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Discurso sobre a Servidão Voluntária

(4ª Edição)

de La Boétie
Editor: Antígona, Janeiro de 1986 ‧
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Quem era La Boétie e que pretendia ele? O que constitui a «eternidade» deste Discurso a sua intensidade de cometa cruzando os séculos é o facto de esta análise não ser «de tempo nenhum» sendo como é «de todos os tempos» — desde que existe o poder do Estado. Como Maquiavel a quem se opõe menos do que parece La Boétie atinge os segredos políticos dos séculos vindouros (Spinoza Locke Rousseau) fazendo-o porém com uma maior lucidez que o leva a recusar qualquer visão ideal das relações entre o Estado e o cidadão. Além disso o Discurso extravasa dos moldes duma leitura política tradicional. O repetido fascínio que exerce provém de igualmente lançar os fundamentos dum estudo das relações entre o domínio e a servidão nas relações íntimas interpessoais. O tirano não se reduz a uma categoria política é também uma categoria mental ou até «metafísica». Esta relação entre domínio e servidão não se trava somente na sociedade constituída trava-se também no âmago da consciência. Deste Discurso não extraímos uma simples lição política extraímos igualmente uma lição ética moral como um apelo a rejeitar das nossas próprias entranhas a figura ameaçadora e cruel e adorada do tirano. Séverine Auffret

Discurso sobre a Servidão Voluntária

(4ª Edição)

de La Boétie

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726080138
Editor: Antígona
Data de Lançamento: Janeiro de 1986
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 212 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789726080138
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Podíamos deixar cair, que caíria...

Johnys

É um livro desafiante e muito interessante. Porquê que nos deixamos governar por quem nos deixamos? O que são eles a mais do que nós? Precisamos deles? Bastava não compactuarmos que tudo caíria, não precisávamos de orquestrar uma revolução, apenas precisávamos de não fazer nada. Intemporal enquano mantivermos este tipo de sistema hierárquico.

SOBRE O AUTOR

La Boétie

Étienne de la Boétie, nasceu a 1 de novembro de 1530 na comuna de Sarlat-la-Canéda, em França. Com apenas dez anos, Étienne, o mais novo de três irmãos, perdeu o pai, tendo a sua educação ficado a cargo do tio paterno, que lhe instilou o gosto pela literatura e pelo direito. Rodeado de magistrados e burgueses, interessa-se, desde cedo, pelas ideias humanistas e pela filologia antiga, que explorou através da tradução de vários autores clássicos, como Plutarco, Virgílio e Ariosto. Aos 18 anos, assiste às ondas de choque decorrentes da repressão violenta de uma sublevação popular contra a imposição de um novo imposto aos habitantes da província de Guiana. A brutalidade do acontecimento, que impressionou a elite intelectual da época, foi o mote para a primeira versão de Discurso sobre a Servidão Voluntária. A obra contra a tirania só foi publicada postumamente em 1576. Seguindo as pisadas do pai, ingressou em Direito na Universidade de Orleães e, ainda antes de concluir a sua formação em Direito Civil, tornou-se magistrado no Parlamento de Bordéus, dois anos antes da idade mínima. Em 1554 foi nomeado conselheiro na mesma instituição e casou com Marguerite de Carle, alargando assim o seu círculo social. Foi então que conheceu Michel de Montaigne, com quem estabeleceu uma profunda amizade pessoal e intelectual e a quem legou, em testamento, todos os seus manuscritos. Nos anos que se seguiram, marcados pela ascensão do protestantismo e das Guerras Religiosas, Étienne viajou várias vezes para Paris a fim de negociar a paz em nome do rei. Nessa altura confessou, num dos muitos poemas que escreveu, o seu desespero e impotência perante a destruição a que assistia, bem como o desejo de abandonar a França. Morreu a 18 de agosto de 1563, na casa do cunhado de Montaigne, ao lado do amigo. É em sua homenagem e memória que Montaigne publica, em 1580, o ensaio Da Amizade.

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