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Como Perder Amigos Rapidamente

e aborrecer as pessoas com factos e ciência

de David Marçal
Editor: Gradiva, novembro de 2024 ‧
15,00€
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EM STOCK -
«Portanto, eu não gosto de ter amigos? Será que desenvolvi realmente técnicas apuradas e eficazes para perder amigos rapidamente e aconselho o leitor a seguir o meu brilhante exemplo? Nem por sombras, muito longe disso. Na realidade, com um título irónico, este livro faz parte da minha tentativa de não perder amigos. É uma forma de explanar ponderadamente os meus argumentos, de uma forma cuidada e precisa, evitando o mais possível melindrar pessoas. Sou um grande adepto do dissenso, do confronto de posições contrárias, de modo a conseguirmos encontrar as melhores soluções para os nossos problemas da vida em comum. Para isso, é preciso ir mantendo o diálogo possível, mesmo perante a horda tribalista que procura intimidar usando linguagem desbragada e ameaças de todo o tipo. É necessário que as pessoas que discordam profundamente entre si se possam sentar e falar de modo franco, mas civilizado, sobre quaisquer assuntos que as dividam, mesmo os mais delicados e importantes. Chegado a este ponto, poderia desejar-lhe uma boa leitura. E desejo. Mas, dadas as actuais circunstâncias da nossa vida colectiva, que está extremamente polarizada, talvez votos de boa sorte sejam mais apropriados!».
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Livros para uma noite com os amigos

Associa-se a leitura à solidão, mas, volta e meia, há como usar livros para uma noite divertida com os amigos. Eis alguns exemplos. Murdle #3 São três volumes, e este cheira a novo, com edição de Janeiro de 2025. São 400 páginas de desafios e diversão em simultâneo, que correspondem a 100 novos mistérios. Há instruções simples e, depois, cabe ao grupo de amigos chegar à solução dos enigmas e dos quebra-cabeças. Se nenhum deles chegar lá, que pelo menos não quebrem as cabeças uns aos outros. A coisa vai tão ao detalhe que até dá para ouvir as versões das testemunhas – ou lê-las. Um grupo de amigos junta-se para jantar e, de repente, está ali uma reunião de detetives a sério. Há ainda graus de dificuldade diferentes e, pelo número de leitores, parece que todos são viciantes. O autor é fã de quebra-cabeças e todos os dias, no site Murdle, cria mais alguns – não se percebe como é que, com tanta produção, não quebra a própria cabeça. Caso não se chegue lá, não é preciso lidar com a frustração para sempre: no final do livro (e não digam que fui eu que avisei), estão as soluções. COMPRO NA WOOK! » Preferias… É para crianças, mas também dá para nós. Afinal, um desafio infantil não deixa de ter graça, mais ainda se na companhia de um grupo jeitoso. Como as hipóteses em cima da mesa são quase sempre absurdas, o resultado é sempre engraçado. Ao lado de opções inócuas (ter a pala do Camões ou os óculos de Pessoa), temos algumas que já dão mais em que pensar (ser um ácaro num peluche a comer pó o dia todo ou ser um percevejo a roer os calos dos pés de uma velhota). Talvez seja o livro ideal para se ter numa mesa de amigos, principalmente se houver filhos envolvidos – é livro para agradar a toda a gente, e divertir ao mesmo tempo. Ainda por cima, face a algumas hipóteses, até dá para haver algum contentamento com a vida: é bom não termos mesmo de escolher entre o péssimo e o terrível. Assim como assim, há uns que são de fácil resolução: claro que é melhor saltar à corda com um canguru do que jogar à apanhada com a uma chita. COMPRO NA WOOK! » Carta a um jovem decente Este é diferente. Serve mais para pensar do que para divertir. No livro, Mafalda Anjos reflete sobre os tempos, apontando caminhos para quem lê não se transformar num imbecil. A decência aparece como um fio condutor. O livro parte de cartas que Anjos escreveu aos filhos, em que partilhava experiências e algumas conclusões – mas poucas, interessando-lhe mais perguntar do que concluir. Um grupo de amigos pode sempre questionar a vida e apontar caminhos, numa altura em que, décadas após a Segunda Guerra Mundial, ainda estamos longe de viver sob a paz prometida da União Europeia. À mesa, também se discute política, e criam-se caminhos. Ler o livro em voz alta, e debatê-lo, poderá servir para apimentar as discussões, mas sobretudo para usar a amizade como busca pela decência. Lá para o meio, ainda há alguns testemunhos, de pessoas – como Bernardo Silva, Alexandra Leitão ou Capicua – que respondem à pergunta “O que eu gostaria de ter sabido aos 20 anos?”. É um bom princípio para uma conversa à volta da mesa. COMPRO NA WOOK! » Dragon Ball A minha geração apreciará este. Quantas vezes – admitam-no – qualquer um de nós tentou fundir-se com alguém e virar um imbatível super-guerreiro do espaço? Eu mais do que as que prefiro confessar. Infelizmente, por inaptidão dos outros com quem tentava, nunca consegui. Aqui, seguimos os primeiros passos do maravilhoso Son Goku, que, pequerrucho e amoroso, ainda via sair-lhe das calças uma cauda de macaco. Akira Toriyama deu-nos esta personagem inesquecível, e quem esqueceu detalhes pode lembrá-los agora. Quando Son Goku conhece Bulma, inicia-se a história, com este rapaz de força extraordinária, músculos salientes e coração de manteiga a seguir em busca das sete Bolas de Dragão. E eis-nos – provavelmente outra vez – a ir com eles. O livro, que tem mais bonecos do que diálogo, pode ser visto em grupo – e, a acompanhar, dá para ir espreitando os episódios. Em adulto, ler este livro passa também pela lembrança do que fomos – e quem fomos, se formos da geração dos anos 90, quase de certeza que passou por isto. COMPRO NA WOOK! » Como perder amigos rapidamente Quem pega neste a achar que conseguirá despachar o Zé Manel que nunca mais o largou desde os tempos em que o 7ºE ganhava o campeonato de badminton lá da escola, vai ao engano. O título é irónico, o tom que tem dentro é outro. A ironia, aliás, não surpreenderá quem souber que David Marçal é um dos autores do Inimigo Público. De forma ponderada, este doutorado em bioquímica e ex-jornalista do Público na área da Ciência, provando-se adepto do dissenso, mostra de que formas se deve manter o diálogo mesmo em casos de grupos aparentemente antagónicos. Assim, parte de formas de estragar a conversa de circunstância sobre afirmações como «O mundo está cada vez melhor», usando os factos como arma de destruição massiva do diz-que-disse. A calma, por isso, enfrenta o grupo irracional, o medo, a intimidação, a ameaça. Perante a violência de uma certa argumentação, ou simplesmente de uma certa posição, Marçal convida a uma discussão à mesa. Se o outro lado estiver disposto a falar nos mesmos termos, pode ser que dê para manter relações antigas. COMPRO NA WOOK! »

