Ciranda de Pedra

de Lygia Fagundes Telles
Editor: Editorial Presença, junho de 2008 ‧
Publicado em 1954 no Brasil Ciranda de Pedra junta-se aos livros As Horas Nuas, As Meninas e Verão No Aquário já publicados em Portugal. As histórias de Lygia Fagundes Telles são marcadas por um humanismo exacerbado e sentido familiar. As suas narrativas nascem entre a realidade, os desejos e as inquietações que habitam o ser humano. No clássico Ciranda de Pedra já considerado pelo crítico brasileiro António Cândido de Mello e Souza o marco da maturidade intelectual da autora, assistimos ao universo de Virgínia, uma menina que após a separação dos pais irá dividir o tempo a cargo de cada um, embora com um sentimento de enorme desajuste e inconformismo. Em casa da mãe, um local de pequenas dimensões, terá de saber lidar com a sua doença e aceitar o padrasto como autoridade, assim como Luciana, a governanta. Quando visita o pai, um prestigiado advogado, que ostenta uma mansão, Virgínia apenas se sente feliz junto à ciranda de anões de pedra com uma fonte, local que costuma visitar. Um livro moderno que analisa a tensão familiar, um tema recorrente nas obras da autora.

«Uma grande contista e romancista.»
José Saramago

«Uma escritora da intimidade, com um certo exotismo.»
Eduardo Lourenço

«Uma voz autêntica e com plenitude de talento.»
Mia Couto

Ciranda de Pedra

de Lygia Fagundes Telles

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722339650
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: junho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 231 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722339650

Ciranda de Pedra

Bárbara

Este livro é acessível, rápido de leitura, o seu enredo é cativante e prende o leitor agarrado a estória, à parte de todos estes aspetos ainda é possível retirar dele uma mensagem de moral. Bom livro.

Interessante

Cpinto

Achei a história muito interessante. Trata-se de uma obra de fácil leitura. Por outro lado, a narrativa, por envolver uma forte carga emocional, desperta no leitor um enorme interesse em acompanhar o desenvolvimento da mesma. Recomendo.

Recomendo a leitura deste livro

Rafaela

Este livro revela-nos a história de Virgínia, uma menina com uma infância infeliz que se depara em plena adolescência com um segredo de família. Através de uma leitura bem acessível, a escritora mostra-nos uma realidade atual que atinge os nossos corações, com a qual facilmente nos identificamos.

Obscuridade do Coração

FC

Ciranda de Pedra é um livro que nos faz viver os sentimentos de Virgínia como se fossem nossos. Imprevisivelmente, o enredo não foi maçador, o vocabulário utilizado é bastante acessível e é passada uma mensagem bastante interessante em poucas páginas e com uma claridade impressionante. Na escrita desta obra, Lygia Fagundes Telles esquadrinhou os recantos mais profundos do coração humano, entrando por caminhos complicados e de difícil acesso e compreensão à maior parte das pessoas. Sem dúvida, conseguiu desenvolver os personagens muito bem, embora tenha criado um mundo de desordem e vilões. Querendo ou não dar a conhecer os defeitos das pessoas, a autora podia ter encontrado alguém que apoiasse Virgínia, tal como Daniel. Esse foi o seu verdadeiro erro.

Opinião

Margarida P

No geral, gostei muito, porque através da escrita da autora conseguia sentir o que sentia a nossa Virgínia. Contudo, apesar de ter gostado,esperava outro tipo de final, porque este final em aberto deixou-me a pensar que ficou algo por dizer, dando-me uma sensação de a história ter ficado inacabada.

SOBRE O AUTOR

Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles (1918-2022) é uma das mais importantes ficcionistas da literatura brasileira, tendo-se destacado como romancista, contista e argumentista, áreas em que foi reconhecida com vários prémios ao longo do seu percurso, desde a publicação do primeiro livro de contos — com apenas 20 anos — até à atribuição do Prémio Camões em 2005. Dos vários géneros a que se dedicou, o conto foi sempre enaltecido como aquele em que o seu talento narrativo evidencia o seu fulgor e originalidade. Natural de São Paulo, aí cresceu, estudou, desenvolveu atividade jurídica e dirigiu a Cinemateca Brasileira, sempre de acordo com um firme entendimento interventivo da vida artística e cultural que a terá levado mesmo a projetar um Museu de Literatura Brasileira, com a colaboração dos muitos amigos escritores que sempre a acompanharam. Em 1985, amadrinhada por Rachel de Queiroz, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras. Partilha com Manuel Bandeira o dia de aniversário, 19 de abril. A propósito da feliz coincidência, escreveu o poeta: «Salve o dia 19/ Onde nascemos os dois/ Eu, no século passado/ A Lygia um século depois.»

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