Crónico

de Pedro Abrunhosa
Editor: Arcádia, maio de 2012 ‧
9,95€
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Crónico reúne as crónicas que Pedro Abrunhosa vem publicando regularmente em algumas revistas de referência, desde 2009.

Os portugueses não se riem de si mesmos e Pedro Abrunhosa corta com esta velha tradição. Em textos de uma lucidez cortante, desmonta alguns dos tiques dos portugueses expondo toda a nossa risibilidade, «Nada é para levar a sério. Muito menos nós próprios», escreve. É essa atitude que marca a abertura deste volume com um texto inédito sobre o famoso trambolhão na gala dos Ídolos que animou os portugueses sedentos pela desgraça dos conterrâneos de sucesso.

Quem conhece e gosta da música de Pedro Abrunhosa, vai encontrar nestas crónicas a mesma exactidão de linguagem com que construiu retratos musicais da nossa sociedade como Balada para Gisberta, Novos-pobres ou Eu sou o poder,.

Temas como a corrupção, os SMS's de Natal, a vontade de ser famoso ou os ginásios que se converteram em discotecas diurnas, são algumas das realidades ampliadas pelo olhar de um dos mais sagazes artistas portugueses.

Toda a gente sabe que os ginásios são ótimos locais para fazer de tudo menos desporto. Claro que há aquela minoria que acredita na militância da passadeira para manter a forma, que as máquinas de musculação estão ali para ser usadas com fins meramente desportivos. Uns tristes, poucos, que servem apenas para conferir coerência entre o nome e a atividade comercial que o espaço ostenta nos recibos e nos vidros foscos voltados para a rua. Mas, fora esta pequena amostra de fiéis praticantes de atividade física, os ginásios são um pouco de tudo: ponto de encontro de colegas de escritório, agora em cuecas, passerelle para meninas que flirtam o espelho, locais onde se confraterniza de toalha ao pescoço, espaços para concursos de tatuagens, agências de viagens onde se combina "ir à neve", bar e discoteca diurna, enfim, uma espécie de shopping center em roupa de praia e música brasileira aos berros.

Crónico

de Pedro Abrunhosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789892800660
Editor: Arcádia
Data de Lançamento: maio de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 216 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789892800660

Crónico

Miguel

Pedro Abrunhosa, ele mesmo. Sempre irreverente e lucido, Pedro Abrunhosa aborda temas sempre pertinentes. Com a personalidade que lhe é característica, é impossível ficar indiferente às suas crónicas.

Crónicas, relatos daquilo que a nossa mera opinião alcança.

Maria Antónia Curado

Deste pequeno excerto , retira-se exactamente o que vamos encontrar. Mas, do que estaríamos a espera de alguém que se deleita em "ver" sempre o outro lado. Não, é bem como diz, quando diz que nada é para levar a sério, pois então que me responda no tocante ao seu trabalho. A irreverência sempre foi uma boa aposta. Mas, sejamos crónicos , existirão sempre tema. E quando começamos por ser feridos no Ego, inúmeras crónicas rolam pela passadeira vermelha. Aquando desse tmbo, eu mesma deixei um comentário na página deste Senhor dizendo-lhe ;" até a caires és majestoso, " e a minha reacção foi cobrir os olhos , por não suportar ver ninguém fazer " figuras tristes", sendo essa a pessoa por quem nutro um carinho e admiração.

Crónico

Adriana Domingos

Um livro de crónicas do Pedro Abrunhosa, para os fãs e não só. Lê-se bem, não é muito extenso mas não deixa por isso de ser interessante.

SOBRE O AUTOR

Pedro Abrunhosa

Pedro Abrunhosa, figura cimeira da música portuguesa, construiu uma sólida carreira ao longo de mais de quarenta anos, enraizada em diversas influências culturais e musicais. Aos 16 anos, mergulhou na música através de uma educação erudita, estudando Análise, Composição e História da Música, com Álvaro Salazar e Jorge Peixinho, na Escola de Música do Porto, e com Cândido Lima no Conservatório. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, integrou orquestras europeias em Praga e Budapeste e fez parte do Grupo de Música Contemporânea de Madrid. Posteriormente, trouxe a sua formação erudita para o mundo do jazz, estudando e colaborando com vários músicos de renome. Produziu o programa Até Jazz, no Rádio Clube do Porto, e fundou a escola de jazz Cool Jazz Orchestra.
Em 1994, cria os Bandemónio e edita o seu primeiro álbum, Viagens. Tem 13 discos editados e já deu mais de 2000 espetáculos em todo o mundo. Fez parcerias com artistas internacionais e nacionais e já foi distinguido com vários prémios, entre eles duas Medalhas de Ouro de Mérito Cultural, três Globos de Ouro e quatro Prémios Blitz. Em 2024, o disco Viagens foi considerado o melhor dos últimos quarenta anos por um vasto júri de pares (Prémio Blitz/Expresso).
A par da música, Pedro Abrunhosa é também um experiente orador em palestras, debates e eventos culturais, corporativos e académicos.

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