poemas chineses de 'Stèles'; os poemas de 'Thibet'; o romance - à falta de melhor palavra 'Equipée'...), ou seja, entregue aos seus livros de homem das lonjuras que vê o mundo e diz sempre por escrito as suas visões assombradas quase sempre por um 'Real-Limite' a todo o passo tocado pela fluidez do Imaginário. Subitamente esvaído, Victor Segalen regressa à Europa: ainda vai ser amigo de Gourmont, Debussy e Huysmans antes de preparar a morte prematura, doente não se sabe nunca de quê. 'Fui cobardemente traído pelo meu corpo!' - queixume numa carta dos últimos dias a Jean Lartigue - 'De há muito este corpo me incomodava mas lá ia obedecendo, razão de eu ter podido arrastá-lo a corrupios vários que não eram, na aparência, feitos para ele (...) Sífilis: zero; tuberculose: zero; anemia: zero; paludismo: zero. (...) Não tenho nenhuma doença conhecida, apanhada, verificável, e assim mesmo tudo é como andar gravemente afetado. Já não me peso; não quero saber de remédios; só vejo, muito simplesmente, a vida afastar-se de mim.' Solitário, em maio de 1919 hospeda-se num albergue da Finisterra, na floresta de Huelgoat que é centro mítico do Ciclo do Rei Artur, e manhã mal nascida sai de aparente passeio para morrer debaixo de uma árvore com o 'Hamlet' aberto numa cena do III Ato".
Aníbal Fernandes, na introdução de "A Cidade Proibida".

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