Bem Vindo ao Deserto do Real

de Slavoj Žižek
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2006 ‧
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Bem Vindo ao Deserto do Real... É assim que, no filme Matrix, Morpheus introduz um Neo siderado à «verdadeira realidade» de um mundo devastado.
Slavoj Zizek propõe analisar os investimentos pulsionais e ideológicos que moldaram a nossa nova ordem mundial depois do colapso das torres do World Trade Center, a 11 de Setembro de 2001. Hoje, a tarefa crítica consistiria em recolocar o «evento» no contexto dos antagonismos do capitalismo global. Nessa perspectiva, o verdadeiro choque das civilizações pode revelar-se como sendo afinal um choque no interior de cada civilização. A alternativa ideológica que opõe o universo liberal, democrático e digitalizado a uma «radicalidade islamista» não passaria afinal de uma falsa oposição, mascarando a nossa incapacidade de apreender o que está verdadeiramente em jogo nas políticas contemporâneas.
O único meio de nos extrairmos do impasse niilista a que nos reduz essa falsa alternativa é uma saída da democracia liberal, da sua ideologia multiculturalista, tolerante e pós-política.

Bem Vindo ao Deserto do Real

de Slavoj Žižek

Propriedade Descrição
ISBN: 9789727088942
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 16 mm
Páginas: 198
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789727088942

SOBRE O AUTOR

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek, nascido a 21 de março de 1949, é um filósofo esloveno, teórico cultural e intelectual.
Foi diretor internacional do Birkbeck Institute for the Humanities, na Universidade de Londres; é professor de alemão na Universidade de Nova Iorque, professor de filosofia e psicanálise na European Graduate School e investigador sénior no Instituto de Sociologia e Filosofia da Universidade de Liubliana.
O seu trabalho incide sobretudo sobre filosofia — particularmente hegelianismo, psicanálise e marxismo — e teoria política, bem como sobre crítica cinematográfica e teologia.
Escreveu mais de 50 livros em várias línguas e fala esloveno, servo-croata, inglês, alemão e francês. O estilo idiossincrático das suas aparições públicas, os frequentes artigos de opinião em revistas e os seus trabalhos académicos — caracterizados pelo uso de humor negro e exemplos de cultura popular, bem como por provocações politicamente incorretas — trouxeram-lhe fama, controvérsia e críticas, dentro e fora da academia.

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