Baumgartner
SINOPSE
A vida de Baumgartner fora definida pelo seu profundo amor pela mulher, Anna. Nove anos passaram desde que ela morreu inesperadamente num bizarro acidente de natação, e Baumgartner continua a lutar para sobreviver à sua ausência.
O romance de ambos é-nos então desvendado desde o seu início, em 1968, quando Sy e Anna se conhecem enquanto estudantes falidos em Nova Iorque, e segue a relação apaixonada que mantêm ao longo dos quarenta anos seguintes.
Serão as memórias de Baumgartner coincidentes com as de Anna, cujos textos autobiográficos ele decide agora ler? Porque é que nos lembramos de certos momentos da nossa vida e esquecemos outros por completo? De que são feitas as nossas histórias pessoais?
Baumgartner revela Paul Auster no auge da sua mestria criativa e estilística. Um romance fulgurante sobre a beleza e a tragédia da vida quotidiana.
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"O novo romance de Paul Auster começa com uma panela que Sy Baumgartner, professor de filosofia à beira da reforma, esqueceu ao lume. Quando nos juntamos a ele na secretária da sua casa em Nova Jersey, Sy levanta-se para ir buscar um livro, mas de repente lembra-se da dita panela que ficou no fogão ligado e… espera… Sy não tinha ficado de ligar à irmã? Enquanto hesita entre o telefone e a cozinha, há um funcionário da UPS a tocar à porta, a filha pequena da empregada que lhe liga, angustiada, porque o pai acaba de cortar dois dedos num acidente no trabalho, alguém da companhia de eletricidade que vem verificar o contador, uma queda aparatosa nas escadas da cave… Os incidentes sucedem-se em catadupa, a um ritmo alucinante, obscurecendo um dia aparentemente normal. Nada que se compare, no entanto, ao telefone desligado do escritório que de repente começa a tocar, trazendo a Sy uma ligação impossível com a mulher, Anna, morta num acidente no mar há quase dez anos.
O romance vai-se desdobrando sinuosamente em espirais de memória, desde episódios ambientados nos anos 60 em Nova Iorque, quando Sy e Anna eram ambos estudantes universitários sem dinheiro, percorrendo o seu relacionamento apaixonado ao longo dos quarenta anos seguintes, para depois regressar à infância do protagonista em Newark e à vida do seu pai, um imigrante nascido na Polónia.
Debruçando-se sobre o amor, a perda e a memória, Baumgartner é um romance terno que nos relembra a beleza dos pequenos nadas do dia a dia; uma das obras mais luminosas de um dos maiores escritores da atualidade."
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789892359519 |
| Editor: | Edições Asa |
| Data de Lançamento: | outubro de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 238 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 208 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789892359519 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Viagem de amor
R
Uma bela viagem no tempo, presente e futuro, a vida e a morte, e o amor ... E, as nossas memórias, até onde resistem...
Baumgartner adorei
Ler, um prazer adquirido
Paul Auster. Não sei porquê porque livros dele há mas imaginava sérios e nada divertidos. Um discurso sério-cómico, critico e muito realismo, os mesmos fatores que me levam a gostar de ler Siri Hustvedt era o que deveria ter levado em conta. Baumgartner e o seu pequeno acidente doméstico, bem como a sequência de peripécias, levou-me a pensar em Ove, também ele um homem viúvo e pouco sociável mas as semelhanças ficam por aí. Ove é uma personagem zangada, fechada. Sy não. Ambas mudam. Sy é professor e escritor. Um homem inteligente, lúcido que se sente dissociado. Um homem em fuga, que o sonha com Anna e que percebe que o tempo se escoa. "... quando chegar o fim que ao menos lhe seja concedida a dignidade de o seu coração parar em pleno esforço de uma última frase da sua lavra, de preferência as palavras finais de um sonoro vão-se foder dirigido aos loucos famintos de poder que governam o mundo. " Linguagem acessível, escrita elegante e muito fluida para uma grande empatia com Baumgartner. Adorei.
Sy Baumgartner
Antóni Martins
Sy Baumgartner, professor de Filosofia na Universidade de Princeton e escritor já na casa dos setenta, vive atormentado pela morte súbita da esposa Anna, ocorrida há cerca de nove a dez anos num acidente aquático. Apesar das décadas passarem, a ausência dela mantém o protagonista preso a um ciclo de luto, memórias e solidão Reddit+14SAPO Mag+14Gama Revista+14 . A narrativa inicia com um momento doméstico banal: uma panela esquecida no fogão que acaba por provocar uma queima na mão de Baumgartner. Esse incidente desencadeia uma série de falhas triviais, interrupções e memórias dispersas que invadem a sua mente, transformando o quotidiano num labirinto emocional cheio de reminiscências
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