Conta-Corrente - Volume I
1969-1981
SINOPSE
Tal como os grandes diários de autores como Franz Kafka, Lev Tolstoi, Raul Brandão, Miguel Torga, Thomas Mann ou Virginia Woolf, Conta-Corrente não é importante apenas do ponto de vista literário. Pela abundância de pequenas histórias sobre o meio literário e político português da época, bem como pela acuidade, autenticidade e profundidade das suas opiniões, a obra constitui um enorme espólio de testemunhos sobre o seu tempo real.
A sua leitura é uma extraordinária fonte documental para compreender um período tão importante como decisivo na vida da sociedade portuguesa, além de nos dar uma imagem íntima — pessoal, familiar, geracional — de um dos maiores autores portugueses do século XX.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895820627 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | abril de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 243 x 62 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 1168 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Outras Formas Literárias
|
| EAN: | 9789895820627 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Irresistível
Isabel Duarte Pires
Um testemunho que nos chega pelas mãos de um grande autor. O pensar e o sentir de quem viveu aquele tempo, conheceu aquelas figuras e construiu uma imagem de cada uma, de cada acontecimento e situação. É uma leitura fascinante, de uma escrita que não é imparcial e, por isso, mais interessante se torna. Temos as circunstâncias exteriores e o sentir deste autor. Um livro imperdível.
A escrita como lugar de realização do ser humano Vergílio Ferreira
A Manso
Continua o debate em torno da esquerda, de toda a esquerda, a democrática e a autocrática e totalitária, ditatorial, e a direita mais liberal e egoísta. Continua a atenção centrada na filosofia e na atualidade na afirmação do valor da razão critica e fundamentada. Continua a digressão entre o conhecimento, o reconhecimento e o convívio com os intelectuais da sua geração que deriva sempre para a análise seca de um Portugal adiado por amedrontamento daqueles que o constituem, os Portugueses. De maior importância: a escrita como lugar de realização do ser humano Vergílio Ferreira.
Um diário e uma autobiografia
A Manso
O presente volume, o primeiro do diário de Vergílio Ferreira, escritor marcante do século XX, tem, na minha leitura, duas linhas de extrema importância; aquela que se prende com a análise à abertura política encetada por Marcelo Caetano, herdeiro do Estado Novo que não conseguiu ou não quis levar Portugal para a democracia e as apreciações certeiras e desiludidas do autor face aos serventes do regime. De forma desapaixonada, Vergílio Ferreira deixa-nos uma imagem dura das relações e combates dos intelectuais da sua geração que se uniam em fações autodestrutivas daquilo que de melhor cada um ia criando e deixando para a posteridade. Realisticamente estes são apontamentos lídimos para uma crónica do Portugal menor.
Complementaridade documental
Ana Lúcia Loureiro
Mais do que conhecermos o quotidiano do autor, ficamos a conhecer o seu pensamento relativamente a tantos assuntos que com ele se cruzam nesse quotidiano. É, assim, essencial para quem quer conhecer o escritor para lá da sua obra.
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