Como Perder Amigos Rapidamente

e aborrecer as pessoas com factos e ciência

de David Marçal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897853340
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 232 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Exatas e Naturais > Outras Ciências
EAN: 9789897853340

Leitura obrigatória

Rui Antunes

Este livro endereça temas de tal forma importantes que talvez merecesse um título mais sério. É que não é um livro (só) para os curiosos da ciência, mas sim para todos os querem debater temas para além da opinião superficial. Dos vários temas abordados salientaria o conceito da meritocracia, a percepção de que o mundo está pior e a questão das medicinas alternativas. O autor admite que as ideias que transmite baseadas em estudos científicos podem ser polémicas e alvo de discussão... mas fundamentada com factos e não simples crenças. Este livro, que se lê com alguma rapidez, deveria ser de leitura obrigatória para políticos e governantes, para além de todos os que querem elevar qualquer debate de ideias acima da vulgar conversa de café.

SOBRE O AUTOR

David Marçal

Doutorado em Bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa (2008). Foi jornalista de ciência no jornal Público e autor do Inimigo Público. Autor de vários espetáculos de teatro e programas de televisão sobre temas científicos. Coautor, com Carlos Fiolhais, dos livros Darwin aos Tiros e Outras Histórias de Ciência (Gradiva, 2011) e Pipocas com Telemóvel e Outras Histórias de Falsa Ciência (Gradiva, 2012). Coordenador e coautor do livro Toda a Ciência (Menos as Partes Chatas) (Gradiva, 2013). Em 2010 venceu os prémios Químicos Jovens e Ideias Verdes.

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