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Contos de cães e maus lobos

de valter hugo mãe
Livro eBook
Editor: Porto Editora, novembro de 2015 ‧
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A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda.
Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade.

Com a participação plástica de Ana Aragão, Cadão Volpato, Daniela Nunes, David de la Mano, Duarte Vitória, Filipe Rodrigues, Graça Morais, JAS, Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos, José Rodrigues, Luís Silveirinha, Nino Cais, Paulo Damião

Prefácio de Mia Couto.

Alguns livros e, principalmente, alguns escritores, são donos de uma magia própria, de uma espécie de constante surpresa comunicacional. São esses, livros e escritores, que nos agarram, prendem, como se de uma pena perpétua se tratasse da qual não abdicamos, rejeitando qualquer hipótese de amnistia. A obra de Valter Hugo Mãe está dentro [desse] leque restrito, dessa viagem escrita que nos transporta para lugares impensáveis, pouco conhecidos ou explorados, como, por exemplo, o âmago da nossa alma.

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Contos de Cães e Maus Lobos é um livro em que cada um acaba a colorir, livremente, como entender, cada uma das figuras com que Valter Hugo Mãe, qual flautista de Hamelin, aqui centrado na música das palavras, nos vai levando a segui-lo.

João Gobern, Diário de Notícias

E agora estão prontos. Peguem nos Contos de cães e maus lobos, do Valter Hugo Mãe e namorem com o livro. Sim, leram bem, namorem-no. Já viram como é lindo, com o contorno das páginas pinceladas a vermelho? E as ilustrações? Já é um sonho antes de se começar a ler. Depois ainda fica melhor, garanto-vos.

Gerador

«Contos de Cães e Maus Lobos» reúne 11 histórias simples e são contadas com a tradicional sinceridade e sensibilidade do multipremiado autor português.

Diário Digital

Os 11 contos foram trabalhados até atingirem simplicidade. A preocupação com a oralidade está presente em todas as narrativas. São textos para serem descobertos e transmitidos de pais para filhos.

