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Céu de Lisboa

de Simão dos Reis
Editor: Edições Colibri, fevereiro de 2022 ‧
12,00€
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Segundo o dicionário, em teatro chama-se pano de fundo à tela situada ao fundo do palco e que funciona como complemento cenográfico. Ou seja, a tela diante da qual decorre toda a acção da peça e onde deambulam os actores e as actrizes, as diferentes personagens criadas e quaisquer outros intervenientes em cena. Em Céu de Lisboa a cidade é o pano de fundo de um conjunto de contos, de pequenas histórias, onde Lisboa surge de várias formas: mais real, mais irreal, mais ficcionada, mais fantasiada e mais irreconhecível. Por outras palavras, e mais que um pano de fundo ou cenário de teatro, Lisboa é sobretudo a motivação para uma escrita pessoal e talvez inquieta - a escrita de um dos seus habitantes e amantes.

A minha imagem de um mártir real tropeçou, e ficou encalhada, nos desaires do infante D. Fernando, da dinastia de Avis, em Fez. Esse sim, era um mártir respeitável, aprisionado em batalha contra inimigos da fé, de espada na mão, e penando o resto dos seus dias na enxovia - palavra usada aqui como sinónimo de cárcere - em cativeiro norte-africano, nunca redimido, e acabando por morrer abandonado pela família e pela pátria, em 1443. Ignoro se, no seu caso, faria muito sentido a distinção - depois tornada corrente - entre família e pátria.

Céu de Lisboa

de Simão dos Reis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895661633
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: fevereiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 212 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 130
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789895661633

SOBRE O AUTOR

Simão dos Reis

Médico especializado em Patologia Clínica, tem uma relação continuada com o teatro e com o cinema: Curso de Imagem da Escola Superior de Cinema (Lisboa), estágios e workshops de direção de atores e de encenação. Participou, como assistente de encenação em espetáculos baseados em textos de Shakespeare e Tchekov, e encenou um texto de sua autoria, As Salas Bonfatti. No cinema, colaborou em diversos projetos cinematográficos de Rosa Coutinho Cabral, sobretudo como coargumentista: Cães sem Coleira, Serenidade, entre outros, e foi coargumentista e corealizador de A Sétima Letra, filme que representou Portugal no Festival de Locarno em 1989. Publicou em 2020 na Companhia das Ilhas a coletânea de contos Ilhas Imateriais. Nas Edições Colibri, a coletânia Céu de Lisboa (2022).

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