10% de desconto

Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo
Editor: Editorial Caminho, setembro de 2015 ‧
12,90€
10% DESCONTO CARTÃO
«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português.
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.» Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»

  «Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros?
A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»
  José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»
HistóriasVerídicas_wookacontece 640.jpg

Baseado numa História Verídica

Muitos escritores sentem a necessidade de olhar para trás, confrontar a infância, os lugares de origem, os traumas, os afetos e as ruturas que moldaram as suas vidas. Usar matéria autobiográfica como base para a escrita, longe de ser apenas um exercício de narcisismo, pode transformar-se numa ferramenta poderosa para entender o presente e, por vezes, reinventá-lo. Também para os leitores, o acesso a esses detalhes pessoais ultrapassa a simples curiosidade e é uma ponte que permite compreender melhor as motivações, os temas recorrentes e as escolhas do escritor, criando uma conexão mais profunda com a obra. Uma Educação, de Tara Westover Uma Educação é um mergulho brutal e luminoso numa infância à margem do sistema. Tara Westover nasceu nos anos 80, numa família mórmon radical, nos confins das montanhas de Idaho, onde a escola, os médicos e o governo eram vistos como inimigos. Viveu durante anos sem certidões, vacinas e aulas porque os pais acreditavam que a vida se resumia a trabalho árduo e cumprimento da doutrina religiosa. Mas Tara, ainda adolescente, descobre nos livros e no desejo de aprender uma saída para uma vida que parecia pré-determinada, e inicia uma longa travessia que culmina no acesso à universidade, onde é confrontada não apenas com o mundo exterior, muito diferente daquele que lhe foi apresentado pelos pais, como com a sua própria identidade, que entra em rutura. Este livro é um testemunho pungente acerca do processo doloroso e difícil de desaprender medos, e um relato corajoso de como a educação pode ser um ato de sobrevivência e, acima de tudo, de libertação do ser em relação ao meio que o sufoca. COMPRO NA WOOK! » Viver para Contá-la, de Gabriel García Márquez Gabriel García Márquez foi o vencedor do Prémio Nobel da Literatura, em 1982, e deu a conhecer ao mundo um género literário que ele ajudou a criar. O realismo mágico revolucionou a literatura da América Latina e continua, até hoje, a ser uma característica vincada da produção literária dessas latitudes. O seu impacto deixou um lastro que tem vindo a inspirar autores das mais diversas geografias, como é o caso de Murakami, Salman Rushdie, Can Xue e, numa dimensão diferente, Mia Couto. É óbvia a influência de Juan Rulfo na escrita de Márquez, especialmente na forma como ambos criam narrativas que dilatam os limites da verosimilhança e integram elementos do folclore e da magia popular.
Mas a vida de Gabo foi uma tempestade perfeita de histórias à espera de um escritor que as contasse da melhor forma, e ao lermos Viver para Contá-la, a sua autobiografia, tomamos consciência disso. No livro, o autor de O Amor nos Tempos de Cólera escreve sobre a infância passada em casa dos avós, em Aracataca, povoação que serviria mais tarde de modelo para a criação de Macondo, centro da narrativa de Cem Anos de Solidão; sobre o surgimento da sua vocação literária, as visões políticas e relações pessoais que teve durante a vida. Nesta obra, é fácil fazer