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Dom Quixote de La Mancha

de Miguel de Cervantes
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, outubro de 2017 ‧
14,90€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
A imortal história do Cavaleiro da Triste Figura, que acompanhado pelo seu fiel escudeiro, Sancho Pança, avança por montes e vales, lutando contra moinhos de vento e cavaleiros imaginários em nome da justiça. Retrato do anti-herói, Dom Quixote, o fidalgo enlouquecido, representa a capacidade de transformação do homem em busca dos seus ideais.
Este grande livro é muito mais do que um romance de cavalaria. Pelo contrário, ao satirizar os romances de cavalaria em voga ao longo dos séculos XVI e XVII, o Dom Quixote afirma-se como o clássico fundador do romance moderno. O humor, as digressões e reflexões, a oralidade nas falas e a metalinguagem marcaram o fim da Idade Média na literatura.
Repleto de aventuras e situações fantásticas, este tem sido considerado um livro inesquecível para sucessivas gerações de leitores.
Este livro reúne os dois volumes que constituem o Dom Quixote de la Mancha, publicados em 1605 e 1615. Conta ainda com uma introdução da professora Maria Fernanda de Abreu.
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A arte de não pertencer

Embora alguns livros se enquadrem numa categoria específica, há outros que resistem a rótulos, provocando verdadeiras dores de cabeça a leitores que gostam de ver as suas estantes bem arrumadas. São obras que, por várias razões, fogem ao convencional e misturam estilos, flutuam entre géneros ou, em casos extremos, desafiam a própria ideia de “livro”. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Cervantes viveu na época dourada dos romances de cavalaria. Estas histórias não eram muito diferentes entre si, sempre protagonizadas por cavaleiros heroicos que atravessavam o mundo em defesa da honra, da justiça e, claro, de uma donzela em apuros. À primeira vista, Dom Quixote parece apenas mais um exemplar dessa tradição: Quixote é um cavaleiro que percorre a Espanha montado no seu cavalo, Rocinante, acompanhado pelo fiel escudeiro Sancho Pança, em nome da sua amada Dulcineia. Mas Miguel de Cervantes apresenta-nos algo completamente diferente. Na verdade, Quixote é um velho fidalgo que, depois de ler muitos romances de cavalaria, perde a noção da realidade e passa a acreditar que o mundo funciona segundo os valores e os códigos dessas histórias. A sua “loucura” nasce da leitura apaixonada e obsessiva, que transforma estalagens em castelos, moinhos em gigantes e criadas em princesas. Ele não é um cavaleiro típico, é um leitor que tenta viver dentro dos livros que gosta, num mundo que não existe. É nesta distância entre a fantasia literária e a dureza do real que Cervantes constrói uma obra que não repete o género, desmonta-o com humor, melancolia, metalinguagem e crítica social. Dom Quixote é uma comédia, é uma tragédia, é sátira, homenagem, narrativa de aventuras e ensaio filosófico. É um livro inclassificável que, ao combinar géneros, inaugura a modernidade literária ao recusar um rótulo. QUERO LER! » Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy, é outra obra difícil de classificar. Parece um western, mas subverte o género e vai muito além de uma simples história de cowboys. A narrativa acompanha um jovem, conhecido apenas como "o rapaz", que se junta a um grupo de caçadores de índios liderado pelo enigmático juiz Holden. Ao longo da narrativa, McCarthy combina a brutalidade de uma história de aventura com reflexões sobre violência, moralidade e natureza humana. Além disso, a figura do juiz Holden introduz no romance elementos de fantasia, dada a natureza quase sobrenatural da personagem, que parece encarnar as forças do caos e da destruição. A escrita poética e imersiva dá ao livro uma dimensão épica, ao mesmo tempo que explora temas como o poder, a guerra e a História. QUERO LER! » Matadouro Cinco, de Kurt Vonnegut Kurt Vonnegut combateu na Segunda Guerra Mundial e estava em Dresden quando, em 1945, a cidade alemã foi bombardeada pelos Aliados. Sobreviveu por acaso, escondido num matadouro subterrâneo chamado Schlachthof-fünf (Matadouro Cinco). Anos mais tarde, decidiu escrever sobre essa experiência traumática, recorrendo a factos verídicos, mas também à imaginação e ao humor negro. O resultado é uma obra desconcertante, que mistura géneros improváveis, como a ficção científica, o drama de guerra e a autobiografia. Matadouro Cinco é sobre Billy Pilgrim, um prisioneiro de guerra que viaja no tempo e no espaço, testemunha várias guerras e, entre episódios, é raptado por extraterrestres que o levam para um planeta distante, onde passa a viver numa espécie de jardim zoológico humano. A narrativa oscila entre o absurdo e a melancolia, o cómico e o trágico, construindo um romance difícil de classificar sobre o horror e a estupidez da guerra. QUERO LER! » A Possibilidade de uma Ilha, de Michel Houellebecq Michel Houellebecq é um autor polémico, conhecido tanto pelo estilo provocador como pela escrita crua e desencantada. Em A Possibilidade de uma Ilha, conhecemos Daniel, um humorista cínico que vive num futuro onde a clonagem é usada como resposta à morte e ao sofrimento. A narrativa alterna entre o presente e um tempo distante, em que os seus sucessivos clones vivem isolados e refletem sobre o amor, a solidão e o fim da Humanidade tal como a conhecemos. Houellebecq transforma a ficção científica numa meditação existencial, questionando a obsessão contemporânea com a juventude, o prazer e a imortalidade. Em vez de procurar respostas, o romance expõe feridas: o tédio moderno, a desumanização tecnológica e a procura de sentido. Com muita ironia e melancolia, A Possibilidade de uma Ilha, confronta-nos com uma imagem desconfortável, mas familiar, daquilo em que nos estamos a tornar. QUERO LER! » O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar Há escritores que não se contentam apenas em combinar géneros e decidem subverter a estrutura do romance. O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar, é um exemplo paradigmático de romance experimental, ao conceder ao leitor um papel ativo na construção da narrativa. Longe de ser um recetor passivo, o leitor torna-se coautor da experiência literária. O livro pode ser lido de duas formas: seguindo a sequência tradicional, capítulo a capítulo, da primeira à última página; ou segundo a ordem proposta pelo autor, que resulta numa história não linear e mais fragmentada. A ideia que temos do enredo e das personagens muda consoante o caminho escolhido. Cortázar funde elementos surrealistas e existencialistas ao explorar temas como o amor, a solidão e a loucura. Com uma linguagem inovadora e uma estrutura desconstruída, esta obra transcende os limites dos géneros literários, e proporciona uma experiência interativa e única, que desafia o leitor a questionar a realidade.
QUERO LER! » Todos estes livros oferecem mais do que histórias. Desafiam os limites impostos por géneros e pela estrutura tradicional do romance, e abrem caminho a novas formas de ler e de escrever. Afinal de contas, é bom existirem livros que nos obrigam a reorganizar prateleiras.

