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Emigrantes

(2ª Edição)

de Ferreira de Castro

editor: Cavalo de Ferro, julho de 2013
Regressa às livrarias uma das obras fundamentais da literatura portuguesa numa nova edição que inclui o texto autobiográfico «Pequena História de Emigrantes».

«Emigrantes é o relato veemente de uma viagem existencial de ida e volta, que desagua no coração das trevas, que um sol negro ilumina, e onde o sonho mirra e a vida seca.»
Eugénio Lisboa

«A sua obra fecha um ciclo que a Peregrinação do Fernão Mendes Pinto abrira. E inicia outro que os nossos filhos verão cumprir-se. Ao otimismo expansivo do Mendes Pinto, os Emigrantes opuseram a reflexão pungente que a abordagem do real hoje suscita. À ascensão, a depressão. Aos damascos opulentos, a lã ancestral dos tosquiadores de Viriato.»
Mário Sacramento

«Criador revolucionário na história das nossas letras trouxe-lhe o pulsar vivo de um povo, trouxe-lhe emigrantes vivos, camponeses vivos, políticos vivos, «tabaréus» vivos, lágrimas vivas, gargalhadas vivas, e até, pela primeira vez, operários vivos de uma classe viva.
José Carlos Vasconcelos

«(...) [Emigrantes] Um dos romances fundamentais de Ferreira de Castro e dos primeiros anos do século XX na literatura portuguesa. Pela sua actualidade, pela sua reflexão sobre o drama da emigração, deve ser lido hoje, resgatando assim um escritor de linguagem riquíssima, adjectivante, rigorosa e de consideração crítica pela geografia humana, que tem sido injustamente esquecido.» Raquel Ribeiro, Público, ípsilon 24-08-13

«Em todas as aldeias próximas, em todas as freguesias das redondezas, havia o mesmo anseio de emigrar, de ir em busca de riqueza a continentes longínquos. Era um sonho denso, uma ambição profunda que cavava nas almas, desde a infância à velhice. O oiro do Brasil fazia parte da tradição e tinha o prestígio duma lenda entre os espíritos rudes e simples. Viam-no reflorir nas igrejas, nos palacetes, nas escolas, nas pontes e nas estradas novas que os homens enriquecidos na outra margem do Atlântico mandavam executar.»

«(...) Todas as gerações nasciam já com aquela aspiração, que se fazia incómoda quando não se realizava. Acocorava-se no canto da alma, como um talismã, usável em momentos de desafio à sorte, ou como um bordão, para os instantes de soluções desesperadas.»

Emigrantes

(2ª Edição)

de Ferreira de Castro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896231712
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: julho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 226 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896231712
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Na busca de melhor vida

Dinis Evangelista

Li pela primeira vez há cerca de 2 anos. Neste momento estou a ler novamente em 2 Clubes de Leitura, com uma particularidade, porque em contraposição com outras leituras, relacionadas com emigrantes que criaram grandes fortunas no tráfico de escravos, o que não foi o caso. Este Emigrante, Manuel da Bouça, para além de não conseguir fortuna, acabou por perder o pouco que tinha, que penhorou para pagar a viagem de ida. Em forma de síntese, quem melhorou a vida foi o proprietário da agência, que foi expandindo o seu negócio, abrindo nova agência. Na expansão da sua actividade de angariação não é alheia a mentira, com vista a encaminhar emigração para destinos menos adequados, menos próprio, sem causar problemas éticos.

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O grande romance da emigração portuguesa

Vítor B.

Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos. A sua experiência de vida apaga muita da ingenuidade inicial, mas a ambição cega resiste a tudo. É um brilhante retrato humano e social de Portugal e do Brasil do início do século XX, com vívidas cenas da Revolução Paulista de 1924, também chamada a revolução esquecida. Romance de uma beleza límpida e transparente.

Ferreira de Castro

José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, a 24 de maio de 1898. Oriundo de uma família de camponeses pobres, fica órfão de pai aos oito anos e emigra, em 1911, com doze anos e a instrução primária, para o Brasil. Por algumas semanas trabalha em Belém do Pará, mas não tarda a ser expedido para o interior da selva amazónica. Permanece ali quase quatro anos, tempo em que escreve contos e crónicas que envia para jornais do Brasil e de Portugal. Com 14 anos redige Criminoso por Ambição, o seu primeiro romance que, mais tarde, aquando do seu regresso a Belém do Pará, em 1916, publica em fascículos e vende de porta em porta. Lança-se igualmente no jornalismo, colaborando assiduamente em jornais e revistas do Brasil.
Já senhor de grande fama no jornalismo brasileiro, decide, após o intenso contacto com os seus compatriotas lhe ter feito renascer as saudades da pátria, regressar a Portugal em 1919 com apenas quatrocentos escudos no bolso. O êxito obtido no Pará é, contudo, totalmente ignorado em Portugal. Vive períodos de absoluta miséria e passa dias inteiros sem comer quando reinicia a sua dupla faina de repórter e escritor. Em 1934, decidirá abandonar o jornalismo, devido à censura prévia nos tempos difíceis da ditadura. Mais tarde afirmaria que «(...) a censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar quanto vale ser um homem livre, um povo livre!» (in Mensagem, 1946)
Publica, em 1928, o romance «Emigrantes» e «A Selva» em 1930, acompanhados de estrondoso êxito nacional. Sobre estes livros, o crítico literário Álvaro Salema, em artigo publicado no jornal O Comércio do Porto, de 12 de maio de 1953, afirma: «A publicação de "Emigrantes", em 1928, fixou uma data na história literária portuguesa, que é também um ponto de partida decisivo. (...) Ferreira de Castro desvendou com "Emigrantes" e logo a seguir com "A Selva" um novo roteiro para a criação literária no romance, na novela e no conto (...)».
Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: «Eternidade» (1933), «Terra Fria» (1934), «A Tempestade» (1940), «A Lã e a Neve» (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro - onde a literatura portuguesa pouca expressão tinha. As suas obras estão editadas com sucesso em mais de dez línguas (em França é traduzido por Blaise Cendars) e, com a 10.ª edição de «A Selva», atinge a fasquia de meio milhão de exemplares vendidos em todo o mundo com um só livro.
Durante este mesmo período, Jaime Brasil publica o opúsculo Os Novos Escritores e o Movimento Chamado «Neo-Realismo», reivindicando para Ferreira de Castro a condição de iniciador — e não apenas precursor — do realismo social na literatura.
A fama e o reconhecimento do autor não mais cessarão de crescer. Em 1949, a sua editora, a Guimarães, inicia a publicação das Obras Completas do autor, ilustradas por nomes como os de Júlio Pomar, Keil do Amaral, Sarah Affonso, Artur Bual, João Abel Manta, entre outros.
Nos anos cinquenta publica, entre outros, os romances «A Curva da Estrada» (1950), «A Missão» (1954) e «O Instinto Supremo» (1968).
Ferreira de Castro foi, por diversas vezes, proposto para o Prémio Nobel e, por outras, recusou sê-lo, em detrimento de outros escritores portugueses.
Ferreira de Castro morre no Porto a 29 de junho de 1974. Apenas um ano antes a UNESCO anunciava que «A Selva» estava entre os dez romances mais lidos em todo o mundo.
Consagrado como uma das maiores figuras da literatura portuguesa, sobre ele escreveu Óscar Lopes: «foi o primeiro grande romancista português deste século que se determinou por problemas objetivos e não apenas por impulsos íntimos».

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