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Em Busca do Tempo Perdido - Volume VI

A fugitiva

de Marcel Proust
Editor: Publicações Europa-América, julho de 2005 ‧
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A menina Albertine foi se embora! Como o sofrimento vai mais longe em psicologia que a psicologia! Há um instante, ao analisar me, julgara que esta separação, sem nos tornarmos a ver, era o que eu desejava, e, comparando a mediocridade dos prazeres que Albertine me dava com a riqueza dos desejos que ela me impedia de realizar (e aos quais a certeza da sua presença em minha casa, a pressão da minha atmosfera moral, permitira ocupar o primeiro plano na minha alma, mas que à primeira notícia de que Albertine partira já não podiam entrar em concorrência com ela, pois imediatamente se haviam desvanecido), eu achara me subtil, concluíra que não a queria ver mais, que já não a amava.

Mas estas palavras: «A menina Albertine foi se embora» acabavam de produzir no meu coração um sofrimento tal que eu sentia que não poderia resistir lhe por muito tempo…

Em Busca do Tempo Perdido - Volume VI

A fugitiva

de Marcel Proust

Propriedade Descrição
ISBN: 5601072510845
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 222 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 217
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5601072510845

A grande obra prima do inicio do sec XX

AF

Quem não o leu, ou não o conseguiu acabar, faz troça da extensão, das frases compridas, ou do número de duquesas; são aqueles que nunca têm paciência para o facto de os elefantes serem tão grandes

SOBRE O AUTOR

Marcel Proust

Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871 em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.
Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou les Plaisirs et les jours uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas le Banquet e la Revue Blanche. A revista le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.
A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. É através da reflexão que desenvolve a obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu. Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.
Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.

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