SINOPSE
A condessa de Pardo Bazán foi uma incansável contista, lembrada muitas vezes como o Guy de Maupassant espanhol — de quem colheu, por certo, uma proveitosa lição oficinal. Não pelo estilo, que é exemplo forte de uma vocação castiça, mas pela «velocidade» e pela arte de saber transformar singelas anedotas da vida real em factos literários. O número dos seus contos ainda hoje não é dado como certo, e a sua biógrafa Eva Acosta chega a supor que, reunidos os ainda dispersos por jornais sul-americanos, poderão chegar a seiscentos.
[…]
Hoje deixou de ser controversa. É considerada uma importante e singular figura das letras espanholas, a dominar a sua corrente realista e no fim da vida a temperá-la com diferenças sopradas pelo modernismo. E se a Corunha lhe fez um monumento vistoso no jardim de Méndez Núñez, em Madrid podemos vê-la ali no centro, na Rua Princesa (aquele prolongamento mais estreito da Gran Vía, a partir da Praça de Espanha), sentada muito branca numa cadeira erguida até ao alto de um pedestal, como a imaginou Rafael Vela del Castillo para a deixar solidamente celebrada no pequeno jardim chamado… claro está… Das Feministas.
Emilia Pardo Bazán, la fea, la gorda, que publicou dois livros — La Cocina Española Antigua e La Cocina Española Moderna — sobre aquilo que a tradição gastronómica do seu país mais valorizava — gostava de comer. Fez-se uma obesa de bom garfo, diabética, e o excesso de glicose no sangue causou-lhe úlceras oculares que complicavam com difíceis contratempos os seus momentos de escrita e de leitura. No dia 12 de Maio de 1921 morreu. Nessa manhã tinha começado a escrever mais uma novela: La Esfinge.
[Aníbal Fernandes]
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Hoje deixou de ser controversa. É considerada uma importante e singular figura das letras espanholas, a dominar a sua corrente realista e no fim da vida a temperá-la com diferenças sopradas pelo modernismo. E se a Corunha lhe fez um monumento vistoso no jardim de Méndez Núñez, em Madrid podemos vê-la ali no centro, na Rua Princesa (aquele prolongamento mais estreito da Gran Vía, a partir da Praça de Espanha), sentada muito branca numa cadeira erguida até ao alto de um pedestal, como a imaginou Rafael Vela del Castillo para a deixar solidamente celebrada no pequeno jardim chamado… claro está… Das Feministas.
Emilia Pardo Bazán, la fea, la gorda, que publicou dois livros — La Cocina Española Antigua e La Cocina Española Moderna — sobre aquilo que a tradição gastronómica do seu país mais valorizava — gostava de comer. Fez-se uma obesa de bom garfo, diabética, e o excesso de glicose no sangue causou-lhe úlceras oculares que complicavam com difíceis contratempos os seus momentos de escrita e de leitura. No dia 12 de Maio de 1921 morreu. Nessa manhã tinha começado a escrever mais uma novela: La Esfinge.
[Aníbal Fernandes]
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898833525 |
| Editor: | Sistema Solar |
| Data de Lançamento: | outubro de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 146 x 204 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Contos
|
| EAN: | 9789898833525 |
OPINIÃO DOS LEITORES
As Fragas Bravas da Galiza
Helena Sérgio
Não conhecia a escritora galega que nos finais do século XIX tão bem deu a conhecer a Galiza rural do seu tempo. Feminista notável, numa época em que essa condição era escândalo, soube descrever, nos seus livros e defender na vida, as mulheres que tão marginalizadas eram. Os seus contos são muito bem escritos. Espero que publiquem mais traduções de muitas das suas obras. A ler.
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