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Criatividade

Um guia prático e divertido

de John Cleese
Livro eBook
Editor: Objectiva, outubro de 2021 ‧
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Talvez pense que a criatividade é algo de misterioso, como um dom raro que apenas um punhado de pessoas possui.
John Cleese tem uma opinião diferente. Tal como demonstra neste curto, prático e divertido ensaio, a criatividade é uma competência que todos podemos desenvolver.

A partir da sua experiência enquanto escritor, Cleese partilha a sua visão sobre a natureza do processo criativo e oferece conselhos sobre como começar a fazer fluir a torrente de criatividade que tem dentro de si.

O que precisa de fazer para entrar no estado de espírito adequado para criar?
Como saber que teve uma ideia que vale a pena perseguir?
O que fazer quando sente que está bloqueado?
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A arte de ler em comboios e salas de espera

Há quem leia entre paragens — literalmente. Na sala de espera do centro de saúde, no banco desconfortável da estação de Entrecampos, Tunes, São Bento, ou no intervalo entre nomes invocados num balcão de atendimento, enquanto aguarda a sua vez para renovar o cartão de cidadão.
Não o fazem para cumprir metas anuais de leitura: fazem-no porque ali, nesse tempo sem dono, o livro é uma forma de estar presente — talvez a única.
Estes são leitores invisíveis: não partilham fotografias de lombadas, não sublinham a caneta amarelo fluorescente frases bonitas para publicar depois nas redes sociais. Leem porque precisam, porque aprenderam a converter o tempo disponível em reclusão interior.
Para estes leitores, os livros funcionam como objetos portáteis de lucidez. Não lhes importa se não estão no top de vendas ou se têm capas vistosas, instagramáveis. Têm, isso sim, uma estrutura que se acomoda aos ritmos da espera: contos, ensaios curtos, capítulos que não imploram continuidade, mas oferecem densidade.
A Senhora do Cãozinho, de Anton Tchékhov Um exemplo discreto e incontornável: A Senhora do Cãozinho, de Anton Tchékhov. Em poucas páginas, o autor apresenta uma história de implicações profundas: um homem casado conhece uma mulher na Crimeia, passeiam, falam pouco — a narrativa resiste ao melodrama, e é precisamente essa contenção que a torna inesquecível. Publicado pela primeira vez em 1899, este conto é considerado um dos mais perfeitos da literatura universal, explora temas como o desejo, o desencanto e a força subtil das ligações humanas. QUERO LER! » Bola de Sebo, de Guy de Maupassant Outro companheiro para levar consigo: Bola de Sebo, de Guy de Maupassant. Um grupo de passageiros partilha uma carruagem durante a guerra franco-prussiana. Entre eles, uma prostituta — generosa, solidária — contrasta com os demais, representantes de uma moral aparente que depressa se revela interesseira. Maupassant não redime nem condena, mas expõe, com precisão cirúrgica, a forma como a conveniência molda os valores. Escrita em 1880, esta novela atualíssima (essa magia dos Clássicos!) é um retrato impiedoso da hipocrisia burguesa e uma das obras que consagrou o autor como mestre do conto realista. QUERO LER! » Gerir o seu Dia a Dia, de Jocelyn K. Glei Para quem procura uma leitura “menos literária” e mais pragmática, Gerir o seu Dia a Dia, de Jocelyn K. Glei, proporciona reflexões breves sobre criatividade e organização. Reunindo conselhos de escritores, artistas e investigadores contemporâneos — como Seth Godin, Steven Pressfield ou Leo Babauta —, este livro propõe estratégias práticas para lidar com o excesso de informação, a pressão da produtividade e a fragmentação da atenção. Não há fórmulas mágicas, mas há ideias úteis para quem escreve, pensa ou simplesmente tenta organizar o caos diário. QUERO LER! » Criatividade, de John Cleese Na mesma linha, Criatividade, de John Cleese, desmonta o mito do artista iluminado. Com humor britânico e clareza desconcertante, o autor explica como o pensamento criativo nasce de um espaço protegido, sem julgamentos prematuros. Breve e acessível, este pequeno livro — escrito por um dos fundadores dos Monty Python — resume décadas de experiência em televisão, escrita, teatro e ensino criativo. É uma leitura que estimula e que descomplica sem banalizar. QUERO LER! » Desinformação, de Dan Ariely Desinformação, de Dan Ariely, propõe outro tipo de treino: o da atenção crítica. Ao explorar os mecanismos através dos quais acreditamos em ideias falsas, o autor obriga-nos a olhar para dentro e a perceber quantas vezes tomamos decisões com base em enviesamentos invisíveis. Baseado em estudos de psicologia comportamental e experiências concretas, Ariely desmonta narrativas falsas e alerta para os perigos da manipulação mediática, do autoengano e da polarização crescente. Um ensaio urgente para quem vive, como todos, rodeado de dados — e de distorções. QUERO LER! » Amanhecer na Ceifa, de Suzanne Collins Por fim, Amanhecer na Ceifa, de Suzanne Collins, traz a intensidade da ficção distópica para os momentos de espera mais longos. É o volume final da trilogia Os Jogos da Fome, por isso pede algum contexto — mas, para quem conhece a saga, é um reencontro certeiro. Collins escreve com tensão, mas também com consciência política. A sua protagonista, Katniss, carrega nas costas mais do que um enredo de ação: transporta a pergunta sobre o custo real da liberdade. Neste livro, o espetáculo do combate dá lugar à estratégia, à dúvida moral, à dor da reconstrução. É uma leitura que vai além do público juvenil, convocando questões universais sobre poder, sacrifício e justiça. QUERO LER! » Todos estes livros partilham algo: não exigem isolamento absoluto nem tempo ilimitado. Permitem ser interrompidos, sem que isso os fragilize, talvez porque nascem da mesma matéria que compõe a vida real — feita de fragmentos, hesitações, intervalos.
Ler em lugares públicos é, em certo sentido, um ato íntimo, é escolher entrar noutro tempo sem sair deste, reclamar que nem todo o tempo disponível precisa de ser desperdiçado.
E talvez, ao folhear uma página no meio do ruído, se descubra que a espera, afinal, pode ser habitada — e até transformadora.

