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Devant La Recrudescence Des Vols De Sacs À Mains ; Cinéma, Télévision, Information

de Serge Daney
idioma: francês
Editor: ALEAS, Janeiro de 2002 ‧
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Du temps qu'il y avait encore des cinémas dans les quartiers, la direction de la salle se rappelait parfois à la vigilance des spectateurs, les tirant de leur torpeur ébahie. Un carton en noir et blanc, un intertitre fatal, demandait aux spectatrices de ne pas oublier la réalité de tous les jours, à savoir leur sac à main, oublié là, dans l'obscurité, à leurs pieds et exposé à l'abjection d'un vol. qui ne se souvient d'avoir vaguement tremblé pour ces sacs ? et qui n'en a pas voulu à la " direction " de procéder à une dé-sublimation si triviale ? d'autant que les années passaient et que, malgré l'éternel retour du terrible mot " recrudescence ", ce n'étaient pas les sacs à main qui disparaissaient mais bel et bien les salles de cinéma. Au point que le carton fatidique qui semblait veiller sur nous et sur nos sacs commence à nous manquer. comme le cinéma.

Devant La Recrudescence Des Vols De Sacs À Mains ; Cinéma, Télévision, Information

de Serge Daney

Propriedade Descrição
ISBN: 9782908016130
Editor: ALEAS
Data de Lançamento: Janeiro de 2002
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Decouvrir Msm
Classificação Temática: Livros em Francês > Arte > Cinema
EAN: 9782908016130

SOBRE O AUTOR

Serge Daney

Serge Daney nasceu em Paris em 1944 e foi um dos grandes críticos de cinema da segunda metade do século XX. A sua cinefilia começa com Nuit et Brouillard de Resnais, visto no liceu, e com "De l'abjection", artigo de Rivette nos Cahiers du cinéma. Daney não deixou de voltar a estes dois marcos estéticos e morais, inseparáveis da tragédia do século. Começou a escrever regularmente para os Cahiers em 1964, no final do "período amarelo" da revista.

A partir de 1968 viaja: Índia, África, Marrocos... Enigma e promessa, o mapa – como o cinema – é o mundo. Em 1973 torna-se director dos Cahiers, refundando a revista depois do seu militante "período vermelho". Em 1979 passa a dirigir a secção de cinema do jornal Libération, dedicando-se primeiro ao cinema "puro e duro", depois aos filmes revistos na televisão, finalmente à análise das trocas de bons e maus procedimentos entre cinema e televisão, bem como às questões da informação e da desinformação.

As reflexões sobre a imagem e o audiovisual ocupam as suas últimas crónicas no jornal. Em 1991 funda a revista Trafic, onde se trata de retornar a um cinema que deixou, entretanto, de estar só. Serge Daney morreu de sida a 12 de Junho de 1992.

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