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Apostila

de António Vera
Editor: Edições Colibri, junho de 2015 ‧
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O livro breve a que António Vera deu o título de Apostila não deverá ser considerado um livro póstumo: deverá, isso sim, ser compreendido como o texto fundador de uma obra poética completa, obra que teve o seu início substancial (ou, se quisermos, reinício) em 1998, ano da publicação de Cursivo Menor. Poderá isto parecer um paradoxo, à semelhança de outros paradoxos que povoam a vida e a obra do seu autor, mas, em boa verdade, não o é: em António Vera encontramos o paradoxo de uma juventude tardia numa existência supostamente longa; vislumbramos o princípio da inocência numa personalidade supostamente amadurecida pela contingência do mundo, um mundo cuja crueza há muito não lhe era estranha devido ao choque cruel provocado pelo suicídio de sua mãe, ocorrido quando o poeta ainda mal saíra da infância; encontramos o gosto intenso e apaixonado de um sentimento amoroso genuíno num momento de doença e de fragilidade física; encontramos, enfim, o vicejar de uma obra poética na qual a sensibilidade mais profunda se alia a uma invulgar lucidez. É neste último aspecto, de resto, que repousa a matriz essencial de tudo aquilo que escreveu, permitindo-lhe distinguir a sua arte por entre a solitária, embora prolixa, manifestação poética do seu tempo. [José Fernandes Tavares]

Apostila

de António Vera

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896894818
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: junho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 205 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789896894818

SOBRE O AUTOR

António Vera

[José] António Vera [de Azevedo] nasceu em Lisboa, na freguesia das Mercês, a 22 de junho de 1923, e faleceu na mesma cidade a 26 de dezembro de 2012. Trabalhou desde muito novo: empregado no comércio, em seguros, na Contabilidade Pública e, de 1958 a 1987, nos serviços da Emigração como representante do governo português para os assuntos da emigração nos países de acolhimento e, mais tarde, como técnico superior, vindo a aposentar-se da ex-Secretaria de Estado da Emigração e Comunidades Portuguesas, naquele último ano. Ao serviço da Emigração fez inúmeras viagens, tendo-lhe sido necessário dominar fluentemente diversas línguas. Entre os cursos que completou destaca-se o de Política Social no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa. Também frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa. Entre 1947 e 1951 colaborou em várias publicações literárias, nomeadamente na Távola Redonda, fundada por António Manuel Couto Viana e David Mourão-Ferreira, na Seara Nova e Atlântico, e fez parte dos amigos da revista Árvore. Conviva e amigo dos poetas Daniel Filipe e Raul de Carvalho, confraternizou também com José Osório de Oliveira e José Terra. Mas, por dever de ofício e contínuas viagens, não lhe foi possível manter contactos estreitos com estes amigos e outros cultivadores das letras portuguesas. Ao empenho extremadamente dedicado de sua filha, Maria José Martins de Azevedo, se deve a publicação da sua obra poética, a qual compreende onze volumes: dez publicados em vida e um volume póstumo. António Vera é também contista e publicou um grande número de artigos ao longo de toda a sua vida.

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