E os Nossos Rostos, Meu Amor, Fugazes como Fotografias

de John Berger
Editor: Quasi Edições, abril de 2008 ‧
15,90€
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"Os que nos lêem e ouvem as nossas histórias vêem tudo através de uma lupa. A sua lente é o segredo de toda e qualquer narrativa, um segredo sempre renovado em cada história que nasce, um território entre o temporal e o intemporal. […] nas nossas breves vidas, ajudámos a que a lente se fosse mantendo sempre limpa."
Este livro de meditação, que é também um livro provocador cujo encanto chega a ser quase insuportável, mostra-nos um dos grandes escritores do nosso tempo em plena liberdade de expressão e escrevendo de forma directa enquanto recupera os temas subjacentes a toda a sua obra, desde Modos de Ver até à trilogia Into Their Labours.
Numa extraordinária demonstração do seu talento como romancista, poeta, crítico de arte e historiador social, John Berger revela as ligações entre o amor e a ausência, a forma como a poesia dá à linguagem a confiança da oração, e as tensões entre o movimento na direcção do futuro, que é próprio da sexualidade, e o forte impulso na direcção do passado, que é próprio do tempo. Berger recria as forças misteriosas no interior de uma pintura de Rembrandt, transcreve a experiência sensorial da visão de lilases ao crepúsculo e explora o significado do conceito de lar para o homem primitivo e para os milhares de deslocados em tantas cidades da actualidade.
Uma obra de inclassificável inovação e de consumada beleza, E Os Nossos Rostos, Meu Amor, Fugazes como Fotografias, lembra-nos Nabokov e Auden, Brecht e Lawrence, na fusão sem concessões com que une o político e o pessoal.

E os Nossos Rostos, Meu Amor, Fugazes como Fotografias

de John Berger

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895523122
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 144 x 210 x 18 mm
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789895523122

SOBRE O AUTOR

John Berger

John Berger (1926-2017), crítico de arte, pintor e escritor inglês, ícone da contracultura e um dos pensadores mais influentes dos nossos dias, avançou contra a corrente num tempo de especialistas e especializações. Em quadros, ensaios, poemas, ficções, argumentos para cinema ou programas de televisão, foi plural também nas suas inspirações, tomando interesse nas franjas da sociedade (os presos, os camponeses, os migrantes) como exemplos de resistência em face da ignomínia de governos e mercados. Foi para escapar a essa infâmia, aliás, que Berger se exilou durante mais de 50 anos na França rural. Ganhou o Prémio Booker em 1972 com o seu romance experimental feminista G., e o seu ensaio mais famoso, Modos de Ver, escrito nesse ano após o êxito retumbante da série homónima da BBC, é uma referência na crítica de arte ainda hoje estudada por académicos e redescoberta pelo público. Com um olhar curioso sobre o mundo, com os pés assentes na terra e as mãos a revolvê-la, soube como poucos expor, ao longo da obra e da vida, as suas convicções políticas, contradições e metamorfoses.

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