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Da Prova Penal Tomo I
A Prova Científica: Exames, Análises ou Perícias de ADN? Controlo de Velocidade, Álcool e Substâncias Psicotrópicas (3ª Edição)
Editor:
Rei dos Livros, Janeiro de 2011 ‧
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SINOPSE
A presente 3.ª Edição surge, quase em simultâneo, com a publicação da 1.ª Edição, do Tomo II, desta série de estudos dedicada à
prova penal no processo penal português, intitulado «Bruscamente…A(s) Face(s) Oculta(s) dos
Métodos Ocultos de Investigação Criminal». Fazêmo-lo num momento em que se ultima o Tomo III, dedicado à análise das "faces
ocultas" das "escutas telefónicas", e que visa - por estrito dever de consciência e de cidadania - "desocultar" alguns dos nódulos
problemáticos gerados e "descobertos", pelas instâncias formais de controlo, ao nível do actual regime processual penal, sob a
pressão do clamor social e mediático dos últimos tempos. Procedeu-se, mais uma vez, à actualização doutrinária, legislativa e,
essencialmente, jurisprudencial, no sentido de se evitar um qualquer "fascismo societário intelectual" que teima em grassar na
sociedade portuguesa. Propugna-se, ainda e sempre, o entendimento de que o controlo de alcoolemia implica, por parte dos magistrados
judiciais, em julgamento, a aplicação das margens de erro máximo admissível, de forma automática e sem necessidade de
prévio contraditório ou impugnação do arguido, sob pena de tal configurar uma lesão insuportável do princípio da
presunção de inocência, do princípio in dubio pro reo e do princípio da proibição de fixação (ou inversão) de ónus da prova em
matéria criminal e contra-ordenacional. Ademais, continuamos a considerar materialmente inconstitucional o crime de desobediência
que se desencadeia sempre que o arguido ou o visado, por dada prova (científica) obtida mediante ingerência corporal, recusar
qualquer colaboração. Afigura-se, ainda, ilegal e inconstitucional a conduta daqueles que retiram, violentamente ou não, substância
biológica do corpo de uma pessoa sem a sua prévia autorização ou consentimento expresso, actual e esclarecido. Muito embora
somente alguma jurisprudência, mais atenta, se tenha apercebido do nosso posicionamento doutrinário, em matéria de controle de
velocidade, continuamos a propugnar que se deve considerar prova proibida e insusceptível
de valoração aquela que é obtida através de instrumentos de medição de velocidade colocados em veículos descaracterizados e
infiltrados - a agirem ardilosa, enganosa e provocadoramente - em trânsito rodoviário, por tal se afigurar incompatível com um
Estado de Direito Democrático, assente na eminente dignidade da pessoa humana, que se rege por um padrão ético mais elevado
e não desconfia, cíclica e reiteradamente, dos seus cidadãos, orgulhando-se dos mesmos por neles incutir uma ideia de respeito
pela ordem político-constitucionalmente instituída. De igual modo, entende-se materialmente inconstitucional a feitura de perícias
de ADN sem o consentimento do visado e detentor da substância biológica, sobretudo se tal matéria for obtida através de métodos
ardilosos ou enganosos. Face à actual Lei n.º 5/2008, relativa à criação de bases de dados de perfis de ADN, e tomando em linha de
conta o recente desenvolvimento jurisprudencial do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem no caso "S. e MICHAEL MARPER
versus REINO UNIDO", considera-se que o artigo 8.º, n.os 1, 2 e 6, conjugado com os artigos 15.º, n.º 1, alínea e), 26.º, n.º 1, alíneas
e) e f), e n.º 2, da Lei n.º 5/2008, ao permitem a conservação de perfis de ADN, quer quando não houve condenação
(automaticamente com a constituição de arguido), quer quando a mesma já ocorreu (automaticamente por condenação por crime
punido com pena de prisão igual ou superior a 3 anos) e está ou já foi cumprida, por longos períodos de tempo, se afigura desproporcionada
e, por isso, materialmente inconstitucional (artigo 8.º, n.os 2 e 3, 16.º, n.º 1, 18.º, n.º 2, 26.º, 35.º, da CRP, e artigo 8.º,
da CEDH), por contender com o direito à reserva da intimidade (genética) da vida privada, ao livre desenvolvimento pessoal e à
autodeterminação informacional.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898305091 |
| Editor: | Rei dos Livros |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2011 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 171 x 241 x 47 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 896 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Direito
>
Direito Penal
|
| EAN: | 9789898305091 |
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