Carta sobre a Tolerância
SINOPSE
Em 1686, este conceito filosófico de tolerância, assume um corpo bem sólido, na tentativa de resolver um conflito geral sobre: diferenças sociais, culturais, civilizacionais, étnicas ou religiosas, enfim entre os limites das identidades e fronteiras individuais ou colectivas.
Foram estas suas ideias que conduziram o Parlamento de Londres a aprovar o Acto da Tolerância, de 1689, autorizando a liberdade de culto aos não-conformistas, mesmo que com uma série de reparos ou objecções, ainda assim esse conceito de tolerância abriu o caminho para a «maravilha política» do século XVIII, que foi a instauração do Estado Secular e o direito à Liberdade Religiosa, primeiro nos Estados Unidos da América, pela constituição de 1787, e logo de seguida em França através da Constituição de 1791. Três séculos depois, a questão essencial da tolerância continua «estranhamente» bem viva, permitindo-nos a pergunta básica: como conviver com a diferença, neste mundo cada vez mais marcado por conflitos de vária ordem?
A resposta reflexiva é-nos dada pelo ilustre John Locke:
«Liberdade absoluta, liberdade justa e verdadeira, liberdade equitativa e imparcial é aquilo de que estamos necessitados. Todavia, apesar de sobre isto muito se ter falado, duvido que tal tenha sido bem compreendido; tenho a certeza que não é de forma alguma praticado, quer pelos nossos governantes em relação ao povo em geral, quer por qualquer das partes do povo em conflito umas com as outras.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897090646 |
| Editor: | Padrões Culturais |
| Data de Lançamento: | junho de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 136 x 200 x 4 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 112 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Sociologia
|
| EAN: | 9789897090646 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Excelente texto sobre tolerância e a separação de Estado e Igreja (Religião)
Luís Gonçalves
Texto de enorme valor (de um homem de enorme valor) sobre a tolerância e a separação de Estado e Igreja (Religião). Aborda a responsabilidade e a esfera de actuação de cada um destes. A única "falha" é quando menciona os ateus, os quais não merecem confiança, mas obviamente que contextualizando à época é mais que compreensível esta posição (ainda hoje isto ocorre). Basicamente, alguém que não é religioso (das mais variadas crenças, pagãs incluídas), será alguém que não acredita em nada e por isso não possui uma base moral, logo não será uma pessoa em quem se possa confiar.
Suberbo como sempre
José Real
Já habituado a este filósofo, livro 5* para entender os fundamentos da atual sociedade civil
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