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Ecocardiodrama

de Alberto Pereira
Editor: Edições Humus, setembro de 2022 ‧
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Não sei se foi em Bach
ou nos olhos da minha mãe
que vi Deus nevar a primeira vez.

Menção Honrosa no Prémio Literário Natália Correia 2021

Ecocardiodrama

de Alberto Pereira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897557965
Editor: Edições Humus
Data de Lançamento: setembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 114 x 160 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: 12catorze
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789897557965

Drama com Eco

Gonçalo Oliveira

São os dramas da ou de uma ou várias vidas, que regressam como eco das nossas próprias vidas. São os ecos das nossas revoltas, que não temos coragem de as apresentar como prementes e todos nós no fim da página dos nossos dias assinamos Alberto Pereira. É a revolta do Amor e... do desAmor! "Foi aqui que Deus/cometeu o crime"! E "O homem,/débil animal deslumbrado no ciclone." continua a deixar que o(s) crime(s) continue na caixa dos processos arquivados. Que valor tenho eu para apreciar Ecocardiodrama? Nenhum! Resta-me apenas agradecer a este imenso e intenso Poeta, disponibilizar as suas palavras para deleite do nosso olhar.

INQUIETAÇÃO E FASCÍNIO

Jo M.

Ecocardiodrama é um livro extraordinário. ´´és a biografia onde a lâmina limpa os pés.´´ ´´Mostramos ao mundo as granadas como um recital de Mahler.´´ ´´A morte, Adasmator no cume.´´ Metáforas que colocam o leitor entre a inquietação e o fascínio. Um poeta de grande qualidade. Recomendo.

METÁFORA QUE DILATA A CLARIVIDÊNCIA

M FERNANDO

´´Ecocardiodrama´´ é um livro onde não queremos fugir ao escuro. Alberto Pereira tem a capacidade de nos colocar em transe com metáforas inquietantes que acendem a clarividência. Mais uma obra magnífica deste que é na minha opinião um dos grandes poetas contemporâneos.

A inspiração nunca chega antes do esforço

Paulo Fonseca

Enorme e reveladora capacidade de acrescentar ao mundo a metáfora da vida... e também da morte (pois ela faz parte da vida). Muito obrigado por mais esta obra. Parabéns!

´´Um dos mais brilhantes poetas da poesia portuguesa actual.´´

Paulo Alves

Assim inicia o Poeta e Ensaísta Salgado Maranhão o seu prefácio ao Ecocardiodrama. Que melhor reconhecimento do que aquele feito pelos seus pares? No entanto também nós, leitores, sabemos que estamos a ler palavras dispostas de forma sublime e arrebatadora. Alberto Pereira tem esta característica de nos fazer ler uma e outra vez os seus poemas. Parece quase uma dança de sedução entre o texto e o leitor. Por vezes arrasador, por vezes desconcertante. Sempre surpreendente mesmo quando já estamos à espera de Alberto Pereira.

A INFINITA SUBTILEZA

Henrique Boulhosa

A ´´Ecocardiodrama´´ é um livro de qualidade inquestionável. Alberto Pereira leva-nos por infinitas subtilezas até percebermos que tudo oscila entre o cume e o subterrâneo. Uma obra magistral.

ECOCARDIODRAMA: como soletrar o coração, à margem de um arquipélago de sombras?

Ricardo Soeiro

Como compor a sinfonia dos corpos durante a “abrupta partitura de falésias” (p. 19)? Como desenhar a ternura quando a derrocada, obstinada, corteja a solidão? Na senda de obras como Viagem à Demência dos Pássaros (2017) e Neve Interior (2021), Alberto Pereira oferece-nos mais uma obra ímpar, irónico caleidoscópio onde se cruzam atrozes aporias com ternas epifanias, catálogo de inquietudes onde comparecem eleitos companheiros de assombração (Steiner, Cioran, Gonçalo M. Tavares). Para Alberto Pereira, a escrita é simultaneamente berço e abismo, lugar luminoso onde nada se decide e tudo se abre à questionação. Pereira sabe, como Adam Zagajewski, que “O poema cresce na contradição/mas não consegue recobri-la.” Pode um poema ser exílio e canto? Lúdico e enigmático, cerzindo ávidos versos de uma rara beleza, o poeta replica: “O poema é um abismo que arriscou ser harpa” (p. 32). Ricardo Gil Soeiro

´´O poema é um abismo que arriscou ser harpa.´´

Cristiana Oliveira

Além da genialidade do título, o infinito da metáfora albertiana. Parabéns, Alberto!

SOBRE O AUTOR

Alberto Pereira

Alberto Pereira, escritor português. Nasceu em Lisboa. Licenciado em Enfermagem. Pós-graduado na área Forense. Diplomado em Hipnose Clínica.
Membro do PEN Clube Português.
Publicou os livros: O áspero hálito do amanhã (2008); Amanhecem nas rugas precipícios (2011); Poemas com Alzheimer (2013); O Deus que matava poemas (2015); Biografia das primeiras coisas (2016); Viagem à demência dos pássaros (2017); Bairro de Lata (2017); Como num naufrágio interior morremos (2019) e Neve interior (2021).
Participou em coletâneas de contos e poesia. Alguns dos seus poemas foram traduzidos para espanhol, francês e inglês. Foi distinguido com vários prémios dos quais se destacam: 1º Prémio no Concurso Literário Conto por Conto (2011); 1º Prémio no Concurso de Poesia Agostinho Gomes (2013); 1º Prémio no Concurso Literário Manuel António Pina – Museu Nacional da Imprensa (2013) e Menção Honrosa (2014, 2015, 2017, 2018, 2020); Menção Honrosa no Prémio Internacional de Poesia Glória de Sant'Anna (2018 e 2020), respetivamente com os livros, Viagem à demência dos pássaros e Como num naufrágio interior morremos; Menção Honrosa no Prémio Internacional de Poesia Natália Correia (2021) com o livro Ecocardiodrama |Inédito|. Finalista do 21º Concurso de Contos Paulo Leminski – Paraná, Brasil (2010) e do Prémio Internacional de Poesia António Salvado (2021) com a obra Mulheres legendadas de Alzheimer |Inédito|.

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