Associativismo Desportivo
Crise, contradições, futuro
Editor:
5livros, outubro de 2019 ‧
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SINOPSE
As associações desportivas, correntemente designadas como clubes desportivos, são as células base do desporto português. Na sua grande maioria (mais de 80%) são pequenas estruturas sociais, que desempenham importantes funções sociais, educativas, culturais e económicas. Constituem uma importante rede de estruturas de participação democrática directa, que emergem nos meios populares urbanos e rurais, regendo-se pelos princípios da solidariedade, desinteresse material, serviço de interesse público respondendo a necessidades locais de desenvolvimento.
Vivem essencialmente da actividade materialmente desinteressada de várias centenas de milhar de voluntários e da participação económica das famílias. Apesar da sua importância social ser reconhecida na Constituição da República, tal nunca chegou a verificar-se em termos realmente significativos, por parte das entidades públicas (governos e autarquias locais).
Na sua grande maioria vivem, desde sempre, em crise crónica por falta de meios de toda a ordem para poderem desempenhar as suas funções. Esta situação constitui um dos factores explicativos do atraso do desporto português, limitando fortemente a sua contribuição para o fortalecimento da democracia local.
Contudo, são sistematicamente acusadas de subsidiodependência, isto é, de viverem exclusivamente à custa do erário público, recusando realizar um esforço para se tornarem auto-suficientes de acordo com as regras da gestão empresarial competitiva e mercantil. De facto, na situação actual, a perspectiva dominante dos poderes constituídos, não só as trata como se fossem autênticas empresas, como as coloca frente a um dilema crucial: ou assumem este carácter empresarial, visando a obtenção do lucro, ou não têm lugar na sociedade actual, devendo, por isso, desaparecer.
São estes os traços essenciais da crise do associativismo desportivo português, que está a provocar uma profunda transformação dos seus valores e das formas de gestão com importantes preocupações sociais que historicamente sempre as orientaram na sua acção.
Vivem essencialmente da actividade materialmente desinteressada de várias centenas de milhar de voluntários e da participação económica das famílias. Apesar da sua importância social ser reconhecida na Constituição da República, tal nunca chegou a verificar-se em termos realmente significativos, por parte das entidades públicas (governos e autarquias locais).
Na sua grande maioria vivem, desde sempre, em crise crónica por falta de meios de toda a ordem para poderem desempenhar as suas funções. Esta situação constitui um dos factores explicativos do atraso do desporto português, limitando fortemente a sua contribuição para o fortalecimento da democracia local.
Contudo, são sistematicamente acusadas de subsidiodependência, isto é, de viverem exclusivamente à custa do erário público, recusando realizar um esforço para se tornarem auto-suficientes de acordo com as regras da gestão empresarial competitiva e mercantil. De facto, na situação actual, a perspectiva dominante dos poderes constituídos, não só as trata como se fossem autênticas empresas, como as coloca frente a um dilema crucial: ou assumem este carácter empresarial, visando a obtenção do lucro, ou não têm lugar na sociedade actual, devendo, por isso, desaparecer.
São estes os traços essenciais da crise do associativismo desportivo português, que está a provocar uma profunda transformação dos seus valores e das formas de gestão com importantes preocupações sociais que historicamente sempre as orientaram na sua acção.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898977786 |
| Editor: | 5livros |
| Data de Lançamento: | outubro de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 162 x 237 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 314 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
|
| EAN: | 9789898977786 |
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