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Candeia Coração

Contos Escolhidos

de Banu Mushtaq
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2025 ‧
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Nos doze contos de Candeia Coração, Banu Mushtaq capta com mestria o quotidiano de mulheres e raparigas de comunidades muçulmanas do sul da Índia. Publicadas originalmente na língua canaresa entre 1990 e 2023, e elogiadas pelo seu humor subtil, estas representações das tensões familiares e comunitárias demonstram os muitos anos de trabalho de Mushtaq como jornalista e advogada, durante os quais defendeu os direitos das mulheres e se opôs a todas as formas de opressão de casta e religião.

Recorrendo a um estilo coloquial, comovente e implacável, é nas suas personagens — as crianças, as avós audaciosas, os maulvis e irmãos fanfarrões, os maridos frequentemente desastrados e, sobretudo, as mães, que a grande custo sobrevivem aos próprios sentimentos — que Mushtaq se revela uma observadora excecional da natureza humana, construindo vertigens emocionais a partir de uma poderosa linguagem oral.

«Este livro reconduz-nos aos grandes prazeres da leitura: uma narrativa sólida, personagens inesquecíveis, diálogos vivos, tensões latentes e surpresas constantes. De aparência simples, estas histórias transportam um enorme peso emocional, moral e sociopolítico, convidando-nos a olhar de forma mais profunda.» [Júri do International Booker Prize 2025]

«Intenso, fantasmagórico e inclassificável.» [Times Literary Supplement]

Candeia Coração

Contos Escolhidos

de Banu Mushtaq

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897836510
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789897836510

Candeia Coração

SM

Livro escrito por uma indiana, Banu Mushtaq, advogada e ativista pelos direitos humanos , que lhe valeu o Prémio do International Booker Prize de 2025. Os vários contos presentes no livro Candeia Coração, o título é belíssimo, passam-se no espaço familiar e comunitário do sul da Índia e acompanham os dilemas e as tensões emocionais , as assimetrias provocadas pela classe social e pelas castas, e por se ser mulher numa sociedade conservadora, que continua a oprimi-la pelo simples detalhe de ser mulher. Os contos são tocantes, intensos como as mulheres que os protagonizam - personagens de livro tiradas da vida real.

Simples mas que esconde tudo o que é dificil de sentir

Nuno Carvalho

Candeia Coração acompanha uma narrativa íntima sobre relações, emoções e os conflitos silenciosos que carregamos. A história não se foca em grandes reviravoltas, mas sim nos detalhes do quotidiano — pensamentos, memórias e sentimentos que vão sendo revelados aos poucos. O livro está organizado de forma fluida, quase como fragmentos ou reflexões, o que torna a leitura rápida mas emocionalmente densa. Encontras momentos de introspeção, dúvidas, ligações humanas imperfeitas e aquela sensação constante de algo por resolver. Não é uma leitura para quem procura ação, é para quem quer sentir, reconhecer-se e, talvez, ficar a pensar mesmo depois de fechar o livro.

Distantes realidades

Ler, um prazer adquirido

Doze contos que retratam uma realidade do sul da Índia muçulmana que relega as mulheres como subordinadas aos homens, seja o pai, marido ou filho, vitimas muitas vezes de maus tratos, violência e fome. O quotidiano de mulheres e raparigas destas comunidades é tão ativo e dinâmico com outros familiares, que interagem proximamente numa hierarquia que, nos parece estranha mas respeita os seus valores e cultura e que, nos deixam pasmos. A circuncisão, por exemplo, por decisão do chefe de família num ritual que pode ser alargado a crianças mais pobres e com diferentes tratamentos. Desigualdades. Candeia coração é o sexto conto. Um conto comovente.

SOBRE O AUTOR

Banu Mushtaq

Banu Mushtaq é escritora, ativista e advogada no estado de Karnataka, no sul da Índia. Começou a escrever nos progressistas círculos literários de protesto do sudoeste da Índia nas décadas de 1970 e 1980. O movimento Bandaya Sahitya, crítico dos sistemas de casta e classe, deu origem a influentes escritores dalit e muçulmanos, entre os quais Mushtaq foi uma das poucas mulheres.
É autora de seis coletâneas de contos, um romance, um livro de ensaios e uma antologia de poesia. Escreve em canarês e recebeu os prémios literários mais importantes da Índia, incluindo o Karnataka Sahitya Academy Award e o Daana Chintamani Attimabbe Award.

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