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Carta ao Pai

de Franz Kafka
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2004 ‧
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«Claro que não quero dizer que aquilo que sou se deve apenas à tua influência. Seria um grande exagero (e eu até tenho tendência para estes exageros). É bem possível que, mesmo se tivesse crescido completamente fora da tua influência, não conseguisse vir a ser um indivíduo a teu contento. Ter-me-ia tornado, talvez, um indivíduo mais fraco, mais ansioso, mais indeciso, mais inquieto, nem um Robert Kafka, nem um Karl Hermann, mas um ser completamente diferente daquilo que sou, e teríamos conseguido darmo-nos às mil maravilhas. Ter-me-ia sentido feliz por te ter como amigo, chefe, tio, avô, e até mesmo (se bem que com alguma reserva) como sogro. Só que como pai foste forte de mais para mim, sobretudo atendendo a que os meus irmãos morreram de tenra idade, e que só muito mais tarde viriam as minhas irmãs, pelo que tive de aguentar o primeiro embate completamente sozinho, sendo eu fraco de mais para isso.»

Carta ao Pai

de Franz Kafka

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727087754
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 207 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789727087754

Carta ao Pai por Kafka

Vera Oliveira

Um testemunho d vida muito sofrido mas deveras emocionante!!

Kafka não ficcionado

Ricardo Coelho

Um livro essencial para os apreciadores da obra de Kafka. Um texto escrito na primeira pessoa na forma de carta a enviar ao seu pai. A carta nunca seguiu, no entanto, este documento ajuda-nos a decifrar muito sobre a vida pessoal de kafka, a sua educação, o seu crescimento, sobretudo na óptica da sua relação (marcante) com o seu pai. Recomendo a quem quiser conhecer mais a fundo o autor.

SOBRE O AUTOR

Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, no seio de uma família da pequena burguesia judia de expressão alemã. Começou a escrever os seus primeiros textos em 1904. Em 1906, terminou os seus estudos universitários, doutorando-se em Direito. Em vida, publicou apenas sete pequenos livros e alguns textos em revistas. De entre estes livrinhos e textos, destaca-se A Metamorfose, que veio a lume em 1915. Esta pequena novela viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência. A 3 de junho de 1924, não resistindo à tuberculose diagnosticada em 1917, morre em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários, que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927), a que se seguiram volumes com contos, cartas e diários. A sua obra, centrada no homem solitário moderno, refém de uma vida absurda, tornar-se-ia uma das mais influentes do mundo literário do século xx.

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