Criatividade

Um guia prático e divertido

de John Cleese

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897843914
Editor: Objectiva
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 213 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Desenvolvimento Pessoal e Espiritual > Autoajuda
Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789897843914

Rápido de ler e que põe a pensar - tal como uma piada de Monty Phyton

Paulo

Cerca de uma hora de leitura e este livro fica despachado. Não que seja uma crítica, mas às vezes uma vitória rápida levanta o ânimo. Pode ser curto, mas está repleto de insights, como seria de esperar de um artista do seu calibre. Confia-se em Cleese porque ele esteve lá e fez isso – ele sabe do que fala – a prova do pudim, afinal, está em comê-lo. A Criatividade, não é uma tese de algum cientista ou algum tratado psicanalítico, mas a codificação de uma vida inteira de prática criativa. E como todos os realizadores, Cleese é preciso, simples e descomplicado – o livro foi concebido para o ajudar a realizar o seu trabalho criativo e não para o manter preso ao estudo. Criatividade prática. Paradoxalmente, porém, uma das técnicas de Cleese para uma maior criatividade é adiar a tomada de decisões o maior tempo possível. As pessoas criativas, informa-nos Cleese, são melhores a lidar com o vago sentimento de preocupação causado por deixar algo por resolver. A espera dá à mente mais tempo para ter uma ideia mais criativa. Recorda o momento em que perdeu um guião completo e teve de reescrever tudo de memória – esta nova versão acabou por ser muito mais forte do que a original porque a sua mente inconsciente teve mais tempo para trabalhar nela. Cleese descreve ainda métodos de criatividade, como a definição de um período de tempo específico para o trabalho criativo, porque, afinal, a criatividade é brincadeira e a brincadeira deve ser separada do trabalho diário – deve receber um estatuto especial, se quiser – como pode ser brincar se for indistinguível do trabalho? Diz-nos também que o nosso tempo de jogo deve ser protegido das distrações porque as distrações afastam-nos do nosso pensamento criativo, as ideias podem ser perdidas na turbulência psicológica e nunca mais serem encontradas.

Um guião para a criatividade

João

O autor oferece-nos ferramentas e dicad práticas para impulsionar a criatividade em vários aspetos da vida. uma leitura que é tão fácil como inspiradora.

Criatividade para todos

Pedro Pires

Escrito de forma simples, concisa e bem humorada, é uma leitura essencial e refrescante, que nos dá úteis ferramentas para estimular a criatividade. Lê-se de um fôlego.

Fácil e rápido de ler

Fábio dos Santos

Um livro escrito de forma simples, bem-humorada e muito fácil de ler. Arrisco dizer que, a ler com calma, em 2 ou 3h acabe de o ler. O conteúdo é simples de entender, andando à volta da ideia de que o nosso cérebro trabalha inconscientemente nos problemas (por isso devemos dar-lhe tempo para pensar), de que temos uma parte mais consciente que é lógica e racional e outra parte inconsciente que é onde está o poder da criatividade e terminado com sugestões por parte do autor baseadas na experiência enquanto escritor. Para quem queira ler um pouco sobre o tema da criatividade valerá a pena.

SOBRE O AUTOR

John Cleese

John Cleese nasceu em Weston-super-Mare em 1939. Estudou no Clifton College e em Cambridge. Alcançou o seu primeiro sucesso no West End como guionista e artista com The Frost Reporter. Mais tarde, seria cofundador do icónico grupo de comédia Monty Phyton, para o qual escreveu e interpretou séries de televisão e filmes, de que se destacam Monty Phyton e o Cálice Sagrado e A vida de Brian. Nos anos setenta, em colaboração com Connie Booth, sua primeira mulher, escreveu e protagonizou o clássico de televisão Fawlty Towers. Anos depois, escreveu Um peixe chamado Wanda e Fierce Creatures, filmes em que também atuou, e participou em vários filmes de James Bond e Harry Potter, bem como em inúmeras séries de televisão.

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