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Cadernos da Casa Morta

de Fiódor Dostoiévski
Editor: Editorial Presença, maio de 2022 ‧
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Publicado pela primeira vez entre 1860 e 1862, Cadernos da Casa Morta reflete uma realidade dantesca, em que presos políticos, prisioneiros de guerra e presos de delito comum vivem lado a lado com homens que perpetraram crimes hediondos.

É um mundo absolutamente à parte, com regras próprias, onde o quotidiano se reparte entre trabalhos forçados, castigos sádicos, miséria, mercado negro, álcool e pequenos expedientes de que os prisioneiros se servem, não só para sobreviverem, mas para alimentarem a ilusão de liberdade.

Cadernos da Casa Morta

de Fiódor Dostoiévski

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722368988
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 233 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Fiódor Dostoiévski
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722368988

SOBRE O AUTOR

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.

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