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Ecrits Autobiographiques Suivi De L'Invention D'Une Singularite (Postface)

de Friedrich Nietzsche
idioma: francês
Editor: MANUCIUS, abril de 2011 ‧
13,99€
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Dès l'âge de 12 ans (en 1856) et jusqu'à la fin des ses études, Nietzsche s'est attaché à l'exercice autobiographique avec lequel il devait renouer, de façon ultime, en écrivant Ecce Homo (1888). S'il serait hasardeux de chercher dans ces textes de jeunesse la formation des concepts nietzschéens, il n'en demeure pas moins qu'apparaissent, au fil des descriptions et des narrations, les éléments déterminants de ce qu'on se résoudra à appeler « l'invention d'une singularité ». Sans doute, celle-ci n'apparaît pas déjà comme une « vocation philosophique », mais elle en dessine les prémisses qui sont tout autant la genèse d'une sensibilité que celle d'un rapport au temps et, plus explicitement, au temps fini de la vie, à la mortalité. Mais surtout cette singularité s'invente dans un rapport aux livres, à la lecture et à la répétition de l'écriture à commencer par l'écriture de soi, véritable anamnèse. Dans le présent volume, on propose donc d'abord une traduction des plus significatifs de ces textes autobiographiques. Ensuite une longue postface intitulée L'invention d'une singularité qui pourrait se résumer dans une méditation de l'adage pindarique que Nietzsche avait choisi de faire sien : « Deviens celui que tu es ! »

Ecrits Autobiographiques Suivi De L'Invention D'Une Singularite (Postface)

de Friedrich Nietzsche

Propriedade Descrição
ISBN: 9782845781184
Editor: MANUCIUS
Data de Lançamento: abril de 2011
Idioma: Francês
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Berthe Bernage
Classificação Temática: Livros em Francês > Ciências Soc. e Humanas > Filosofia
Livros em Francês > Ciências Soc. e Humanas > Outros
EAN: 9782845781184

SOBRE O AUTOR

Friedrich Nietzsche

Um dos filósofos emblemáticos dos finais século XIX, nasceu em 1844, em Röcken, e morreu em 1900, atacado pela demência, em Weimar. As suas reflexões caracterizam-se por uma violenta crítica aos valores da cultura ocidental.

Com efeito, para Nietzsche, a decadência do Ocidente começou quando o discurso filosófico, depois de Sócrates, veio afastar a síntese que se realizara na tragédia grega, substituindo a harmonia apolíneo/dionisíaco (representando a ambivalência da essência humana, dividida entre a desmesura passional e a medida racional) por um discurso das aparências, enganador e ilusório, que transforma a realidade autêntica em metáforas ocas. Esse processo de desvitalização encontrará o apogeu com a afirmação da moral judaico-cristã, «moral de escravos», reflexo de uma maquinação hipócrita de indivíduos débeis, ignóbeis e vis numa tentativa de enfraquecer e dominar pela astúcia os valorosos.
A crítica nietzschiana acaba mesmo por abranger os fundamentos da razão, considerando que o erro e o devaneio estão na base dos processos cognitivos e que a fé na ciência, como qualquer fé em verdades absolutas, não passa de uma quimera.
Não se limitando, porém, à denúncia de um estado de espírito dominado pela submissão a valores ancestrais, impotentes para criar algo de novo e propagando a obediência e a servidão como princípios supremos, ao proclamar a «morte de Deus» e a abolição de qualquer tutela, Nietzsche passa ao anúncio de uma nova era centrada na exaltação da vontade de poder, apanágio do homem verdadeiramente livre, o super-homem, que não conhece outros ditames além dos que ele próprio fixa. No entanto, o super-homem não é unicamente dominado pelo egoísmo, cabendo-lhe dirigir a «massa», anónima e ignorante, para um estádio superior em que os valores vitais, a alegria e a espontaneidade permitam a reafirmação do instinto criador da humanidade.

Pensador paradoxal, associa ao super-homem a consciência do eterno retorno, procurando, talvez, exprimir o aspeto cíclico dos movimentos históricos ou a impossibilidade de, alguma vez, ser atingido um grau supremo de perfeição no devir do Homem.
Expressando-se de forma aforística e mantendo todas as suas afirmações no limiar da inteligibilidade imediata, Nietzsche foi um filósofo ímpar, tão inovador como polémico: ao exaltar, em detrimento da razão, a faculdade da vontade como núcleo da essência humana e verdadeiro motor do devir e colocando-se numa posição de profundo ceticismo face aos fundamentos da ética e da moral, abalou profundamente os pilares do racionalismo, sendo por isso considerado como um dos «filósofos da suspeita» (ao lado de Marx e Freud), na esteira da «crise da razão» que marcou profundamente a filosofia no século XX. Entre as suas obras são de destacar:
A Origem da Tragédia (1872), Humano, Demasiado Humano (1878), Aurora (1881), A Gaia Ciência (1882), Assim Falou Zaratustra (1883-85), Para além do Bem e do Mal (1886), A Vontade de Poder (1886, editado em 1906), A Genealogia da Moral (1887), Ecce Homo (1888), O Anticristo (1888).

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