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Cruz e Sousa
Antologia Poética
Editor:
Editora Exclamação, outubro de 2021 ‧
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EM STOCK
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SINOPSE
1890, Rio de Janeiro. Alguns jovens literatos, sedentos do frisson baudelairiano, negavam-se ao congelado conformismo a que parecia ter acostado o rendilhado parnasiano. Porém, o que buscavam foi superado pela explosão da estreia fulminante de Cruz e Sousa, com Missal.
Do ano dos Broquéis até à morte de Cruz e Sousa, em março de 1898, não passarão mais do que cinco anos, que mudam a face da literatura brasileira. Entretanto, acicatado pela inveja e os preconceitos rácicos - era negro este ser de escol -, Cruz e Sousa, morreria na miséria, sem chegar a perfazer os trinta e sete anos, num século em que o Brasil produziu mestiços de eleição (Lima Barreto e Machado de Assis) que depois quis branquear.
Cruz e Sousa foi, com Novalis, Baudelaire, Antero de Quental, um dos grandes arautos da Noite.
Sobre ele escreveu o antropólogo Roger Bastide: "O chefe da escola francesa (Mallarmé), por apuro supremo, chegará à palavra que dá a conhecer uma ausência, enquanto o processo de Cruz e Sousa será o da cristalização. A cristalização é purificação, e solidificação na transparência, podendo assim guardar na sua branca geometria alguma coisa da pureza das formas eternas, das essências das coisas".
Apuro reminiscente numa expressão lapidada, muito nítido nos límpidos poemas póstumos dos Últimos Sonetos e do Livro Derradeiro, aqui generosamente representados.
A organização e o prefácio desta antologia são do poeta Alexei Bueno, um profuso criador, de estro técnico inexcedível e sempre em diálogo com os clássicos, o que se traduz num natural entendimento por dentro das modulações e da natureza dos processos poéticos.
Do ano dos Broquéis até à morte de Cruz e Sousa, em março de 1898, não passarão mais do que cinco anos, que mudam a face da literatura brasileira. Entretanto, acicatado pela inveja e os preconceitos rácicos - era negro este ser de escol -, Cruz e Sousa, morreria na miséria, sem chegar a perfazer os trinta e sete anos, num século em que o Brasil produziu mestiços de eleição (Lima Barreto e Machado de Assis) que depois quis branquear.
Cruz e Sousa foi, com Novalis, Baudelaire, Antero de Quental, um dos grandes arautos da Noite.
Sobre ele escreveu o antropólogo Roger Bastide: "O chefe da escola francesa (Mallarmé), por apuro supremo, chegará à palavra que dá a conhecer uma ausência, enquanto o processo de Cruz e Sousa será o da cristalização. A cristalização é purificação, e solidificação na transparência, podendo assim guardar na sua branca geometria alguma coisa da pureza das formas eternas, das essências das coisas".
Apuro reminiscente numa expressão lapidada, muito nítido nos límpidos poemas póstumos dos Últimos Sonetos e do Livro Derradeiro, aqui generosamente representados.
A organização e o prefácio desta antologia são do poeta Alexei Bueno, um profuso criador, de estro técnico inexcedível e sempre em diálogo com os clássicos, o que se traduz num natural entendimento por dentro das modulações e da natureza dos processos poéticos.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895329618 |
| Editor: | Editora Exclamação |
| Data de Lançamento: | outubro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 146 x 223 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 208 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
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| EAN: | 9789895329618 |
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