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Carta sobre a Tolerância

de John Locke
Editor: Padrões Culturais, junho de 2014 ‧
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Os méritos políticos de John Locke são notáveis pois foi ele, ao mesmo tempo, o grande teórico da democracia, o pregador da tolerância e um profeta da separação entre Estado e Igreja. Locke defende nesta carta que as ações dos cidadãos, principalmente as religiosas, devem ser defendidas pelo Estado, desde que essas ações não contrariem a função principal do Estado - defender a vida, a liberdade e a propriedade. A reivindicação por tolerância baseia-se, no direito natural à liberdade, o que tem como pressuposto a separação entre Estado e Igreja.

Em 1686, este conceito filosófico de tolerância, assume um corpo bem sólido, na tentativa de resolver um conflito geral sobre: diferenças sociais, culturais, civilizacionais, étnicas ou religiosas, enfim entre os limites das identidades e fronteiras individuais ou colectivas.

Foram estas suas ideias que conduziram o Parlamento de Londres a aprovar o Acto da Tolerância, de 1689, autorizando a liberdade de culto aos não-conformistas, mesmo que com uma série de reparos ou objecções, ainda assim esse conceito de tolerância abriu o caminho para a «maravilha política» do século XVIII, que foi a instauração do Estado Secular e o direito à Liberdade Religiosa, primeiro nos Estados Unidos da América, pela constituição de 1787, e logo de seguida em França através da Constituição de 1791. Três séculos depois, a questão essencial da tolerância continua «estranhamente» bem viva, permitindo-nos a pergunta básica: como conviver com a diferença, neste mundo cada vez mais marcado por conflitos de vária ordem?
A resposta reflexiva é-nos dada pelo ilustre John Locke:
«Liberdade absoluta, liberdade justa e verdadeira, liberdade equitativa e imparcial é aquilo de que estamos necessitados. Todavia, apesar de sobre isto muito se ter falado, duvido que tal tenha sido bem compreendido; tenho a certeza que não é de forma alguma praticado, quer pelos nossos governantes em relação ao povo em geral, quer por qualquer das partes do povo em conflito umas com as outras.»

Carta sobre a Tolerância

de John Locke

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897090646
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: junho de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 200 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Sociologia
EAN: 9789897090646

Excelente texto sobre tolerância e a separação de Estado e Igreja (Religião)

Luís Gonçalves

Texto de enorme valor (de um homem de enorme valor) sobre a tolerância e a separação de Estado e Igreja (Religião). Aborda a responsabilidade e a esfera de actuação de cada um destes. A única "falha" é quando menciona os ateus, os quais não merecem confiança, mas obviamente que contextualizando à época é mais que compreensível esta posição (ainda hoje isto ocorre). Basicamente, alguém que não é religioso (das mais variadas crenças, pagãs incluídas), será alguém que não acredita em nada e por isso não possui uma base moral, logo não será uma pessoa em quem se possa confiar.

Suberbo como sempre

José Real

Já habituado a este filósofo, livro 5* para entender os fundamentos da atual sociedade civil

SOBRE O AUTOR

John Locke

John Locke (1632-1704) é um dos maiores filósofos de língua inglesa. Fundamentalmente preocupado com problemas de ordem gnosiológica, como era comum nos pensadores da época, as suas investigações situaram-se porém no âmbito das ciências humanas, e não na física e matemática como era então corrente.

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