Cinco Pães e Dois Peixes

Do sofrimento do cárcere, um alegre testemunho de fé

de Nguyen Van Thuan
Editor: Paulinas Editora, março de 2009 ‧
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«Honra-me prefaciar a presente edição do livro do card. Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, com quem convivi em Roma na fase final da sua vida. Num belíssimo livro, dirigido aos jovens, ele lega-nos um extraordinário testemunho de fé, de esperança e de amor.
Este texto é uma meditação pessoal do trecho evangélico da Multiplicação dos Pães, no Evangelho de São João (6,5-11). O modesto dom de um jovem - cinco pães e dois peixes - permite que Jesus alimente uma multidão. E esse humilde gesto transforma-se em símbolo vigoroso de um testemunho de vida cristã: o do próprio autor, prisioneiro durante treze anos no Vietname, que oferece tudo o que tem para que, através dele, o Senhor possa operar maravilhas»
(Cardeal José Saraiva Martins, in Prefácio à Edição Portuguesa)

Cinco Pães e Dois Peixes

Do sofrimento do cárcere, um alegre testemunho de fé

de Nguyen Van Thuan

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727519774
Editor: Paulinas Editora
Data de Lançamento: março de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 124 x 177 x 6 mm
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Horizontes de Luz
Classificação Temática: Livros em Português > Religião e Moral > Catolicismo
EAN: 5603658111118

SOBRE O AUTOR

Nguyen Van Thuan

A vida do Cardeal Van Thuan é uma história que se cruza com o sofrimento da sua família e da sua pátria. Natural do Vietname, a sua família vivia nas orlas do poder, mas rápido passou a ser perseguida. Um dos tios, Diem, é desafiado por diversas vezes para assumir o poder, como primeiro-ministro, que exerce como um serviço à sua pátria. Mas logo será morto, como outros familiares de Van Thuan. Viveu 13 anos em cativeiro. Bispo, mas impedido de exercer. Nomeado para Bispo Coadjutor de Saigão, com direito à sucessão, é impedido de assumir, até ao fim da vida. Prisioneiro, primeiro, e depois exilado, ainda que com a nuance que podia voltar ao Vietname. O regime comunista tudo fez para o silenciar, para o esquecer, para que as pessoas o esquecessem. Mesmo depois de o libertarem aconselham-no a tirar férias no Vaticano, a trabalhar na Santa Sé, de modo a não assumir nenhum cargo na hierarquia da Igreja vietnamita.
Por onde passou deixou um raio de esperança, de fé, de confiança em Deus. Esta obra, em jeito de biografia, narra a sua vida, a história que o levaria ao sacerdócio e ao episcopado, os sofrimentos a que esteve sujeito no cativeiro, até se tornar Presidente do Concelho Pontifício para Justiça e Paz, e depois feito Cardeal por Papa João Paulo II.
Nasceu em 17 de abril de 1928 e viria a falecer em 16 de setembro de 2002. Partilhamos as palavras de João Paulo II no seu funeral:
"Nos últimos dias, quando já não conseguia falar, fixava o olhar no crucifixo que tinha diante de si. Rezava em silêncio, enquanto consumava o seu último sacrifício, coroando uma vida marcada pela heroica configuração com Cristo na cruz.
Agora que o Senhor o pôs à prova, como «ouro no cadinho», e o aceitou como «oferta queimada em sacrifício» podemos afirmar com toda a verdade que «a sua esperança estava cheia de imortalidade» (cf. Sb 3, 4-5). estava cheia de Cristo, vida e ressurreição de todos os que confiam nele.
Tal como a sua vida, a morte do Cardeal Van Thuan também foi, de facto, um verdadeiro testemunho de esperança. Possa o seu legado espiritual, como a sua esperança, ser «cheio de imortalidade».
Ele deixa-nos, mas o seu exemplo permanece. A fé garante-nos que ele não morreu: apenas entrou no dia eterno, aquele dia que não conhece ocaso".

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