Prometeu Agrilhoado
Editor:
Tinta da China, fevereiro de 2025 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
SINOPSE
Nesta tragédia atribuída a Ésquilo, sabemos que Prometeu entrega indevidamente o fogo aos mortais, o que lhe vale ser preso a uma rocha, a mando de Zeus, com os grilhões do fabrico de Hefesto.
Mas é difícil decidir se o orgulho, altivez e excesso de Prometeu têm conotação negativa ou positiva ou sequer se este texto deve ser visto nessa lógica binária.
Perante Hermes, que tenta dissuadi-lo da sua atitude, ele afirma energicamente a sua posição, dizendo preferir aquela situação a ser um «criado de Zeus».
O espírito de Prometeu Agrilhoado continua a não ser evidente 26 séculos depois, não obstante o seu primeiro plano na cultura grega e europeia, ao mesmo tempo que não poderia ser mais contemporâneo: com a sua atitude e contra a lei e violência intrínseca da natureza, Prometeu parece reivindicar uma probidade para o saber humano, que, tal como então, conquanto ciente da efemeridade da sua condição e conhecimento, a humanidade continua meticulosamente a construir.
«Apenas 26 séculos antes de nós, independentemente da modelação específica que é dada a este mito por Ésquilo, parece-me bem significativo que, entre os deuses mais antigos, a mitologia grega projecte uma figura sobre a qual impende o que parece ser alguma consciência relativa à fragilidade de todo o saber humano.» — Maria Mafalda Viana, Introdução
Mas é difícil decidir se o orgulho, altivez e excesso de Prometeu têm conotação negativa ou positiva ou sequer se este texto deve ser visto nessa lógica binária.
Perante Hermes, que tenta dissuadi-lo da sua atitude, ele afirma energicamente a sua posição, dizendo preferir aquela situação a ser um «criado de Zeus».
O espírito de Prometeu Agrilhoado continua a não ser evidente 26 séculos depois, não obstante o seu primeiro plano na cultura grega e europeia, ao mesmo tempo que não poderia ser mais contemporâneo: com a sua atitude e contra a lei e violência intrínseca da natureza, Prometeu parece reivindicar uma probidade para o saber humano, que, tal como então, conquanto ciente da efemeridade da sua condição e conhecimento, a humanidade continua meticulosamente a construir.
«Apenas 26 séculos antes de nós, independentemente da modelação específica que é dada a este mito por Ésquilo, parece-me bem significativo que, entre os deuses mais antigos, a mitologia grega projecte uma figura sobre a qual impende o que parece ser alguma consciência relativa à fragilidade de todo o saber humano.» — Maria Mafalda Viana, Introdução
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896719173 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2025 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 129 x 186 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 152 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Teatro (Obra)
|
| EAN: | 9789896719173 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um pioneiro da revolução
Gonçalo Gomes
Um clássico sobre rebeldia e a não conformação com a ideia de destino inevitável, mas também sobre reconciliação, e recuperação de harmonia, ainda que numa geometria diferente, após a perturbação. Tudo isto através da história de como Prometeu, à revelia e para ira de Zeus, ensinou aos mortais os segredos do fogo...
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