Dom Quixote de La Mancha

de Miguel de Cervantes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722057011
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: outubro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 162 x 245 x 64 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 936
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722057011

Imprescindível!

Daniela

Tive a versão infantil quando criança, não podia deixar de adquirir esta...

O Dom Quixote De La Mancha

Diogo de Valça Assina

O O Dom Quixote De La Mancha é um Livro bem grande. O Dom Quixote De La Mancha ao contrário do que pensa é facil de ler. O Dom Quixote De La Mancha é um livro que nos marca. O Dom Quixote De La Mancha agrada a diversas faixas etárias. O Dom Quixote De La Mancha nesta edição está bem traduzido. O Dom Quixote De La Mancha da Relógio d' Água é um melgor edição que esta. O Dom Quixote De La Mancha nesta editora é mais barato. O Dom Quixote De La Mancha em formato e-book é uma boa ideia. Dom Quixote De La Mancha... leia-o e viva-o pois ele o marcará como seu leitor. Eu comprei a versão e-book de O Dom Quixote De La Mancha.

excelente clássico

Joana

Excelente clássico. Essencial a qualquer leitor!

Um clássico imperdível

deliciasalareira.blogspot.pt

Uma leitura muito recomendada, não só por se tratar de um clássico mas também pela edição comemorativa que embeleza ainda mais o livro. Além disso, a relação qualidade/preço desta edição está excelente. Temos um livro de capa dura, uma óptima introdução e enquadramento à história e à época, a preço muito simpático

Imperdível

Carlos

Ouvimos falar sobre ele e é uma pena demorarmos tanto tempo a lê-lo, é tudo aquilo que imaginamos nas nossas melhores expectativas e talvez ainda mais...

Excelente!

Isabel Brites

Recomendo vivamente! Para além de ser um clássico da literatura, a história é intemporal. Excelente edição a um preço fantástico. Superou as minhas espetativas.

Indispensável

Diogo Oliveira

Um clássico da literatura mundial indispensável em qualquer biblioteca pessoal. A edição está fantástica, com um acabamento de topo, tudo a um preço extremamente acessível.

Excelente Edição!

Carina Freitas

Uma história magnífica, numa edição excelente a um preço espectacular. Foi-me recomendado por um amigo e estou muito contente com esta aquisição. É recomendado pelo Plano Nacional de Leitura e, certamente, por mim.

Simplesmente Excelente

João das Neves

É uma coleção excelente. Muito bem conseguida. A Editora está de parabéns. Um grande tributo a Miguel de Cervantes.

Muito Bom!

Carla Pires

É um livro muito bom. Esta edição é maravilhosa e não consigo parar de ler. Recomendo!

