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Crime e Castigo

de Fiódor Dostoiévski
Editor: Relógio D'Água, julho de 2009 ‧
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Raskólnikov, um estudante pobre e desesperado, vagueia pelos bairros degradados de São Petersburgo e comete um assassínio. A vítima é uma velha usurária. Raskólnikov imagina-se um grande homem, agindo por uma causa que está para além das convenções da lei moral e o coloca acima do comum dos mortais.

O seu acto é praticado com uma mistura de sangue frio e exaltado misticismo. Mas quando inicia um jogo do gato e do rato com um polícia, Raskólnikov é cada vez mais perseguido pela voz da sua consciência. Apenas Sónia, uma prostituta, lhe concede a possibilidade de redenção.

O crime de Raskólnikov foi inspirado no assassínio de duas mulheres, com um machado, ocorrido em 1865. Mas, pela mão de Dostoievski, transforma-se numa intensa narrativa, um protagonista desenraizado em busca de afirmação, uma obra em que confluem elementos psicológicos, sociais, éticos e filosóficos.

A obra foi inicialmente publicada por capítulos, em 1866, no Mensageiro Russo.

«O problema de Dostoievski era este: captar e plasmar as realidades da condição humana numa série de crises extremas e definidoras; traduzir a experiência à maneira do drama trágico - o único modo que Dostoievski considera fiável - e, no entanto, permanecer dentro do ambiente naturalista da vida urbana moderna.»
George Steiner, Tolstói o Dostoievski

Crime e Castigo

de Fiódor Dostoiévski

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896410803
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 235 x 23 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 468
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896410803

O meu primeiro clássico russo

Ana A.

Foi a primeira vez que li Dostoevsky e um clássico russo. Gostei muito de como o autor consegue envolver o leitor e nos faz refletir sobre a humanidade. Acho um escritor atual e muito à frente no seu tempo em termos da psicologia que ele usa. Raskólnikov é uma personagem que se agarra a nós, representa o bem e o mal.

Incrível

MM

Na minha opinião, este é um dos melhores (ou o melhor) clássico alguma vez escrito. Esta obra não só aborda temas extremamente interessantes como psicologia criminal, casamento por conveniência social e a punição moral e social após cometido um crime, como também possuí uma escrita lindíssima que nos prende do início ao fim.

Perfeito

João Soares

Imagine um livro onde tudo faça sentido. Um livro profundo, que versa tanto o amor quanto o desespero, tanto a subtil inteligência quanto a loucura, e por aí vai. Esse livro é Crime e Castigo. Simplesmente maravilhoso.

SOBRE O AUTOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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