paralelismos entre realidade e ficção, e conseguimos perceber de que forma factos verídicos interferem na escrita e passam, depois de absorvidos, a fazer parte de um universo inventado. COMPRO NA WOOK! » O Mundo de Ontem – Recordações de um europeu, de Stefan Zweig Stefan Zweig, escritor austríaco do século XX, viu ruir a Europa em que acreditava, um continente de progresso, cultura e liberdade, com a ascensão de Hitler e de outros regimes totalitários. Ao longo das páginas de O Mundo de Ontem, assistimos à fuga física e sentimental de um homem desiludido e fragilizado. Inicialmente, foge para Inglaterra, mas ao aperceber-se da escalada de Hitler por todo o continente, decide exilar-se no Brasil, que ele acreditava ser o país do futuro. Mais do que um relato histórico e social, este livro é uma carta de amor a um tempo e a um espaço que já não existem. A escrita nostálgica e melancólica do autor de Amok e Novela de Xadrez ajuda-o a narrar o progressivo colapso de um mundo que parecia eterno e imperturbável. Zweig nunca mais voltou à Europa e acabou por suicidar-se no Brasil, convencido de que a barbárie, o medo, os nacionalismos e o ódio tinham triunfado sobre os ideais de liberdade e solidariedade entre os povos. Esta obra, publicada em 1942, continua cada vez mais atual. COMPRO NA WOOK! » Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo Antes de se lançar no universo ficcional com A Gorda (2016) e Um Cão no Meio do Caminho (2022), Isabela Figueiredo escreveu Caderno de Memórias Coloniais (2009), um testemunho íntimo e cru sobre o fim do colonialismo português em Moçambique e consequente regresso de milhares de famílias para Portugal. Os vários textos que compõem este caderno são um ajuste de contas com o passado, com a infância e com o silêncio que pautou muitos momentos da vida de Isabela, que regressa a Portugal, no pós-25 de Abril, bastante jovem, e encontra um país que proclama mais liberdade e igualdade, uma realidade muito diferente daquela a que estava habituada em Moçambique, num meio carregado de racismo, sexismo e violência normalizada contra o povo africano. A autora sofre também com a ideia que a sociedade portuguesa tem dos retornados, os «portugueses de segunda». Sem medo de chocar, Isabela Figueiredo decide contar episódios da sua vida e da sua relação familiar com uma sinceridade desconcertante. COMPRO NA WOOK! » Relatório do Interior, de Paul Auster Paul Auster tem uma bibliografia extensa que não se limita à ficção. Muitos dos seus livros centram-se na sua própria vida, com destaque para os anos de formação, a educação e episódios que ajudam a compreender aspetos fundamentais da escrita do autor de Timbuktu, bem como os temas presentes nos seus romances. De todos os livros de pendor mais autobiográfico, Relatório do Interior (2013) é o mais intimista e honesto. Narrado sobretudo na segunda pessoa do singular, cria um diálogo interessante e inovador entre o narrador e o personagem da ação que, sendo a mesma pessoa, é observado com a distância crítica de quem se interroga a si próprio. Em vez de se concentrar nos grandes acontecimentos da sua vida, já explorados em Diário de Inverno, publicado no ano anterior, Auster explora as pequenas experiências formativas, as emoções difusas da infância e os momentos de revelação que moldaram a sua maneira de ser. O resultado é uma obra comovente e subtil, onde a memória não serve apenas para recordar, mas também para compreender o modo como o interior de um homem, e de um escritor, se constrói. COMPRO NA WOOK! »

Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722127585
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: setembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 137 x 210 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722127585

CADERNOS DE MEMÓRIAS COLONIAIS.

Helder Almeida/ Oficial da Marinha Mercante

É isso Isabella: "viver para contá-la"...COM HONESTIDADE. Factos são factos. Eu não vivi lá; mas andei por lá vários anos antes de 1974, observei, vivenciei no meu local de trabalho e ouvi muito de pessoas honestas. O seu livro de memórias vem confirmar tudo o que eu via e/ou ouvia/lia. Nota: descobri a Isabel pelas suas crónicas no Expresso e... "não mais a "larguei".

Viagens...

Maria Sobral Velez

Uma viagem à história do colonialismo português: o que é ser “branco de primeira”; o que é ser “branco de segunda” o que é ser “preto”… Uma viagem ao conflito afetivo de uma menina que adora o pai, um homem racista que lhe causa horror. Uma viagem feita por tantos que, após a independência das colónias, se sentiram prisioneiros do rótulo de “retornados"

E eu achar que já tinha lido o melhor da Isabela Figueiredo...

TeresaC

Não vivi nesta época. As colónias e a descolonização não fazem parte da minha história familiar, e o que sei é só o que fui ouvindo aqui e ali não me permitindo formular juízos de valor... tudo é demasiado grande e complexo. Mas senti o soco no estômago. Se o senti!! E a dor de quem se sente (ainda) longe de casa, não pertencendo a sítio algum, de quem com toda a sua força de carácter se permitiu construir as suas próprias ideias e ideais, de quem amou (e ama) um pai que era tudo, o que admirava e repudiava, e a quem sente ter moralmente traído. Esta minha viagem foi como a de alguém que andou à boleia e só viu passar a banda, lá ao longe, e nem imagino como será a de quem a faz levando na bagagem memórias e vivências em África, tendo vindo ou voltado de forma forçada para Portugal. Para sempre a saudade de uma terra... Mas este livro é muito mais do que isso, é o amor profundo e desmedido entre uma eterna menina e o seu pai, sobre o alcançar de uma paz interior, e é, sobretudo, um livro extraordinário (e muito, mas muito bem escrito).

para enriquecer a nossa noção de descolonização

tf

Obra muito importante para repensar a presença portuguesa nas ex-colónias. Pensar o que era alguém integrado ou assimilado e também sobre o que foi a acção do homem branco nestes países. Um livro de uma autora contemporânea que enrique qualquer leitor.

Racismo . Colonialismo .

João Calais Carreira

Acabei de ler em 03.03.2024 . Desconhecia a autora em absoluto ( minha mulher , lia -por lhe ter sido oferecido :"Um cão no meio do caminho " -o que me fez despertar o saber mais coisas da Isabela Figueiredo ) . Encomendei na Wook e li de "rajada " o "Caderno ... ... .... " . Surpreendente , no mínimo ! Um "tratado sobre o que muitos (NÃO ) dizem e que a autora explora até ao tutano . Nada fica por dizer (escrever ) . Concorde-se (ou não ) / goste-se (ou não ) / reconheça-se ( ou não ) há que louvar a mínucia , o destemor , a crueza , a (s ) evidência (s ) , de um drama sem fim à vista : o Racismo !! ( e que ela viveu para nos ... contar . )

Muito bom

N.A

é um dos melhores livros sobre este período da nossa história, a par do Retorno da Dulce Maria Cardoso. altamente aconselhável!

Retrato da ordem colonial em Moçambique

Maria

Um mergulho no passado colonial português em Moçambique através dos olhos da autora enquanto criança. Uma visão invulgar, crua, por vezes desconcertante, que nos transporta para uma realidade marcada pela violência, o racismo, o machismo.

Um outro olhar

SMC

O Império Colonial Português visto pelos olhos de uma geração mais nova, um olhar que concorre com uma outra visão mais idílica da realidade, veiculada pelos que a precedem. Muito interessante.

História Viva

José A. Romo

Dou aulas de português em Espanha; mas dar aulas de português é dar a conhecer a língua e não só; também pela cultura, pela História de um povo , se conhece a língua de esse povo, e este livro é História recente desse povo e é História viva, História contada por alguém que viveu essa história de primeira mão... Imprescindível para quem quer conhecer a História recente de Portugal e o presente do país.

Os retornados e a visão do que para trás ficou

dcm

Agarrei-me a este livro desde o momento em que o comecei a ler. A Isabela Figueiredo tem esse poder. Uma visão sobre a GC que não se encontra muito na literatura portuguesa. Ao longo dos 40 a poucos textos que compõem o caderno, a Isabela faz um relato da sua vida enquanto morou em Lourenço Marques: as injustiças, a justiça, o que foi a guerra, os relatos, o que os pretos sentiram, o que os brancos sentiram... É, sem dúvida, uma mais valia para a literatura portuguesa.

Um olhar íntimo e pessoal

Colette Johnston

Um ponto de visto íntimo e original sobre um momento histórico importante. Recomendo às pessoas que querem aprender mais sobre este período na história de Portugal.

SOBRE O AUTOR

Isabela Figueiredo

Isabela Figueiredo Nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Conto É Como Quem Diz, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Estas duas obras alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Escreve regularmente para o seu blogue Novo Mundo (http://novomundoperfeito.blogspot.com).

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU