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Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo

Livro eBook
editor: Editorial Caminho, setembro de 2015
«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português.
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.» Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»

  «Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros?
A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»
  José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»

Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722127585
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: setembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 211 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722127585
e e e e e

Racismo . Colonialismo .

João Calais Carreira

Acabei de ler em 03.03.2024 . Desconhecia a autora em absoluto ( minha mulher , lia -por lhe ter sido oferecido :"Um cão no meio do caminho " -o que me fez despertar o saber mais coisas da Isabela Figueiredo ) . Encomendei na Wook e li de "rajada " o "Caderno ... ... .... " . Surpreendente , no mínimo ! Um "tratado sobre o que muitos (NÃO ) dizem e que a autora explora até ao tutano . Nada fica por dizer (escrever ) . Concorde-se (ou não ) / goste-se (ou não ) / reconheça-se ( ou não ) há que louvar a mínucia , o destemor , a crueza , a (s ) evidência (s ) , de um drama sem fim à vista : o Racismo !! ( e que ela viveu para nos ... contar . )

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Muito bom

N.A

é um dos melhores livros sobre este período da nossa história, a par do Retorno da Dulce Maria Cardoso. altamente aconselhável!

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Retrato da ordem colonial em Moçambique

Maria

Um mergulho no passado colonial português em Moçambique através dos olhos da autora enquanto criança. Uma visão invulgar, crua, por vezes desconcertante, que nos transporta para uma realidade marcada pela violência, o racismo, o machismo.

e e e e E

Um outro olhar

SMC

O Império Colonial Português visto pelos olhos de uma geração mais nova, um olhar que concorre com uma outra visão mais idílica da realidade, veiculada pelos que a precedem. Muito interessante.

e e e e e

História Viva

José A. Romo

Dou aulas de português em Espanha; mas dar aulas de português é dar a conhecer a língua e não só; também pela cultura, pela História de um povo , se conhece a língua de esse povo, e este livro é História recente desse povo e é História viva, História contada por alguém que viveu essa história de primeira mão... Imprescindível para quem quer conhecer a História recente de Portugal e o presente do país.

e e e e E

Os retornados e a visão do que para trás ficou

dcm

Agarrei-me a este livro desde o momento em que o comecei a ler. A Isabela Figueiredo tem esse poder. Uma visão sobre a GC que não se encontra muito na literatura portuguesa. Ao longo dos 40 a poucos textos que compõem o caderno, a Isabela faz um relato da sua vida enquanto morou em Lourenço Marques: as injustiças, a justiça, o que foi a guerra, os relatos, o que os pretos sentiram, o que os brancos sentiram... É, sem dúvida, uma mais valia para a literatura portuguesa.

e e e e E

Um olhar íntimo e pessoal

Colette Johnston

Um ponto de visto íntimo e original sobre um momento histórico importante. Recomendo às pessoas que querem aprender mais sobre este período na história de Portugal.

Isabela Figueiredo

Isabela Figueiredo Nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Conto É Como Quem Diz, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Estas duas obras alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Escreve regularmente para o seu blogue Novo Mundo (http://novomundoperfeito.blogspot.com).

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