As Andorinhas Não têm Restaurante

Áudio-Livro (2 CDs)

de Alexandre O' Neill
Editor: MHIJ - Editores, novembro de 2008 ‧
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Alexandre O'Neill não se pode considerar verdadeiramente um contista, embora alguns dos textos que publicou como crónicas, pela sua estrutura, pela história, pelos personagens, possam ser consideradas ficções curtas que bem se podem integrar neste género.
Aqui, como no resto da sua prosa, revelam-se características do seu humor irreverente, temperado pela auto-ironia, e uma certa ternura pelos personagens que evoca num estilo feito de frases quase lapidares, que em muitos casos entraram na língua, a lembrar por vezes o slogan publicitário, em que, aliás, era mestre.

"… Em As Andorinhas Não Têm Restaurante aparecem algumas crónicas semanais publicadas no Diário de Lisboa, reunidas num livro breve, cuja homogeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. Mas podemos indicar ainda outros elementos em comum: uma visão crítica e simpática da vida Lisboeta, um conhecimento muito vivo e sugestivo do ambiente boémio, uma caricatura algo cúmplice do marialvismo dominante, um sentimentalismo que se defende pela ironia e pela ternura. … ele mesmo nos diz "O leitor perdoará os ingredientes do cómico". Na verdade perdoa porque O'Neill escreve um português extremamente saboroso, operando uma admirável fusão da oralidade na escrita, cujo segredo poucos detêm…"
Isto escrevia Eduardo Prado Coelho em 1970.

As Andorinhas Não têm Restaurante

Áudio-Livro (2 CDs)

de Alexandre O' Neill

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898027177
Editor: MHIJ - Editores
Data de Lançamento: novembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 131 x 186 x 15 mm
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789898027177

SOBRE O AUTOR

Alexandre O' Neill

Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a atividade profissional de técnico publicitário, forjando alguns dos mais conhecidos slogans portugueses. Um dos fundadores do Grupo Surrealista de Lisboa, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a sua passagem pelo grupo marque indelevelmente a sua postura estética, conservando algumas características do movimento na sua poesia, por exemplo, o tom mordaz e em certo sentido absurdista na maneira de analisar o mundo. Um amante do jazz, do cinema e do teatro modernos, O'Neill fez ainda várias traduções, escreveu guiões para cinema e manteve algumas colunas de jornal durante vários anos. Da sua obra destacam-se as obras No Reino da Dinamarca (1958), Feira Cabisbaixa (1965) ou a reunião de contos e crónicas em Uma Coisa em Forma de Assim (1980).

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