Dias Comuns - V

Continuação do Sol

de José Gomes Ferreira
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, novembro de 2010 ‧

« […] o diário de José Gomes Ferreira [é] já uma peça central na diarística portuguesa do século XX, quer pelo inconfundível grão da voz do autor, quer pelo que do século nos restitui, nas suas grandezas como nas miudezas. »
Osvaldo Silvestre, Público

«Que esperam os leitores encontrar nos Diários Íntimos?
Intimidades. Confissões. De quê?
Do estado psíquico do confessando (a quem se exige a frialdade cruel do bisturi)? Se vive alegre, triste ou morto? Amargurado ou feliz?
Se ama ou desama? Se isto ou aquilo? Se nada ou coisa nenhuma?
Mas que sabe uma pessoa de si mesma?
Hesitações. Tropeços. Trevas misturadas. Falta de olhos para ver as sombras. E serão sombras? Ou ocultação de portas para novas luzes?
E os outros? Que pensa dos outros? Ousa denunciar a hipocrisia diária dos amigos? Ousa expor as intrigas de teias de aranha dos sorrisos da convivência?
Ousa DIZER?
Ora o Diário Íntimo para mim não é isto (embora não me repugne aceitá-lo na concepção dos vizinhos). É sobretudo a continuação mole do diálogo informe do dia-a-dia comigo mesmo, o monólogo não-artístico de remoer nuvens, às vezes com dentes de punhal – mas alheio à preocupação de pesquisar a verdade no segredo de mim guardado por um Dragão sujo.»

Dias Comuns - V

Continuação do Sol

de José Gomes Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722043809
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: novembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 209 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Coleção: Autores de Língua Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722043809

SOBRE O AUTOR

José Gomes Ferreira

Escritor português, nasceu em 1900, no Porto, e morreu em 1985, em Lisboa. A sua poesia encontra-se coligida em Poeta Militante (6 vols., 1977-78). No domínio da ficção, publicou O Mundo dos Outros (1950), Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo (1963), Tempo Escandinavo (1969) e O Irreal Quotidiano (1971). Merecem também referência as suas memórias, com o título A Memória das Palavras (ou o Gosto de Falar de Mim) (1965). Da sua escrita ressalta uma grande preocupação humanística, com constante atenção aos problemas do nosso tempo, glosando temas como a liberdade, a dignidade humana e a solidariedade para com os outros, sobretudo no sofrimento.

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