Constantino, Guardador de Vacas e Sonhos

de Alves Redol

editor: Editorial Caminho
Com doze anos, o Constantino ainda não deitou corpo, mas lá esperteza não lhe falta.
O pior é a escola: gosta mais de andar aos peixes e aos pássaros. E acabou por apanhar uma raposa sem sequer ir à caça. Enquanto guarda as vacas, o Constantino sonha é em ser serralheiro de navios e fazer um barco que o leve até Lisboa.
Amanhã mesmo deita mãos à obra.

Constantino, Guardador de Vacas e Sonhos

de Alves Redol

ISBN: 9789722127776
Editor: Editorial Caminho
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 210 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789722127776
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CONSTANTINO Guardador de Vacas e de Sonhos

Rui Pinto

Alves Redol foi considerado o primeiro escritor neorrealista em Portugal. Os seus romances falam-nos de assuntos e de pessoas reais. Falam-nos de problemas humanos, de gente simples e pobre. Falam-nos de injustiças e desigualdades. Não falam de grandes doenças, epidemias ou pandemias. Neste período de Estado de Emergência, 26 anos depois, reli este romance. Enquanto o relia, foram ficando para trás os momentos que vivemos atualmente. É um ótimo relaxante.

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O miúdo reguila

Fátima Vivas

Adorei esta história. Muito bem escrita. Recordando-nos do que era ser gaiato numa aldeia, em meados do século XX. A leitura da estratégia da vaca, durante uma pamplona, está hilariante. Ouvi os ralhetes da avó. Sofri pelos pintassilgos. Desci o rio naquela jangada. Foi tão refrescante! Uma boa leitura para disponibilizar aos Constantinos de hoje, que, como o da história, não param quietos, e estão sempre preparando uma nova diabrura.

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Pelos sonhos

João Carlos Pereira

Um livro de leitura "obrigatória" no meu quinto ou sexto ano de escolaridade nas aulas de português, que à data e no auge dos meus 11/12 anos me fez tomar o gosto pela leitura. A esse livro perdi-lhe o rasto e passados estes anos a saudade da escrita de Alves Redol fez-me adquiri-lo de novo! Uma leitura para menos novas e novas gerações.

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Os sonhos mantêm-se!

Manuel Vilares

A aquisição deste livro prende-se com a saudade que as aventuras de Constantino me foram deixando ao longo dos anos. Passados quase 40 anos, não resisti em revisitar um livro que li na altura avidamente. Como muitas das suas aventuras me são comuns, foi com renovado prazer que as revivi. Absolutamente delicioso!

Alves Redol

António Alves Redo, Nasceu a 29 de Dezembro de 1911, em Vila FRanca de Xira e faleceu a 29 de Novembro de 1969, em Lisboa.
Romancista e dramaturgo, filho de um pequeno comerciante ribatejano, obteve um curso comercial, conheceu em Angola a pobreza e o desemprego e desenvolveu em Lisboa várias actividades profissionais. Militante do partido comunista e empenhado na luta de resistência ao regime salazarista, compreendeu a literatura como forma de intervenção social, sendo um dos seus primeiros romances, Gaibéus , considerado um dos textos literários fundadores da narrativa neo-realista. Ao longo de uma longa e coerente produção literária, Alves Redol trouxe para o romance personagens, temas e situações, ignorados pela literatura, postura que lhe valeu, simultaneamente, o êxito junto de um grande público e o ataque impiedoso da crítica, que apontava como deficiências de escrita a linguagem simples da sua prosa e o esquematismo das tramas romanescas. Acusações que pareciam corroboradas pela despretensão e modéstia literárias manifestadas pelo autor nas epígrafes das suas obras, como sucede em Gaibéus , precedido do aviso de que "Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem". No prefácio a Barranco de Cegos (Lisboa, 1970), Mário Dionísio compara o destino da obra de Redol ao dos romances de Zola, que ao escolher temas malditos, como o operariado e os conflitos sociais, recebeu durante anos a aversão dos críticos, até ser redescoberto em leituras inovadoras que revelaram a estrutura épica dos seus romances e a reformulação de mitos contemporâneos nessa prosa chocante, intensa, por momentos quase surrealista.

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