A Casa Quieta

de Rodrigo Guedes de Carvalho
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, maio de 2005 ‧
«Quero acreditar que já não estarias em casa por alturas em que cheguei mas não sei dizer. A verdade é que não te procurei. Mais uma vez. Penso que fiz as coisas do costume, penso hoje quando penso nisso que fiz as coisas do costume, terei deixado o sobretudo ao acaso, abri o frigorífico fechei abri uma outra vez, sem saber bem o que procuro, acontece-me quase sempre. As coisas do costume. Vagueei sem saber bem, o sobretudo caído alguém há-de arrumar, tu tratas disso. Do frigorífico abro fecho abro outra vez, quero pouco, não sei que quero, deixei de beber prometi-te acho que te prometi, não sei que beba.»

«Segundo romance da lavra de Rodrigo Guedes de Carvalho. Um livro assombroso no modo como trata a palavra enquanto objecto estético e também desarmante em matéria de emoções. Não há que ter medo das palavras, temos Escritor com maiúscula!»
PTN, Magazine Artes, Julho/Agosto 2005

«Um belo romance, este de Rodrigo Guedes de Carvalho. Um texto imaginativo, elaborado, que se percebe ser escrito com gosto e problematizado com pensamento vigilante, ligado ao quotidiano por vivências e emoções que revelam a intimidade preciosa do sentir possível a cada um de nós. (...) Rodrigo Guedes de Carvalho surge verdadeiramente como um romancista, encadeia intrigas, entrelaça histórias, exibe um ateia de ficção coesa e intrigante mas com uma simplicidade que seduz o leitor.»
Maria Alzira Seixo, Jornal de Letras, 30 Agosto de 2005

A Casa Quieta

de Rodrigo Guedes de Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722037006
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: maio de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 236 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 264
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722037006
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Boa estória

MC

História bem desenvolvida, coerente, e de fácil leitura, a que aliás o autor já nos habituou.

Leitura nada quieta!

susana rodrigues

Cada uma das personagens é vivida por dentro, descrita através dos seus pensamentos, dos monólogos internos ou por vezes imaginados com interlocutores em silêncio. Rodrigo Guedes de Carvalho desenrola a narrativa por meio de uma escrita dinâmica, profundamente respirada, de vez em quando sôfrega (quase nos cansamos). Personagens que, quanto a mim, são um reflexo perfeito de algumas realidades. A narrativa está organizada em recuos e avanços no tempo que nos revelam de modo pulsante a involução (ou evolução) da história. É um livro maravilhoso!

Extraordinário

Patrícia Mendes

Um livro fascinante, com uma trama envolvente, mas sobretudo escrito com uma linguagem tão própria, ora doce e suave, ora cruel e real. Rodrigo Guedes de Carvalho é um escritor fabuloso que tem o dom da palavra, que nos fascina com a sua escrita, mais do que com a história em si, prende-nos pela linguagem, pela escrita. "A casa quieta" faz-nos pensar no poder da família e de como a nossa vida é pequenina... Um escritor fabuloso, um livro simplesmente extraordinário.

Brilhante.

Inês Mansilhas

Este livro é fenomenal. Tem uma escrita e uma trama extremamente envolvente. Personagens ricos. Tem temas bastante interessantes. Adorei. Recomendo vivamente este livro.

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rodrigo Guedes de Carvalho nasceu em 1963, no Porto.
Estreou-se na ficção com o romance Daqui a Nada (1992), vencedor do Prémio Jovens Talentos da ONU. Seguiram-se-lhe A Casa Quieta (2005), Mulher em Branco (2006), Canário (2007), O Pianista de Hotel (2017) – Prémio Autores SPA Melhor Livro de Ficção Narrativa 2018 –, Jogos de Raiva (2018), Margarida Espantada (2020), Cuidado com o Cão (2022), As Cinco Mães de Serafim (2023) – semifinalista do Prémio Oceanos 2024 – e Matarás Um Culpado e Dois Inocentes (2024).
Elogiado pela crítica, foi considerado uma das vozes mais importantes da nova literatura portuguesa.
É autor dos argumentos cinematográficos de Coisa Ruim (Filme de Abertura do Fantasporto 2006) e Entre os Dedos (2009), e também da peça de teatro Os Pés no Arame (2002).
O Meu Primeiro Apocalipse é o seu décimo primeiro romance.

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