Excelente livro

Solange Nunes | 06-12-2015

É um excelente livro, tem uma história bastante cativante e não conseguimos parar de ler. Recomendo a todos

um grande livro

André Costa

Um livro excelente, já o li várias vezes e em todas fico viciado na história, personagens, tudo o que existe nesta história. E esta edição da D. Quixote é simplesmente linda, perfeita, melhor que já vi, e a um excelente preço. Recomendo a todos.

SOBRE O AUTOR

Miguel de Cervantes

Romancista, dramaturgo e poeta espanhol. Foi o criador de "D. Quixote" (1605) e é considerado uma das figuras mais importantes da literatura espanhola. Nasceu em 1547, em Alcalá de Henares, Espanha, e morreu em 1616, em Madrid. Depois de ter estudado em Madrid, Cervantes partiu para a Itália e tornou-se soldado. Participou na batalha marítima de Lepanto, em 1571, na qual perdeu o uso da mão direita. Passadas muitas aventuras, incluindo cinco anos de captura nas mãos dos turcos, regressou a Espanha, em 1580.
Em 1585 escreveu "La Galatea", o seu primeiro livro de ficção, no novo estilo elegante da novela pastoral. Com a ajuda de um pequeno círculo de amigos, que incluía Luis Gálvez de Montalvo, o livro deu a conhecer Cervantes a um público sofisticado. As últimas edições em espanhol surgiram em Lisboa, em 1590, e em Paris, em 1611. Na mesma altura, durante a "idade de ouro" do teatro espanhol, também se dedicou ao drama. Em 1585 foi contratado para escrever peças para Gaspar de Porras. A que mais se destacou foi "La Confusa", considerada por Cervantes a melhor que alguma vez criou. Escreveu cerca de vinte ou trinta peças teatrais, mas apenas duas sobreviveram: "El Trato de Argel" e "La Numancia". Seguiu-se uma pausa na sua carreira literária. Depois de falhar como dramaturgo e de verificar que não conseguiria viver apenas da literatura, tornou-se comissário de aprovisionamento da Armada Invencível, em 1587.
Em 1604 Cervantes vendeu os direitos da primeira parte da novela "El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha". Em Janeiro do ano seguinte, a obra foi publicada e tornou-se um sucesso imediato. Em Agosto do mesmo ano, foram realizadas várias edições: duas em Madrid, duas em Lisboa e uma em Valência. Num curto espaço de tempo, o nome de Miguel de Cervantes passou a ser tão conhecido em Inglaterra, em França e em Itália, como em Espanha.
Em 1613 foram publicadas doze pequenas histórias, à maneira italiana, as "Novelas Ejemplares", cujo prólogo continha a única imagem autêntica do autor. No mesmo prólogo, Cervantes reivindica-se como o primeiro a escrever novelas originais em castelhano. Em 1614 foi publicado a "Viage del Parnaso", com o objetivo de glorificar um grande número de poetas contemporâneos e satirizar outros. É um longo poema alegórico, de escárnio mitológico e escrito em forma satírica, com um pós-escrito em prosa. Em 1615, depois de perder todas as esperanças de ver as suas peças em palco, oito delas foram publicadas em conjunto com oito interlúdios cómicos, com o título de "Ocho Comedias y Ocho Entremeses Nuevos". Posteriormente, esta obra foi reconhecida como uma das melhores do género. Em 1615 Alonso Fernández de Avellaneda, admirador de Lope de Vega, publicou, em Tarragona, a "Segunda parte del ingenioso Cavallero Don Quixote de la Mancha". No prólogo, Avellaneda insultou Cervantes que, como era esperado, lhe respondeu de uma forma mais comedida. Em 1616 a obra foi publicada em Bruxelas e em Veneza e, um ano depois, em Lisboa. A grande maioria das pessoas consideram esta segunda parte mais rica e mais profunda do que a primeira.
Nos últimos anos de vida, Cervantes trabalhou em várias obras, tais como "Bernardo", o nome lendário de um herói épico espanhol; "Semanas del Jardín", uma coleção de fábulas; e a continuação de "La Galatea". A única publicada postumamente foi "Los Trabajos de Pérsiles y Segismunda, história setentrional", em 1617. Nessa obra, Cervantes procurou renovar os romances heróicos de aventura e de amor, à maneira de "Aethiopica" de Heliodorus. Explorou, assim, o potencial mítico e simbólico do romance. Na dedicatória, escrita três dias antes de morrer, Cervantes despediu-se comovidamente, dizendo-se "com um pé já no estribo". Miguel de Cervantes morreu em 1616, possivelmente vítima de hidropisia, de arteriosclerose ou de diabetes, parecendo ter alcançado uma serenidade final de espírito.
© 2003 Porto Editora, Lda.

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