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O fascínio do Conto

Num conto, tudo acontece mais depressa, mas não com menos profundidade. Um gesto, uma frase, umas ausências bastam para desencadear o movimento. E, quando se dá por isso, já não se está no mesmo lugar.
O conto não se explica, sente-se, capta-se na sugestão, no que ficou por dizer, no pormenor que altera tudo. Talvez por isso nos acompanha com tanta persistência: porque condensa numa tarde o que outros géneros levam semanas a insinuar.
Num país em que a leitura precisa de ser mais cultivada, o conto pode ser a porta de entrada. Uma forma acessível, intensa e desafiadora de reencontrar o prazer de ler. Sem imposições, sem culpa, sem a ideia de que é preciso ter tempo a mais ou saber demais.
Nesta pequena constelação de propostas — de Teresa Veiga a Mário Cláudio, de João de Melo a Valter Hugo Mãe, sem esquecer a potência visionária de Stanislaw Lem —, reconhece-se a vitalidade de um género que está longe de ser menor. São contos que pensam, que ferem, que acolhem; que atravessam o passado e o futuro para tocar o presente com rara nitidez.
Venha conhecê-los melhor. A Nuvem no Olhar, de João de Melo A escrita de João de Melo tem raízes bem profundas: os Açores onde nasceu e a guerra colonial em Angola onde serviu como enfermeiro. Da terra insular herda a religiosidade, o mar, o peso da emigração e o silêncio de quem cresce entre fronteiras físicas e afetivas. Da guerra, transporta a memória viva do medo, da perda e da desumanidade. As suas narrativas movem-se entre estes dois mundos, revelando um sentido de desamparo e resistência. Há nelas uma melancolia persistente, feita de saudade da infância e de um desejo de reencontro com a terra, ainda que já transformada pela distância e pelo tempo.
Reunindo textos originalmente dispersos, alguns até agora inéditos em livro, a antologia A Nuvem no Olhar, revê e fixa, numa edição definitiva, a obra breve do autor no género conto. Um exercício de curadoria literária que é também uma viagem ao olhar com que, ao longo de cinco décadas, foi habitando o mundo e a língua. COMPRO NA WOOK! » Cruzeiros de Inverno, de Mário Cláudio Três figuras reais, três destinos ficcionados até ao limite da inquietação. Em A Gôndola Negra, Menina Sentada e Os Cães de Hécate, Mário Cláudio convida-nos a entrar em territórios biográficos quase esquecidos, abrindo fissuras na História por onde se infiltram a imaginação, o espanto e a vertigem do irreparável.
É um tríptico de vozes e silêncios: um jovem músico entregue a uma missão impossível, uma artista que nunca pôde ser plenamente autora nem amante, um político exposto num país habituado a desviar o olhar. Mas o que começa como evocação de vidas alheias transforma-se num jogo de espelhos, em que os narradores alternam entre o voyeurismo, a suspeita e a busca desesperada de sentido. Uma jornalista em busca do próximo escândalo; um colecionador prisioneiro das imagens da infância; dois agentes da judiciária que investigam mais do que a lei lhes permite nomear.
Ler estas três novelas é mergulhar num tempo suspenso entre arquivos e fantasmas, onde o real se adensa, mas é a ficção que ilumina o que ficou por dizer. Mário Cláudio expõe-nos àquilo que os seus corpos e ausências ainda podem significar. Uma leitura densa, obsessiva, marcada pela linguagem trabalhada e pela arquitetura literária rigorosa, que nos desafia a estar presentes até ao fim. Mais do que biografias ficcionadas, estas são histórias de sombras e sobrevivência, de figuras que viveram à margem ou caíram em desgraça, e que aqui ressurgem com a densidade, o humor e o fulgor narrativo que Mário Cláudio sabe imprimir a tudo o que escreve. COMPRO NA WOOK! » As Enganadas, de Teresa Veiga Nestes três contos longos, Teresa Veiga detém-se no modo como o engano se inscreve nas rotinas mais discretas. Não há grandes confrontos nem revelações dramáticas. Há uma mulher que percebe, sem escândalo, que o marido que tem é outro, filhos que guardam segredos, figuras periféricas que se aproximam, heranças mal resolvidas, leis torcidas, silêncios que se instalam.
Tudo acontece devagar, sem alarde e são as mulheres que falam. Com ironia, clareza, uma inteligência cansada de fingimentos. Teresa Veiga escuta o que quase ninguém escuta, capta o que mal se diz. Na escrita, como nas relações, o mais importante está muitas vezes fora de campo.
Cada conto deixa essa impressão persistente: a de que o mais difícil não é ser enganado, mas entender o papel que se teve no engano. COMPRO NA WOOK! » Contos de cães e maus lobos, de Valter Hugo Mãe A escrita de Valter Hugo Mãe aproxima-se do conto com a delicadeza de quem acolhe: cada história, aberta a leitores de todas as idades, sustenta-se numa esperança serena, nunca ingénua.
Entre a confiança e o receio, cães e lobos surgem como figuras da inquietação. Falam-nos da aprendizagem dos afetos, da escuta, da prudência que nos permite avançar sem nos perdermos. São contos sobre o gesto de cuidar, sobre a intimidade possível, sobre o que é preciso para que a felicidade se torne, mesmo que por instantes, habitável.
Esta obra conta com a participação de vários artistas plásticos, entre os quais a conhecida Ana Aragão, que enriquecem e se conjugam com as palavras. COMPRO NA WOOK! » A Máscara e Outros Contos, de Stanislaw Lem Ler A Máscara e outros contos é submeter-se a um estranho encantamento. Não porque Stanislaw Lem construa mundos distantes, mas porque, a cada página, nos sentimos empurrados para dentro de nós próprios.
Entre sátiras mordazes e parábolas filosóficas, o autor de Solaris convoca-nos para experiências-limite, em que seres artificiais desenvolvem consciência, civilizações alienígenas não se deixam compreender e a liberdade é, por vezes, apenas um outro nome para o condicionamento. Há contos que arrancam sorrisos e outros que nos perturbam com perguntas sem resposta.
Lem não escreve para entreter nem para explicar: escreve para agitar e, mesmo passadas décadas sobre a sua primeira publicação, estes contos continuam a ser vislumbres de um futuro possível e, acima de tudo, de um presente inquietante. O autor confirma, conto após conto, o lugar que ocupa entre os grandes autores do século XX. COMPRO NA WOOK! » O fascínio do conto não está apenas na brevidade, mas na forma como nos desinstala. Porque não exige fidelidade nem tempo infinito, mas impõe atenção total. Pede que se pare, que se escute, que se imagine além da última linha. Precisamos disso.
Lê-se um conto numa tarde, mas fica-se com ele durante muito mais tempo. Como se a sua concisão fosse só uma armadilha para nos deixar mais perto daquilo que importa: um olhar mais agudo, uma escuta mais funda, uma presença mais inteira diante da linguagem e do mundo.
Um conto por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Contos de cães e maus lobos

de valter hugo mãe

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04810-3
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: novembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 978972004810315
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Poesia em linhas de prosa

Maria Figueiredo

Senti-me a ondular, brandamente, pela cadência das palavras de "Contos de cães e maus lobos", como de navegasse num mar de poesia cálida. Emocionei-me em mais do que um conto (devo estar a ficar velha), pelo que não destaco nenhum, porque todos têm uma escrita bela, palpável, original. Um livro bonito, graficamente falando, e doce nas suas mensagens. Algo para ler embrulhado numa manta ou à lareira nestes dias de outono-inverno.

