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Discurso Da Servidume Voluntária

de Étienne de la Boétie
idioma: galego
Editor: Edicions Laiovento, S.L., novembro de 2025 ‧
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Num tempo em que a liberdade se dissolve entre o consumo, a apatia e a despolitizaçom, este livro recupera umha pergunta incómoda formulada no século XVI por Étienne de La Boétie: por que é que os povos obedecem ? e até luitam ? pola sua servidume? A resposta, tam lúcida quanto perigosa, revela que a tirania nom se impom pela força, mas sí polo consentimento dos governados. O hábito, as distraçons e uma pirámide de cumplicidades tornam a opressom num sistema aceitável.Claudio López Garrido reconstrói a história do Discurso da Servidume Voluntária e atualiza a sua interpelaçom para o presente: hoje, o domínio assume formas mais subtis, como o poder corporativo ou o «tecno-feudalismo». Face a isto, La Boétie propom uma soluçom radical e moderna: a desobediéncia civil nom violenta como caminho para recuperar a liberdade.Mas do que um ensaio político, esta obra extraordinária é um apelo à consciência individual e coletiva, um espelho que, quase cinco séculos depois, continua a devolver umha imagem perturbadora e uma pergunta essencial: por que obedecemos?

Discurso Da Servidume Voluntária

de Étienne de la Boétie

Propriedade Descrição
ISBN: 9788484877455
Editor: Edicions Laiovento, S.L.
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Galego
Dimensões: 138 x 212 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 66
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Espanhol > Outros
Livros em Espanhol > Literatura > Biografias
Livros em Espanhol > Literatura > Ensaios
EAN: 9788484877455

SOBRE O AUTOR

Étienne de la Boétie

Étienne de la Boétie, nasceu a 1 de novembro de 1530 na comuna de Sarlat-la-Canéda, em França. Com apenas dez anos, Étienne, o mais novo de três irmãos, perdeu o pai, tendo a sua educação ficado a cargo do tio paterno, que lhe instilou o gosto pela literatura e pelo direito. Rodeado de magistrados e burgueses, interessa-se, desde cedo, pelas ideias humanistas e pela filologia antiga, que explorou através da tradução de vários autores clássicos, como Plutarco, Virgílio e Ariosto. Aos 18 anos, assiste às ondas de choque decorrentes da repressão violenta de uma sublevação popular contra a imposição de um novo imposto aos habitantes da província de Guiana. A brutalidade do acontecimento, que impressionou a elite intelectual da época, foi o mote para a primeira versão de Discurso sobre a Servidão Voluntária. A obra contra a tirania só foi publicada postumamente em 1576. Seguindo as pisadas do pai, ingressou em Direito na Universidade de Orleães e, ainda antes de concluir a sua formação em Direito Civil, tornou-se magistrado no Parlamento de Bordéus, dois anos antes da idade mínima. Em 1554 foi nomeado conselheiro na mesma instituição e casou com Marguerite de Carle, alargando assim o seu círculo social. Foi então que conheceu Michel de Montaigne, com quem estabeleceu uma profunda amizade pessoal e intelectual e a quem legou, em testamento, todos os seus manuscritos. Nos anos que se seguiram, marcados pela ascensão do protestantismo e das Guerras Religiosas, Étienne viajou várias vezes para Paris a fim de negociar a paz em nome do rei. Nessa altura confessou, num dos muitos poemas que escreveu, o seu desespero e impotência perante a destruição a que assistia, bem como o desejo de abandonar a França. Morreu a 18 de agosto de 1563, na casa do cunhado de Montaigne, ao lado do amigo. É em sua homenagem e memória que Montaigne publica, em 1580, o ensaio Da Amizade.

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