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Livro eBook
Editor: Dom Quixote, agosto de 2021 ‧
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Paul Verlaine referiu-se um dia à prosa diamantina de Rimbaud, sublinhando a dimensão pura, misteriosa e arquitectural dos poemas de Jean-Arthur. Os 64 poemas de Diamante, um livro com três secções, dialogam com essa tradição do cristal da poesia moderna.

Dos sonetos iniciais, de frase labiríntica, aos poemas em prosa, flashes da recordação, e que se vão multiplicando, até ao poema que fecha este livro, Vários fins, António Carlos Cortez reafirma a sua noção da poesia - exercício tensional sobre as imagens da linguagem.

Livro onde comparecem várias vozes, Diamante é ambíguo, ou melhor, anfíbio: mergulhamos na memória de outros textos (Gastão Cruz, Philippe Jacouttet, Ruy Belo, Alfonso Costafreda, Ida Vitale, Eduardo Guerra Carneiro, Edouard Glissant, José Paulo Paes), nas músicas que dão a atmosfera exacta para estes poemas se lerem em voz alta (Fleetwood Mac, Depeche Mode, Nick Cave, Rádio Macau, Roxy Music, José Mário Branco), buscando unir o cristal com essa chama altíssima duma palavra construída, meditada.

Poesia também sobre lugares perigosos e fascinantes de um outro tempo, Diamante procura eternizar corpos, verões antigos, cidades, a própria escrita. "A poesia é o eco do vivido", escreve o autor de Jaguar.

Diamante

de António Carlos Cortez

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722073035
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: agosto de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 211 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722073035

SOBRE O AUTOR

António Carlos Cortez

António Carlos Cortez nasceu em 1976, em Lisboa. Poeta, professor de Literatura Portuguesa e de Português, ensaísta e crítico literário. Escreveu no Jornal de Letras (2003-2025). Foi colaborador no Diário de Notícias e do semanário Sol, escrevendo sobre educação e cultura. É pós-graduado em Estudos Camonianos, doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho e investigador do Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) na mesma instituição. Publicou desde 1999 cerca de 15 livros de poesia, quatro reuniões de ensaios sobre poesia portuguesa moderna e contemporânea e poesia brasileira, tais como, Voltar a Ler: Alguma crítica reunida (sobre poesia, educação e outros ensaios) e Poética com Dicção: 16 poetas brasileiros para ler hoje. Publicou um romance, Um Dia Lusíada; um livro de contos, Cenas Portuguesas: 10 contos; e Condor é o seu mais recente livro de poesia. Na Guerra e Paz, publicou em 2021 o livro de crónicas Crítica Crónica: Sobre Cultura, Educação e Sociedade (e um pouco de política também) e, em 2025, O Fim da Educação: crise, crítica, ensino e utopia.
Está traduzido em espanhol, francês e italiano.

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