Magnífico

Filipa

Foi a minha estreia em contos de valter hugo mãe. Esta obra tem vários contos, todos diferentes e todos escritos com uma beleza singular. É claro que há uns que se destacam mais do que outros ("O menino de água" e "Bibliotecas" são soberbos), mas também estará relacionado com gostos subjectivos. Adorei e certamente vou reler em breve.

Contos de cães e maus lobos

LG

Livro com várias narrativas desenvolvidas com a sensibilidade característica do autor. E como o próprio autor acaba por referir nas notas finais, não deve ser visto como um livro de contos para crianças. Destaque ainda para a edição com excelentes ilustrações.

Contos de cães e maus lobos

Bruno Cardoso

É incrível a mestria como 11 histórias aparentemente tão simples estão tão bem estruturadas. Esta é a prova indiscutível de que Valter Hugo Mãe é neste momento um dos melhores marcos da literatura em Portugal.

Maravilhamento

Isabel Gonçalves

Ouvi na Antena 2, o próprio autor lendo um dos contos do livro e fiquei encantada. Retive a informação do conto estar incluído num livro de contos para crianças e jovens e procurei-o. Quando chegou, precisava escolher 1 conto para ler a crianças de 9 e 10 anos. Confirmei a beleza, a sensibilidade e a força da mensagem do conto que tinha ouvido, lido pelo autor: Modo de amar. Foi maravilhoso perceber que as crianças estavam presas àquelas palavras que iam ouvindo, em silêncio, e que pareciam receber como um presente bonito. Depois li, para mim, devagarinho, todos os contos. Saboreei-os um a um. É uma escrita forte, sensitiva mas simultaneamente leve e que nos faz muito feliz. Bem- hajas Valter Hugo Mãe!

o livro ideal !

isabel carvalho e castro

Adorei estes contos de uma absoluta beleza poética, tão profundamente harmoniosos e tão lntensos ! Mas o mais engraçado foi que depois te o ter lido resolvi oferecê-lo a uma grande amiga que tinha feito 50 anos. Eu também tinha feito 50 anos e ainda não tinhamos estado juntas, nemtrocado prendas. Anteontem encontramo-nos, eu ofereci-lhe este livro e ela...ofereceu-me um igual !!! foi mesmo um tiro certeiro !!!

Brilhante

JALmeida

Valter Hugo Mão é um escritor brilhante, um dos mais marcantes da actualidade. Mais uma vez, neste livro transporta-nos para um mundo mágico, cheio de sentimentos e de transcendental.

Contos de cães e maus lobos

Bruno Cardoso

11 histórias de agarrarem o leitor ao livro. Uma obra fantástica.

Fantástico

Paula Dias da Silva

Desta vez temos, não uma mas, várias estórias de ler e desejar mais.

Contos de lobos bons e cães maus

Antonio Cardoso

Aqui se abraçam a ingenuidade adulta versus responsabilidade adolescente, respirando belíssimos desenhos de permeio.

Para crianças e adultos

Emanuel

O autor, numa nota final, confessa a sua dificuldade ou incapacidade (comprovadamente injustificada nos textos que se acabaram de ler) em escrever, como escrever ou construir (um) o texto que se dirige a crianças. Porém, esta obra não é só nem exclusivamente dirigida a crianças: a lição que em cada conto se descobre é a de uma «(…) felicidade que se pressente pode redimir agruras e falhas.» (p.158).

SOBRE O AUTOR

valter hugo mãe

Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em muitos países.
Autor das obras: O século dos imbecis, Educação da tristeza, Deus na escuridão, As doenças do Brasil, Contra mim (Grande Prémio de Romance e Novela - Associação Portuguesa de Escritores), Homens imprudentemente poéticos, A Desumanização, O filho de mil homens, a máquina de fazer espanhóis (Prémio Oceanos), o apocalipse dos trabalhadores, o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros, As mais belas coisas do mundo, Serei sempre o teu abrigo e A minha mãe é a minha filha.
A sua poesia está reunida no volume publicação da mortalidade. Assina a crónica "Cidadania Impura", na Notícias Magazine. Com exceção da poesia, que tem chancela Assírio & Alvim, toda a sua obra está publicada pela Porto Editora.

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