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De L'Inégalité Parmi Les Hommes

de Jean-Jacques Rousseau
idioma: francês
Editor: J'AI LU, maio de 2005 ‧
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L'homme primitif n'étant pas en relation avec ses semblables, il ne saurait montrer ni honte ni méchanceté. Il obéit seulement à l'instinct de conservation. Ainsi pense Rousseau, qui fonde l'inégalité sur des rapports de dépendance réciproque. Dès l'instant où l'homme eut besoin du secours d'un autre, l'inégalité du rendement individuel créa l'inégalité dans la répartition des biens. Après, tout s'enchaîne : Création de la propriété, travail forcé, oppression politique, injustice sociale, misère, esclavage... «Tout se réduit aux apparences. Tout devient factice et joué.» Plus que jamais d'actualité, ce discours nous mène à une réflexion sur les fondements réels de la société humaine.

De L'Inégalité Parmi Les Hommes

de Jean-Jacques Rousseau

Propriedade Descrição
ISBN: 9782290348260
Editor: J'AI LU
Data de Lançamento: maio de 2005
Idioma: Francês
Dimensões: 210 x 295 x 15 mm
Páginas: 125
Tipo de produto: Livro
Coleção: Librio ; Philosophie
Classificação Temática: Livros em Francês > Ciências Soc. e Humanas > Filosofia
EAN: 9782290348260

SOBRE O AUTOR

Jean-Jacques Rousseau

Escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra em 1712 e faleceu em Ermenonville em 1778. Ao recentrar a reflexão sobre a natureza humana nos temas da sensibilidade, do sentimento e da paixão em detrimento da razão, Rousseau antagoniza os princípios do Iluminismo, anunciando já aqueles que virão a ser os valores centrais do Romantismo.

Marcado por um forte otimismo relativamente à essência humana, considera que primitivamente os seres humanos viveriam num hipotético estado de natureza em que, deixando-se reger pelo sentimento (amor de si e piedade), reinava a liberdade e a igualdade. Com o advento da divisão do trabalho e da propriedade privada, tal estado de harmonia teria sido pervertido, tendo-se tornado a sociedade presa do egoísmo e da corrupção.

Dessa forma, os poderosos, apropriando-se da Lei, colocaram-na ao serviço dos seus interesses particulares e fizeram dela um instrumento de servidão. Do mesmo modo, a ciência e a cultura em geral são vistas como focos de degeneração que afastam o ser humano da sua natureza genuína.

Para libertar o homem do estado de servidão em que a sociedade o coloca, Rousseau apresenta duas vias complementares:

A primeira - exposta pormenorizadamente no Émile (1762) - respeita à pedagogia, propondo que esta permita à criança desenvolver-se naturalmente na afirmação espontânea da sua essência e de acordo com a sua própria experiência pessoal, evitando que se torne vítima das deformações que a sociedade lhe procura impor.

A segunda, no âmbito da filosofia política - e desenvolvida no Contrato Social (também de 1762) -, visa o restabelecimento da liberdade e baseia-se na ideia de soberania popular. Esta deve ser concretizada através do contrato social segundo o qual cada indivíduo se deve submeter à vontade geral, convergência e expressão mediada da vontade de cada um, garantindo assim a liberdade e a igualdade de todos. A submissão da Lei à vontade geral assegurará a sua justiça, não cabendo ao poder executivo mais do que garantir a sua correta aplicação.

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