Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica

de Natália Correia; Ilustração: Cruzeiro Seixas
Editor: Ponto de Fuga, abril de 2019 ‧
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Depois de ver sucessivos livros seus apreendidos pela Censura do Estado Novo, Natália Correia aceitou o convite do visionário editor da Afrodite, Fernando Ribeiro de Mello, para organizar esta Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. «Finalmente num único livro», prometia a cinta que acompanhava o volume, publicado em dezembro de 1965, «a poesia maldita dos nossos poetas», «as cantigas medievais em linguagem atualizada», «dezenas de inéditos» e «a revelação do erotismo de Fernando Pessoa». A obra causou escândalo e foi apreendida pela PIDE, com vários dos intervenientes julgados e condenados em Tribunal Plenário, num processo que se arrastou durante anos. É agora republicada pela primeira vez com as ilustrações originais de Cruzeiro Seixas, incluindo também novos textos introdutórios e reproduções de documentos que contextualizam um marco histórico na edição em Portugal.

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica

de Natália Correia; Ilustração: Cruzeiro Seixas

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898881151
Editor: Ponto de Fuga
Data de Lançamento: abril de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 235 x 49 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 528
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789898881151

A poesia é para comer!

Hugo Araújo

Esta bonita edição, com um enquadramento histórico pertinente e bem documentado, permite valorar uma obra que, pertencendo a um tempo particular, se mune de outros tempos para provar que a liberdade é inalienável. Um livro indispensável.

Adequado

MMC

Livro bem interessante por relevar todo um trabalho de recolha da autora.

Sem peias na pena

Ana Magalhães

Obra histórica com história, esta antologia é triplamente preciosa: vale pelos poemas que a habitam, pela autora que a criou e pela luta que representa. O erotismo é a expressão estética e civilizada da sexualidade humana, pulsão embrionária e biológica perseguida pela tradição judaico-cristã ao longo de séculos de história da humanidade. Em Portugal, foi precisa uma mulher, uma mulher-poeta, para abalar uma sociedade cristalizada no seu pequeno-burguesismo. Natalia Correia foi na ação literária o que foi na sua vida: coerente, desafiadora, forte. Nesta obra, vamos encontrar poemas que ilustram a história da literatura portuguesa desde a sua génese, mostrando o quão nela é rica a tradição erótica e satírica.

SOBRE O AUTOR

Natália Correia

Natália Correia nasceu na Fajã de Baixo, São Miguel, Açores, a 13 de setembro de 1923. Poetisa, ficcionista, contista, dramaturga, ensaísta, editora, jornalista, cooperativista, deputada à Assembleia da República (primeiro pelo PSD, depois como independente pelo PRD), foi uma das vozes mais proeminentes da literatura e da cultura portuguesas na segunda metade do século xx, tendo resistido energicamente ao Estado Novo e aos radicalismos do pós-25 de Abril. Ecuménica e eclética, filantropa e idealista, anteviu um novo tempo, que garantisse a paz, a dignidade humana, a justiça social e o direito à diferença como raízes indeléveis da democracia. Morreu em Lisboa, a 16 de março de 1993.

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