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De Rios Velhos e Guerrilheiros

O Livro dos Rios

de José Luandino Vieira

editor: Editorial Caminho, novembro de 2006

Primeiro volume de uma trilogia subordinada ao título De Rios Velhos e Guerrilheiros, nele reencontramos a «voz» inconfundível do autor na quebra da sintaxe convencional, na presença de neologismos, na incorporação de expressões em quimbundo, para mencionarmos apenas algumas das marcas essenciais da escrita e da obra de José Luandino Vieira. Contenção e transbordamento - o rio e as suas margens - reflectem-se nestas páginas em que se projecta a história recente de Angola, mas não só. É também de outras crises que O Livro dos Rios se ocupa, abismos de contemporaneidade e problemas que desde tempos imemoriais têm envolvido o homem e mobilizado os grandes escritores.

De Rios Velhos e Guerrilheiros

O Livro dos Rios

de José Luandino Vieira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722118286
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: novembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 207 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 140
Tipo de produto: Livro
Coleção: Outras Margens
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722118286
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Ter a oportunidade de ler um livro de Luandino lançado nos dias de hoje é um presente para qualquer leitor contemporâneo!

Daniel M. Laks

De Rios Velhos e Guerrilheiro é composto por dois livros: O Livro dos Rios e O Livro dos Guerrilheiros. Seu autor, Luandino Vieira, é um dos maiores e mais importantes intelectuais e escritores de Angola, com uma história pessoal e uma ficção marcadas pela luta pela independência do país. Depois de vários anos sem publicar nenhum livro, Luandino nos presenteia com este díptico, que recupera suas memórias sobre a luta pela libertação de Angola e sobre as questões relativas à geografia do país que tanta influência tiveram nas lutas de guerrilha. De Rios Velhos e Guerrilheiros se insere, assim, numa tradição da escrita angolana que remonta aos tempos de António de Oliveira Cadornega - considerado por muitos o primeiro historiador angolano com o seu História Geral das Guerras Angolanas -. Entretanto, em Luandino, sua escrita marcada por uma beleza poética e por toques oníricos vai tecer reflexões não apenas sobre o passado, mas sobre as marcas deste passado na identidade angolana e nas possibilidades de futuro para o seu povo.

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grande livro

thiago candido da silva

Provavelmente o maior autor vivo em língua portuguesa!

José Luandino Vieira

PRÉMIO CAMÕES 2006
Escritor angolano, José Luandino Vieira nasceu a 4 de Maio de 1935, na Lagoa do Furadouro (Portugal). É cidadão angolano e participou activamente no movimento de libertação nacional, contribuindo para o nascimento da República Popular de Angola. Passou toda a infância e juventude em Luanda, onde fez o ensino secundário. Exerceu diversas profissões até ser preso em 1959, sendo depois libertado. Posteriormente, em 1961, foi de novo preso e condenado a 14 anos de prisão e medidas de segurança. Transferido, em 1964, para o campo de concentração do Tarrafal, onde passou oito anos, foi libertado em 1972, em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou então a publicação da sua obra, escrita, na grande maioria, nas diversas prisões por onde passou.
Depois da independência angolana, foi nomeado para diversos cargos: organizou e dirigiu a Televisão Popular de Angola de 1975 a 1978; dirigiu o Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA até 1979; organizou e dirigiu o Instituto Angolano de Cinema de 1979 a 1984.
No domínio da literatura, foi um dos fundadores da União de Escritores Angolanos, em 1975, sendo seu secretário-geral desde então até finais de 1980. Foi também secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-asiáticos, de 1979 a 1984, tornando-se depois secretário-geral da mesma até Dezembro de 1989. Pertenceu à geração angolana da "Cultura" entre 1957 e 1963. A sua escrita é original, usa o falar crioulo e subversivo da linguagem para dar um retrato mais realista às suas personagens, enriquecendo-as e conferindo-lhes a expressão viva e colorida das gentes o dos lugares pobres que retrata.
Do seu trabalho destacam-se as seguintes obras: A Cidade e a Infância (1960); A Vida Verdadeira de Domingos Xavier (traduzido para várias línguas, constituindo também a base do filme Sambizanga, realizado por Sarah Maldoror); Luuanda (traduzido também para várias línguas, recebeu o Prémio Literário angolano "Mota Veiga" em 1964 e o Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965, o que causou violenta reacção da parte do Estado Novo); Vidas Novas (narrativas escritas em 1962 no Pavilhão Prisional da PIDE em Luanda, e apresentadas ao concurso literário da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, tendo sido distinguidas com o Prémio "João Dias", em 1962, por um júri de que faziam parte, entre outros, Urbano Tavares Rodrigues, Orlando da Costa, Lília da Fonseca, Noémia de Sousa e Carlos Ervedosa); Velhas Estórias e João Vêncio: Os Seus Amores.

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