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Os Cavalos de Abdera e Mais Forças Estranhas

de Leopoldo Lugones
Editor: Sistema Solar, setembro de 2017 ‧
15,00€
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Jorge Luis Borges, que o admirava, várias vezes o recordou; escolheu-o para a sua Biblioteca de Babel e depois da sua morte resumiu-o com muita eficiência: «Como o de Quevedo, como o de Joyce, como o de Claudel, o génio de Leopoldo Lugones é fundamentalmente verbal. Não há uma página do seu extenso labor que não possa ler-se em voz alta e não tenha sido escrita em voz alta. Períodos que noutros escritores resultariam ostensivos e artificiais, correspondem nele à plenitude e às amplas evoluções da sua natural entoação.
[…]
Leopoldo Lugones era director da Biblioteca Nacional de Maestros, presidente da Sociedade Argentina de Escritores, e em 1926 […] tinha recebido o Prémio Nacional de Literatura. Mas, indiferente a estes prestígios, recolhia-se numa solidão apenas enfeitada pela sua obra poética (Lunario Sentimental continua inapagável referência para os estudiosos da poesia argentina), por escritos em prosa onde existem ensaios, uma única novela intitulada El Ángel de la Sombra (1926) e contos que chegam a cento e trinta e um, seleccionados por ele próprio para formar La guerra gaucha (1905), Las fuerzas extrañas (1906), Cuentos (1916) e Cuentos fatales (1924), ou conviverem com poemas em Lunario Sentimental (1909) e Filosofícula (1924). [Aníbal Fernandes]

Os Cavalos de Abdera e Mais Forças Estranhas

de Leopoldo Lugones

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898833068
Editor: Sistema Solar
Data de Lançamento: setembro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 207 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789898833068

SOBRE O AUTOR

Leopoldo Lugones

Leopoldo Lugones (Villa de María del Río Seco, 1874 – Buenos Aires, 1938), é autor de vários volumes de prosa, onde se contam romances, ensaios, escritos políticos, peças de teatro e uma importante obra poética, que inicia com a publicação de Las Montañas del Oro, em 1897, e se impõe com Lunario Sentimental, de 1909, Odas Seculares, de 1910, ou, em tom épico, Romancero, de 1924.
Nos seus contos, incluídos nos volumes As Forças Estranhas, de 1906, e Cuentos Fatales, de 1926, expõe a crise de consciência religiosa, o cientificismo ou o elogio do decadentismo de finais do século, convertendo-se no grande precursor da literatura fantástica na Argentina. A par da sua atividade literária, Lugones desempenhou um papel ativo na vida social e política do seu país. Foi diretor, de 1915 até à sua morte, da Biblioteca Nacional de Maestros em Buenos Aires e, em 1928, fundou a Sociedade Argentina de Escritores.
O seu polémico percurso político, de cariz nacionalista, levou-o a tomar posições extremas, primeiro professando o ideal socialista, mais tarde dando o seu apoio ao golpe que, em 1930, instaura uma ditadura no seu país. Viria a falecer suicida.

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